[…]
Através de grossas portas,
sentem -se luzes acesas,
e há indignações minuciosas
dentro das casas fronteiras.
” Que estão fazendo, tão tarde?
Que escrevem, conversam, pensam?
Mostram livros proibidos?
Leem notícias nas Gazetas?
Terão recebido cartas
de potências estrangeiras?”
(Antiguidades de Nimes
em Vila Rica suspensa!
Cavalo de Lá Fayette
saltando vastas fronteiras!
Ó vitórias, festas, flores
das lutas da Indepencia!
Liberdade – essa palavra
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!)
E a vizinha não dorme:
murmura, imagina, inventa.
Não fica bandeira escrita,
mas fica escrita a sentença.”
Cecília Meireles. Romance XXIV ou Da bandeira da Inconfidência. Romanceiro Da Inconfidência. Organização André Seffrin. 13 ed. São Paulo. Global, 2015
Marii Freire Pereira
https://pensamentos.me/ VEM comigo!
Imagem: Pinterest. Abriendo Puerta
Santarém, Pá 19 de novembro de 2020

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