Manuel Maria Barbosa du Bocage

Lá quando em mim perder a humanidade

Mais um daqueles, que não fazem falta,

Verbi-gratia- o teólogo, o peralta,

Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade.

Não quero funeral comunidade,

Que engrole sub- venites em voz alta;

Pingados gatarrões, gente de malta,

Eu também gosto disperso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa

Sepulcro me cavar em ermo outeiro,

Lavre-me este epitácio mão piedosa:

” Aqui dorme Bocage, o putanheiro;

Passou a vida folgada, e milagrosa;

Comeu, bebeu, fodeu, sem ter dinheiro. “

Manuel Maria Barbosa du Bocage

Lá Quendo em Mim Perder a Humanidade.

escritas.org

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Irio Campina

Santarém, Pá 26 de março de 2021

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

3 comentários em “Manuel Maria Barbosa du Bocage

    1. Verdade. A liberdade é uma característica da maiores dos escritores. Cada movimento, apresentava , cada geração tinha poemas que revelavam muito essa coisa reservada a sua época. Eu gosto bastante.

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