Gênero

Falar de gênero é promover a igualdade entre homens e mulheres. É mostrar respeito, discutir de forma consciente e com delicadeza a importância que esse assunto merece.

Marii Freire.

A sociedade brasileira, apesar de ter algumas posições rígidas em relação ao tema, tem que compreender que falar de gênero é importante, principalmente, nos primeiros anos da criança na escola, para que estas, cresçam tendo como base para qualquer relação o respeito pelo o outro.

Ensinar sobre gênero não é querer doutrinar, a criança ou o jovem para interpretações inapropriadas.

Alguns segmentos da sociedade, têm opinião dividida sobre esse tema, porque muitas pessoas buscam respostas sempre pautadas em posições politico- ideológicas ou religiosas. Quer dizer, a sociedade baseia-se nisso para tirar as suas próprias conclusões. Muitas vezes, antagônicas inclusive. Todavia, discutir sobre esse tema é necessário para que se encontre possíveis saídas, ao invés de confrontos.

Por que falar sobre gênero na escola?

Porque desde cedo, é importante mostrar para a criança o valor do respeito, e também para fazer com ela aprenda a lidar com as diferenças com naturalidade. Afinal, todos temos a necessidade de ser respeitados sobre qualquer circunstância. Além do mais, a criança que tem a oportunidade de aprender isso mais cedo, ela irá crescer e se tornar um adulto que saberá lidar muito melhor com essa questão. Ela irá saber se expressar com mais clareza e qualidade. Em outras palavras, quando adulto, homem ou mulher, essa pessoa estará melhor ‘preparada’ para administrar uma carga de informação maior aqui fora.

Todavia, é preciso considerar que enfrentar essa discussão é estabelecer uma abertura necessária, como dito acima para deixar de existir menos discriminação, violência inclusive. Ao problematizar essa questão, cria -se uma possível flexibilização diante de valores que por muito tempo tem ferido o direito de algumas pessoas, como por exemplo, as feministas e também não esquecendo da comunidade LGBTI.

Esse tipo de tema, como já mencionado, causa uma certa polêmica, mas tem-se afirmado que é necessário falar e procurar proporcionar segurança para essas pessoas.

Cumpre ressaltar que existe dispositivo legal que protege o direito desses grupos. O Estado por exemplo, não pode infringir discriminação por razão do gênero. Ele deve proteger a integridade tanto das mulheres como os LGBTI.

A questão que desperta preocupação neste caso, ela contribui para que olhemos para a educação como algo que venha ajudar a enfrentar os desafios da rua, os obstáculos criados há séculos e que reforçou ainda mais desigualdade entre pessoas que têm que conviver com o preconceito por conta da sua condição ou orientação sexual.

As pessoas são livres, mas parece que muitas vezes, essa liberdade, não existe por conta do quanto são humilhadas, pelos abusos qua sofrem quando procuram por um serviço de saúde, quando são incomodadas na rua, quando chegam em casa, e várias outras situações.

Ao falar em discriminação, ou mesmo violência, lembra-se das mulheres. A questão que abraça a Lei Maria da Penha, que só ela não consegue trazer a resposta que tanto se precisa para essa questão que insiste em vitimizar a mulher. Mais que é preciso pedir para o Estado atuar de forma mais eficaz na diminuição da violência. Que a mulher não pode ser tratada como ser inferior e por aí segue todo esse emblema.

Os cidadãos LGBTI, também têm o direito de usufruir do que lhes concede o texto Constitucional, que na verdade, é a proteção albergado aos direitos. Portanto, eles devem ser tratados com o mesmo grau de consideração de como se trata outra pessoa. Embora, saiba-se que a sociedade hoje, ela esteja mais apta do que antigamente ao diálogo, ainda existe um tratamento desigual para as mulheres, assim como, a comunidade LGBTI.

É preciso considerar que a escola é um lugar fundamental para refletir sobre muitos assuntos, e principalmente, o modelo que sociedade deseja como o melhor para os cidadãos. É importante afirmar que a discussão sobre gênero, ela serve para promover o direito à igualdade. Que tanto o diálogo, como as lutas políticas, elas favorecem muito daquilo que desejamos. Porém, ainda estamos longe de chegar ao modelo de sociedade que queremos.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. paineira, usp.com

Santarém, Pá 15 de dezembro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

2 comentários em “Gênero

    1. Infelizmente o que temos a fazer é lamentar. O atual presidente é sempre se mostrou contrário a muita coisa. E isso não é algo que possa ser alegado somente agora. Na verdade, ele anda na contramão do direito.

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