Eu posso escolher não ter filhos

Em face da obrigação da maternidade, muitas mulheres, se sentem coagidas a serem mães. Para isso, desde cedo, colocam-lhes uma boneca nos braços e estimulam essas meninas a desenvolver o gosto pela maternidade.

A princípio, os pais, em especial a mãe auxilia a filha na construção desse vínculo recíproco da maternidade. A mãe diz como a filha deve agir, na verdade, ela “ensina a filha como trocar fraldas, alimentar e cuidar desse bebê imaginário “. A criança por sua vez, ela cria um vínculo, uma espécie de laço de solidariedade com resultado daquilo que é fruto de sua imaginação e aceita o gosto pela descoberta de ser mãe, na fase adulta.

Todavia, algumas mulheres não se identificam com o desejo da maternidade. Não querem ou não são atraídas, pela idéia de serem mães, digamos que, a maternidade não é um papel que todas a mulher deseja exercer. É verdade que, a maioria sim, mas outras não. E quando vemos uma mulher dizer que não quer ser mãe, qual é a reação da sociedade? É fazer uso de termos pejorativos. Infelizmente, esses são os efeitos negativos em relação ao fato de uma mulher dizer “não”. Não quero, portanto, não sou obrigada.

A mulher que decide não ter filhos, ela passa a ser julgada por querer esquivar -se da responsabilidade biológica, porque a maternidade é vista como algo sagrado. Então a renúncia tão grave, que implica quase como um crime. Se a mulher deixar de exercer o papel de mãe, ela passar a sofrer um certo preconceito, como disse, por não querer assumir um compromisso. De modo geral, o convite a maternidade é um ato de obediência. Mas, que nem todas as mulheres desejam respeitar essa regra. Para muitas, é injusto porque não leva em conta um direto que elas têm, que no caso é justamente dizer Não.

A maternidade, ela faz jus a um direito – que a mulher pode exercer ou não. Essa prática discriminatória, na verdade, vem só para reforçar obrigação. Porém, a mulher que abdica do direito de ter filhos, ela não deveria ser recriminada, porque se você analisar, lá atrás, na fase de criança, ela não teve o direito de escolher entre brincar num quarto cor de rosa com bonecas ou desfrutar de outras formas de brincadeiras e ser livre.

No entanto, em face dessa obrigação, muitos pais, acabam por restringir o direito de escolha de suas filhas. E a medida que crescem e dizem, ‘eu não quero ter filhos’, na verdade, só se observa neste caso, a manifestação de um direito que essa mulher tem.

Obrigação com filhos, é algo que nem todo mundo quer ter. Neste caso, melhor é não fazê-los. Se é para deixá-los vivendo no abandono, melhor poupá-los de sofrimentos diversos.

A mulher pode ter um lar, um marido e mesmo assim, não querer ter filhos. Ela não é obrigada a nada, muito menos ter uma criança por se sujeitar a regra impostas pela sociedade. Do mesmo jeito que, casamento é para formar uma família, como muito se acreditou durante anos. Família hoje tem um conceito muito amplo, e pode se optar por diversas maneiras de ser mãe sem necessariamente ter um filho.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Pinterest. Patrícia Azevedo

Santarém, Pá 24 de novembro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharela em direito, Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal.

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