Fernando Pessoa

Quando já nada nos resta

Quando já nada nos resta

É que o mundo sol é bom.

O silêncio da floresta

É de muitos sons sem som.

Basta a brisa pra sorriso

Entardecer é quem esquece.

Dá nas folhas o impreciso,

E mais que o ramo estremece.

Ter tido esperança fala

Como quem conta a cantar.

Quando floresta se cala

Fica a floresta a falar.

9-8-1932

Poesias inéditas ( 1930-1935). Fernando Pessoa. ( Nota prévia de Jorge Nemésio).

Lisboa: Átila, 1955 ( imp. 1990). -79.

Fernando e seus desassossegos/ Facebook

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Santarém, Pá 20 de Julho de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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