Violência Doméstica

” A única forma de chegar ao possível é acreditar que é possível “.

Lewis Carroll

Gosto da frase do Carroll, se é possível modificar uma realidade, trabalhemos nela para conseguir mudar aquilo que prende as nossas preocupações. Eu tomo a liberdade de usar essa expressão para tentar chamar atenção a um fato em nossa sociedade que acho extremamente comprometedor que é a violência contra a mulher. A mulher, ela já não suportam sofrer: seja, “violencia psicológica, violência física ou violência sexual “, desprezo humilhações, ‘apanhar de seus companheiros, esposos, namorados’. A violências é um problema grande que estreia a falta de atenção e respeito que vivemos há anos, em nossa sociedade.

” Não é tempo de fazer vista grossa.”

Muitas vezes, quando uma mulher morre, ouvimos um sonoro: ‘ah, deixa pra lá, briga de casal, coisa sem importância’. Não, não é uma coisa sem importância. É justamente o contrário, tem importância porque torna essa questão sempre muito negativa. Portanto, “não podemos deixar pra lá “. Pois se assim fizermos, a sorte de muitas mulheres, acaba com a morte […]. Ou no último caso, por ela ter pedido ajuda a todos, e não ter de fato , uma resposta satisfatória, essa mulher mata. Mata por não suportar sofrer tantos maus-tratos calada.

” Às vezes, o fim da violência na vida dessa mulher, é quando ela mata o seu agressor “.

Neste caso, ela não se coloca na posição de assassina, pois está, é a sua última atitude em relação aquele relacionam negativo, onde inúmeras vezes, tentou pedir ajuda é não teve.

Quando se fala de violência contra a mulher, violência doméstica, se sente a sensação de desamparo, porque pelo fato, de você ser mulher, a impressão de que tem é que não somos seres dignos de respeito. A gente sabe que a lei existe, mas, a forma de tratamento hierárquico [ ainda] permanece.

” Muitas mulheres só têm condições de terem suas causas vistas quando morrem, porque em vida, elas se sentem sozinha.”

É natural que uma mulher que passa por situação de violência peça socorro, mas o Estado, a polícia não têm condições de prestar assistência 24 horas as vítimas de violência. Neste caso, torno a dizer: “elas estão sozinhas” – um homem, seja ele, namorado, companheiro ou marido diante de um ataque de fúria ceifa a vida dessa mulher sem piedade.

Ainda que um casal se separa, esse homem vai encontrar o melhor horário para adentrar no recinto do casal, pegar a mulher sem nenhuma defesa e matá-la. Esse é o preço do que deixa desejar a lei.

A Maria da Penha é um ” caminho” que conduz a mulher que é vítima de violência doméstica pedir ajuda. Sem dúvida, uma lei que encoraja a mulher a não sofrer calada. E, por que? Para não ter que morrer e matar […]. O exemplo da própria Maria da Penha, é o resultado assustador de como um homem é capaz de deixar uma mulher.

Falta respeito, falta consideração, falta o Estado querer potencializar aquilo que chamo de impossível, porque se [ quisessem], poderia se tornar possível, que no caso, é se opor a toda essa violência. O presente é difícil, mas não existe nada tão difícil que não se consiga alcançar ” quando sequer “. O objetivo de procurar combater a violência, não é tentar se livrar do estresse. Uma medida ulti é evitar que ele aconteça. Como? Tendo leis mais severas. Eu entendo como uma saída. Ora, hoje um homem prefere responder por homicídio doloso do que responder só pela Maria da Penha. Se a sociedade não reclama, tudo lhe parece confortável. É importante [re]pensar no que acontece hoje, para não repetir amanhã.

” Mulher fale, não viva sufocada!”

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: pinterest. Portal Institucional do Senado Federal.

Santarém, Pá 13 de Maio de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

5 comentários em “Violência Doméstica

  1. Eu penso que é hora de mais ações efetivas.
    Já faz tempo que não estou no Brasil, então o que eu venha a falar pode já existir, ou pode já existir, mas não funciona. Ou mesmo posso dar uma sugestão irrealista para o Brasil.
    É verdade que a educação começa em casa. Nós mães, tias, avós somos responsáveis por mudar essa visão para a mulher que alguns homens têm. Tb temos a lei. Só que falta algo mais, a partir de núcleo menores de ação.
    É importante, por exemplo, saber quem mora em cada casa. Isso é um trabalho conjunto entre prefeitura ou sub-prefeituras e polícia. Quem é o responsável ou o cabeça daquela casa?
    Não sei se eu estou conseguindo mostrar o objetivo dessas informações. Eu vejo isso importante como organização de uma sociedade, que pode ajudar em evitar o feminicidio.

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    1. Perfeito Silvana. Você conseguiu mostrar alguns pontos importantes para se ter uma resposta ” satisfatória ” em relação a esse problema. Vou acompanhar o seu pensamento e começar pelas mães. Sim, somos formadoras de opiniões. Devemos ensinar as nossas filhas terem autoestima, respeito por si e, não aceitar a violência como algo normal. E os filhos, ensinar desde pequeno a não tratar as meninas com desrespeito. Se queremos um futuro melhor para todos, temos que trabalhar a base desse problema. Além disso, as leis deixam muito a desejar, sem dúvida. Veja o caso da própria Maria da Penha, somente após pressões internacionais foi que o Brasil conseguiu fazer com que o ex-marido, fosse preso, mas passou pouco tempo encarcerado, e foi responder o processo em liberdade. Mas, em relação a violência doméstica, esse é um problema é secular, e você observa que ele vai passado de geração em geração. Precisa de uma resposta do Estado, sim para ser levado a sério. Mais ainda, uma resposta do Judiciário, da sociedade, dos atores e atrizes sociais, além da reeducação do povo. E enquanto isso não acontece, a mulher precisa continuar denunciando.

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