Perdi o bonde e a esperança.
Volto pálido para casa.
A rua é inútil e nenhum auto
Passaria sobre meu corpo.
Vou subir a ladeira lenta
em que os caminhos se fundem.
Todos eles conduzem ao
princípio do drama e a flora.
Não sei se estou sofrendo
ou se é alguém que se diverte
por que não na noite escassa
com um insolúvel flautim.
Entretanto há muito tempo
nós gritamos: sim! ao eterno.
Carlos Drummond de Andrade. Soneto da perdida esperança. Literatura Comentada. Editora Nova Cultural. Textos publicados sob licença de Carlos Augusto Graña Drummond. São Paulo, 2013
Marii Freire Pereira
https://pensamentos.me/ VEM comigo!
Imagem: Instagram/ lisboasecreta.
Santarém, Pá 22 de janeiro de 2021

Perder o bonde da História nda própria vida ,nos deixa deslocados…Respiremos nos centremos e vivamos as mínimas coisas,agorancom atenção plena!
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Muito bem!
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