Dia Internacional do combate à violência contra a mulher

Hoje, 25 de novembro é uma data que simboliza o combate constante da violência contra mulher. A questão atrelada ao combate à violência é muito cobrada pela sociedade, porque se precisa de respostas que sejam no mínimo, eficazes para inibir essa experiência dolorosa que a maioria de nós mulheres, vivemos diariamente.

É importante ressaltar que a situação de fato, é polêmica e ao tratar dessa triste realidade, observamos como são complexos os caminhos para erradicar esse mal tão presente na vida das mulheres.

Segundo dados da ONU, houve um aumento da violência, em especial aos casos relacionados ao feminicidio nos últimos meses. Pelo que consta, os casos teriam ganhado números gigantescos por conta principalmente, da pandemia do coronavirus. O mapa que mostra essa violência, chama a atenção da sociedade para aqueles casos, onde a mulher estaria numa situação de vulnerabilidade com a permanecia do mulher em casa.

Para se chegar a essa conclusão, o marido passaria mais tempo em casa, e por conta de divergências, ele aproveitaria para agredir a mulher. Esse é um ‘ dos’ elementos. Mas, pelo o que se viu, o quadro da violência ele não se deu só pela questão do isolamento ( período em que as famílias ficaram confinadas). Algumas dificuldades já eram vistas muito antes de toda essa questão ganhar consistência.

Só para você ter uma idéia, a violência, ela escolhe muitos caminhos para chegar até a mulher, o que faz por exemplo, com que esta, viva em constante estado de vulnerabilidade, e não falo só do Brasil, mas também de outros países, onde essa violência se reproduz de diferentes formas, como: estupros, os próprios casos de feminicídios ( Brasil), como citados, assim como, outros problemas. Em alguns países, a violência doméstica é responsável por 30% das denúncias, é o caso do Chipre, em seguida temos Singapura 33%, França 30% e com Argentina , 25%. O isolamento só potencializou ainda mais a questão, porque o motivo para o sofrimento de milhares de mulheres são diferentes em casa canto do planeta.

A pandemia foi um dos fatores apontados, mas o problemas são muito maiores do que ela tem revelado. São dados preocupantes, porque por mais que você espere alguma melhora, ou seja, a diminuição desses casos, algumas pesquisas revelam pouca expectativa em relação a essa situação. Então, se verifica que saímos de um patamar, porém, só olhar o futuro, tem-se pouquíssimas expectativas que haja uma melhora. Pode existir desde [ se queira], ou mesmo trabalhe para isto. Mas no momento, o que preocupa são esses números.

Algo que vejo muito utilitário em relação a violência contra a mulher é haver mais especulação da própria sociedade em relação a esse cenário que sacrifica e mata essa mulher com tanta facilidade. É preciso que haja uma preocupação maior para tentar diminuir tamanha violência.

O Brasil está muito longe de assegurar a mulher a proteção a qual, ela precisa ter. Só para você ter idéia dessa dificuldade, vemos o papel do próprio Ministério público que ainda, “fica muito no seu mundo”, ou seja, permanece numa realidade longínqua da qual essas mulheres precisam . Os casos que se tem conhecimento acerca da violência, nem de perto condiz com a realidade de quem vive essa barbárie. É muito mais fácil dizer por exemplo, que o país ainda vive no “império das ilusões”, porque o MP só enxerga uma mulher que sofre violência, quando ela pede socorro, ou seja, se faz ser notada. Pois do contrário, ela vive uma vida inteira num estado de violência e não é alertada quanto aos seus direitos.

Ao fazer essa observação, o que estou tentando dizer é que, não adianta trabalhar só a consequência que é a violência. Acredito que devemos conversar a respeito de outra realidade que é ter a preocupação de procurar inibir os maus-tratos e outras formas de violência quando, ela [ ainda] pode ser revertida e não potencializada. Quando vemos que só trabalhar a questão da violência quando ela já se instalou, não resolve, é interessante partir em busca de outras formas que se possa repensar naquilo que pode ser trabalhado para trazer bons resultados, e não ficar tentando moldar um modelo a partir do erro que você sabe que não têm condições de crescer para lado algum.

Se as campanhas que estimulam a sociedade a denúncia ou mesmo falar mais sobre o assunto não tem sido capaz de conscientizar da forma como gostaríamos, ou ainda a própria lei deixa muitas brechas que favorecem os agressores, vamos pensar em algo que não vai trazer resultado imediato, mas a longo prazo sim! Vamos educar melhor os pais para que estes, eduquem os seus filhos para quando adultos, eles possam ser protetores e não agressores da mulher. É o comportamento que devemos corrigir. Outra, a lei também deve ser mais rígida porque enquanto uma mulher apanhar até ficar desfigurada e o homem não ter noção do próprio limite, ele vai continuar fazendo o que bem entende com mulher.

É um problema cultural seríssimo, infelizmente, sim. Mas, não vamos ficar vivendo de ilusão pensando que um homem que bate em mulher vai mudar, porque ele não vai. O Sujeito que tem um pensamento primitivo vai continuar sendo exatamente quem é. E aí, não adianta argumentar coisas que não nos fazem crescer como sociedade. Vejamos, ” ah, um homem matou uma mulher “. Em seguida, se pergunta : quais os motivos? foram motivos fúteis, ou seja, o fato dela ter sido morta, estuprada ou ter sofrido uma violência psicológica é sempre o mínimo. ” Fiz porque porque quis, porque foi ela quem se insinuou. Você entende como essas coisas são tratadas? para a mulher isso é arcaico.

Quando digo que o Brasil está muito longe de oferecer a proteção que todas nós, precisamos é porque acredito que ele tem que repensar em como mudar muita coisa.

Todo ser humano ele precisa ser colocado como eixo principal de um direto, e a mulhere não precisam ser diferente, aliás, elas não precisam ser olhadas com essa diferença. Nenhuma mulher precisa ser tratada com diferença de nada. O que nos precisamos é de respeito. Acredito que não precisamos de ‘filtro esse ou aquile’ para sermos vistas. Queremos sim, tratamentos que nos possibilite ser olhadas e reconhecidas pelo nosso valor.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

notícias.uol.com ( estatística)

Imagem Autoral/ violência contra a mulher/ VEM comigo

Santarém, Pá 25 de novembro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

5 comentários em “Dia Internacional do combate à violência contra a mulher

  1. São tantas coisas, Mari!
    Até o próprio homem é oprimido nesse sistema opressor. A diferença é que ele tem o poder de gestão que nós galgamos aos trancos e barrancos.

    Façamos a nossa parte para honrar as que lutaram por nós durante a história, e a cada dia.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Esse tema é muito complexo Lara. A violência contra a mulher não ocorre só na forma física, como se pensa na maioria das vezes. Não tem uma violência silenciosa que muitas vezes começa pequenas, é com um tom de voz mais elevado, depois esse homem diz o que essa mulher deve fazer, controla as pessoas com quem ela fala, as roupas, os amigos, a família. Rouba a pertença da outra, fazendo com que ele não se reconheça inclusive.
      A imagem revela isso, uma mulher sem referência de quem ela é. Uma imagem com se fosse gasta pelo tempo , onde ela não se reconhece por tanto ter aberto mão de quem foi…
      Eu até concordo com você quando também fala do homem, onde esse também acaba sofrendo opressão. Mas, entenda, não se compara…sao séculos de sofrimento, de opressão, de negação de direitos.

      Curtido por 1 pessoa

      1. Sem dúvida! Me expressei mal. Acabei de ver um documentário sobre a masculinidade tóxica e acabei me voltando pra isso. (Chama-se’ O silêncio dos homens’, vale a pena assistir)
        Respeito e endosso a sua opinião.

        Curtido por 1 pessoa

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