Deixamos a redoma de fragilidade no passado, mas continuamos presas no processo de autoconhecimento

A imagem da mulher ao longo dos anos vem sendo construída sobre muitas visões. E apesar, dela ter deixado a imagem de figura frágil no passado. Esta, ainda apresenta muitas dificuldade para se compreender como um ser autônomo, como alguém capaz de gerir a própria vida, responder as próprias dúvidas, inquietações, a solidão concreta de seu silêncio, e situações mínimas como compreender os próprios sentimentos.

É raro vermos uma reflexão que fale da mulher como um ser que saindo do ostracismo não se veja obrigada a se submeter a condições que que ainda a coloque sob regras rígidas, como a maternidade, por exemplo. Essa condição continua sendo uma obrigação imposta a todas nós. Evidente que, existem aquelas que optam por não ser mães, mas a realização profissional, bem como a estética é muito forçoso para mulher, mesmo a pós-moderna.

A mulher acredita na sua capacidade intelectual, no poder de criar, de administrar uma empresa, uma família e várias outras situações que lhes são pertinentes. Todavia, essa mulher continua um ser infeliz e incompleta na arte de desvendar a si mesma. Na maioria das vezes, ela se assemelha aque ser di passado que correspondia a pobreza cultural e, que precisava da imagem de um homem conduzindo as suas ações. Não é de estranhar que muitas vivam situações semelhantes.

A imagem da mulher consciente de seus direitos, ainda é vencida por muitos obstáculos Essa mulher simplesmente, dependendo da situação, ela ainda não consegue expressar a sua vontade férrea. A condição feminina continua sendo limitada. Em muitas ocasiões, a mulher não tem voz, e o tratamento que recebe é desigual sobre o pretexto que é preciso haver uma mudança cultural, uma mudança de pensamento em relação aos seus interesses e os da sociedade. “As prisões sociais ” são um passo a limitação de seus direitos é avançosde suas conquistas.

Dentre os muitos avanços, ela se destaca em quase tudo; do conhecimento cientifico a lida doméstica. Ah, desse detalhe, continuam reféns. O sonho da autonomia, as vezes é considerado também utópico, pois muitas ainda dependem do dinheiro do marido para comprar coisas simples como creme dental a um simples batom. Infelizmente, é preciso dizer que a mulher precisa se conscientizar de muita coisa, principalmente, a lutar por sua autonomia e liberdade.

A construção da história feminina tem de fato alargado horizontes, mas, a mulher continua num estágio de orientação, ou seja, precisa da ajuda de outras para lidar com situações que as ajude a refletir melhor acerca de suas demandas emocionais. A mulher precisa ser o cerne da questão e parecer maior do que essa imagem construída dela mesma. A mulher precisa viver e reconhecer por exemplo, o porquê de ‘viver uma vida frustrada’. O autoconhecimento é uma forma de ajudá-las a refletir acerca de suas muitas questões.

Há algo de positivo nessa mudança, a mulher, assim como a sua natureza feminina, guarda o sentimento sacralizado de tudo ter suportado com graça e espírito de bravura, porque uma mulher não desiste de si mesma.

Marii Freire Pereira

https://Pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: pinterest. Leituras de Tarologa.

Santarém, Pá 21 de Junho de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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