Não é o vinho, é a sua pouca formação que colabora para a imagem que deseja passar para os outros

Quando se fala em prestígio social, poder, e inteligência, logo se imagina um ser humano entusiasmado, com o ego nas alturas. E uma pouquíssima capacidade de se doar.

Ora, imagine, um sujeito que se acha mais importante do que a bala que matou Getúlio Vargas?! É possível? Claro que é. Sabe aquele sujeito que entende de carros, belas mulheres e vinhos. Já imaginou? Pois bem, esse é o tipo de pessoa que adora frases clichês, e que não têm nenhum entusiasmo pela alegria de quem não tem o mesmo status social igual ao dele. Tá cheio de gente assim por aí, não é?

Quando se fala no conceito de pessoa, se entende que pessoa é quem tem domínio de si, dos seus atos, que não vive na dependência de outro, ou dos outros. Mas, a pergunta que quero fazer a você é: ” como lidar com gente de ego inflado?”

Deixa eu falar uma coisa pra você, é lamentável ter que esbarrar com esse tipo de gente. É claro que pessoas assim, digo com características igual a essas, é o tipo de gente que tem a vida vazia. Então, usa essa imagem de pessoa ilustre para mostrar poder e ao meno tempo, preencher as suas faltas, sejam elas emotivas, psíquicas ou emocionais.

” O verdadeiro poder é aquele que mesmo você tendo nascido dentro das melhores condições, digamos que, mesmo sabendo como o seu destino social será “gracioso”, não se torna soberba ”

É uma pessoa que se sente comum como as outras, e não tenta forçar uma situação para que ela pareça real. A verdadeira riqueza consiste no esforço em integrar -se ao comum, não ao exibicionismo, ao grau de importância, onde você mesmo se coloca no topo e diz ser o melhor.

Esse tipo de pessoa que tem o ego acima de todos, é o tipo de sujeito que precisa aprender. Para mostrar que sou bom, não preciso fazer com que as pessoas se divirtam um vocabulário pobre, que diga coisas como ” vá…sefu*”. Primeiro, só em saber que ele nasceu dessa maneira já é sorte. Só que ele precisa sair do anonimato da própria miséria e passar por um belo trabalho educacional para se tornar alguém com qualidade acima das outras. O conceito de beleza também passa por esse processo. Não basta ter beleza física se o principal que a educação, o respeito ao outro não for trabalhado.

Você pode adorar caviar, inclusive comê-lo ouvindo Chopin. Mas, isso não te faz o melhor. Pode ter em casa uma variedade de vinhos, que ainda assim, não te torna mais importante do que os outros.

” O sujeito que adora apreciar vinhos e não aprendeu a respeitar as pessoas no mínimo de suas diferenças, essa pessoa não aprendeu nada sobre a vida”.

E pelo visto, nem sobre si. Pessoas com esse perfil, são aquelas que tem problemas em vários campos da vida como já mencionado. Para que eu sujeito de valor, possa ter essa carga positiva que desejo que as pessoas vejam em mim, é preciso trabalhar as minhas próprias qualidades. Não basta elevar a taça de vinho, tem que melhorar o vocabulário. Ter por exemplo, o domínio sobre várias línguas, estudar horas, inclusive noite a dentro. Perder domingos e feriados, desafiando as minhas próprias condições de aprender. Esquecer festas, praia, saída com amigos e todo tipo de badalação para que se conquistou o que deseja. Se eu quero ser admirado pela minha inteligência, vou estudar. Se quero ter um corpo fitness, vou cooperar para isso. A pergunta é: ” O que eu quero para conseguir o que desejo, ou o que eu tenho que sacrifica para conquistar algo?” É! Isso mesmo, é uma vida de renúncias. Vou logo avisando, não é ser ” arroz de festa”. Inteligência exige alguns sacrifícios. Eu diria que mais horas de estudo que badalação.

É certo que poupar esforços não te faz sair do anonimato. Porém, a imagem de levantar uma taça de vinho, não te acrescentar qualidades, não as que você tem trabalho para adquirir. O esforço neste caso, tá sendo na posição contrária. Esforce-se um pouco mais, pois ” não é o vinho, é a sua pouca formação que colabora para a imagem que você deseja passar para os outros “. Prestígio não se conquista dessa maneira. Ascensão intelectual também, não. Além do mais, para chegar a essa consagração espontânea, é preciso um bocado de esforço.

Apesar da imitação ou mesmo comparação, “deixe escapar o álcool de qualquer bebida, que aparece o açúcar das frutas”. Não é a imagem de rico, de pessoa sábia e respeitada. É a maneira de como você se coloca, que torna a vida confortavelmente mais respeitada. Não se preocupe em divulgar uma marca, porque não é ela que irá construir a sua imagem. É Você que deve trabalhar as suas qualidades.

“Tim…tim…” aos anos que te faltam ser trabalhados.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. mail.globo.com

Santarém, Pá 24 de dezembro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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