Violência contra a mulher

Num país que você vive a modernidade, que se considera tantas posições, principalmente, as “politicamente corretas “, por que a mulher continua sendo vítima de violência? Uma violência silenciosa, muitas quase sem ( ecos) , ou numa linguagem franca, uma violência abusiva como a que vimos recentemente, como foi o caso Mariana Ferrer, que nos fez percorrer o mesmo percurso já vividos outrora ( caminhar sozinhas), ao menos, era essa a visão que se tinha da mulher. Ou seja, viver experiências dolorosas ‘caladas’. A gente sabe que o passado, vez ou outra, presta conta do que foi ‘ diplomacia ‘ para as mulheres, pelos menos os leigos, imaginavam que estas, eram felizes dentro de seus claustros. Pena, porque neste caso, faltou um pouco de ” bom- senso ‘. Todavia, o que se observa hoje, é uma realidade que teima em mergulhar em disparates de outrora. Situações que por exemplo, fez com que a mulher vivesse num universo em que deveria renunciar os seus próprios direitos.

O caso Mariana Ferrer, foi algo que nos fez observar essa questão em um episódio recente. Uma situação que coloca a mulher diante de críticas, e desvantagem, inclue diante das outras. O que vimos foi uma violência em estado de constante evolução, porque dentre outras coisas, serviu para nos fundo, avaliamos valores, dentro de uma sociedade machista. Claro, a linguagem do advogado despertou polêmica.

A linguagem que predomina [ ainda], é a patriarcal. A tendência a críticas a mulher caminha nessa expressão universal da desigualdade […]. Ora, como uma mulher ao demonstrar que sente desejos por um homem pode ser interpretada? com termos pejorativas como o que vimos? Não sei se muitos notaram, mas esse tipo de conduta que a condena, simplesmente, acaba desencorajado essa mulher a “renunciar ” o seu próprio direito. A interpretação errada de uma sociedade que teima em defender a visão patriarcal e diz para a mulher que ela tem que tolerar situações como essa ( abusos) como se fosse natural, é indefensável. O mal está na forma de interpretar o direito ( dela), principalmente este. Pois, o que vimos aí, foi a recriminação que cooperar com a violência. Afinal, qual é o papel da mulher na sociedade além de ” parir e cuidar da prole?”. Eu pergunto isso para todas as mulheres: ” Mulheres, vocês já se perguntaram a respeito dessa questão? Além dessa ‘camada fina de preconceito’, vocês sabem diferenciar o que as diferem das inquietantes prostitutas? Por favor, não queiram interpretar de maneira errada o que falo, mas é sobre considerar alguns aspectos dentro dessa questão que vocês devem parar e refletir, porque até na forma miserável de pensar acerca dos nossos próprios direitos e valor nos colocam de uma posição injusta.

Antigamente para se chegar a essa conclusão, os parasitas dos nossos antepassados, confrontava- nos a todo momento, fazendo valer a idéia de que uma mulher correta jamais poderia manifestar “desejos por um homem “, ou prazer numa relação sexual. Isso, inclue as que eram casadas. O comportamento dessa mulher deveria sempre ser desinteressado, porque as que sabiam negociar isso como barganha, eram vistas como prostitutas. Então, elas eram descritas de outra maneira na sociedade. Diria até ” desprezível “, como continuam, só que, com menos peso. Mulheres que inclusive, o tipo de homem que humilhou a Marina, ” se divertiam com porque essa liberdade lhes era dada. É ou não, uma sacudida na consciência de todas nós? Num caso como no outro, seja no passado, ou no presente, a mulher que demonstrar que tem desejos sexuais por um homem de uma forma natural, veja bem ” hoje”, ela é ” tolida”. Interprete da forma que quiser, mas é um entendimento rude, infelizmente.

É uma crítica que deixa a mulher travada, porque se diante de uma situação parecida , a mulher que se expor para pedir respeito, a história irá dizer para ela o seguinte: ” se comporte como uma mulher normal se você quiser respeito, primeiro procure se fazer ser respeitada “. Não é contraditório? Na minha cabeça, e quem sabe na sua, não. Mas, na de muitas , sim. Vamos considerar que a história é outra. É verdade, já fomos obrigados a muita coisa. Sabemos por exemplo que, muitos dos nossos direitos foram limitados. E que tivemos que ” renunciar ” em nome de tanta coisas, principalmente, por conta de julgamentos morais […] . É o momento de não se deixar intimidar, mas continuar abrindo caminhos para que todas possam passar, sem que algumas fiquem presas a situações de humilhação, violência, agressões por provocações de colegas, amigos, namorados, maridos, ou quem quer que seja.

Mulher, não tenha medo. DENUNCIE!

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Migalhas.uol.com.br

Santarém, Pá 11 de novembro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

Um comentário em “Violência contra a mulher

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