Pablo Neruda

Não há muito que contar

Para amanhã

quando há desça

ao Bom-Dia

é necessário para mim

este pão

dos contos,

dos cantos.

Antes da alba, depois da cortina

também, aberta ao sol do frio,

à eficácia de um dia turbulento.

Devo dizer: aqui estou,

isso não me acontece e isto acontece;

enquanto isto as algas do oceano

se movem predispostos

à onda,

É cada coisa tem sua razão,

sobre casa razão um movimento

como de ave marinha que levanta

da pedra, da água, da alga flutuante.

Eu com minhas mãos devo

chamar: venha qualquer um.

Pablo Neruda. [ Não Há Muito Que Contar]. Últimos Poemas ( O Mar e os sinos). Edição bilíngue. Tradução de Luiz de Miranda. L&PMCLASSICOSMODERNOS. Porto Alegre. 2018

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem ( Arquivo pessoal)

Santarém, Pá 12 de dezembro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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