Morte: como lidar com a perda e a dor da saudade

A morte é um mistério que rompe o sentido da vida, melhor, corrompe o sentido do barulho das almas. Você vê, que coisa maravilhosa é olhar para uma pessoa e poder tocar, abraçar, rir junto com ela. Mas, e quando esse riso deixa de fazer sentido? Quando a saudade de quem amamos fica presa na janela do pensamento, aliás, vira uma porta tracada, e você tem consciência de que naquele lugar não poderá entrar novamente?! Dói e é uma seca. Mas, além da saudade de quem parte, fica (também) as lembranças de outrora.

“Tão solitária é a saudade, alucinante e violenta no correr do tempo”.

A morte é uma decadência, ela faz com que a gente tropece no que não existe mais. Ora, se alastra. Ora, se recolhe. A morte é uma travessia, uma perda dolorosa e solitária.

Toda perda, representa para nós, uma espécie de luto. Um distanciamento de imagens, de pessoas, situações que mostra aos poucos, vai o quanto estamos perdendo. ‘Cá entre nós’, perder se perde todos os dias, mas por incrível que pareça, às vezes, o abrir dos olhos é sempre tardio.

“Rara são as vezes que vemos que estamos perdendo”.

Ou deixando para trás, resto de vida pelo caminho. Há diferentes espécies de morte, mas existe uma em que você sabe que todos os dias, trava um duelo com ela, é a morte da alma. Uma pessoa por exemplo, descobre um câncer, tem uma desilusão amorosa, ou ainda, vive qualquer outra situação que lhe faça perder o sentido, o gosto pela. Isso maltrata, fere o ser humano por dentro. Não só aniquila os sonhos, mas também faz com que se sangre ao despefir-se do mundo, das pessoas, e de tudo o que se planeja. A dor da perda é algo inenarrável. Simplesmente, somos obrigados a deixar para trásn, até mesmo o direito de sonhar.

Ora, imagine, que horas injustas são essas que nos resta… ‘a hora derradeira’, da vida.

Há dentro de nós, um cemitério que chora e que ninguém se aproxima da dor. Um vestido branco, e uma vida que cabe nele…” num suspiro de dor, dor seca – um grito que ninguém interrompe. É um processo psicológico de miséria, desânimo e, que só nessas hora nos permite avaliar o que tem importância. O que é compreensível e o incompreensível…verdadeiramente.

Todos nós sabemos que um dia vamos morrer, que a morte é um processo natural. E a dor, assim como, a perda fazem parte do nosso processo de crescimento, de despertar para as preocupações. Mas, perder sabendo que você se aproxima do fim é doloroso. O psicológico é maltratado porque tem que aprender a se moldar a realidade. É um tempo conflituoso que você terá que aprender a lidar com esse processo de colisão. Do encontro e o desencontro, até o último suspiro.

O sentimento da morte é definido como um transtorno que se leva tempo para se recuperar a alegria, o sentido da vida. A ‘vontade de viver’, como se costuma dizer, de sorrir, mas, sorrir a ponto de não sentir a dor espiritual. A carne sente, mas o que adoece primeiramente é o espírito. Talvez, a expressão genuína a respeito disso é que a alegria humana vai se esvaindo-se quando perdemos um ente querido, por exemplo. Ali, definitivamente as portas se fecham. Leva o outro e também um pouco de nós.

A arte de viver requer muito do ser humano. Por isso, preste atenção ao que tem, as pessoas que têm por perto. Valorize o que é essencial, e mais, tenha carinho enquanto elas estão vivas, porque a hora da partida nunca se sabe.

[…]

Não espere uma pessoa morrer para descobrir o quanto ela é importante pra você. Valorize-a enquanto você pode, enquanto é possível. Pois, o tempo não volta atrás. Sabe aquelas brigas desnecessárias? Esqueça todas, pois até quando uma pessoa morre, elas deixam de ter sentido. Preocupe-se em cultivar a beleza que for possível para deixar boas lembranças. É o regalo da vida. No final, só as coisas boas, é o que conta.

[Independentemente] das diferenças, que você tenha com os seus, seja grande o suficiente para guardar o respeito pela memória de quem já partiu, nesse ato de ir, deixe um sentimento bom no seu silêncio.

A morte é um triunfo para quem vai e um convite para quem fica. Estejamos cientes de que um dia ( também ) seremos saudade na vida de alguém.

Marii Freire Pereira

https://pensamentos.me/ VEM comigo!

Imagem: Old, but gold

Santarém, Pá 10 de outubro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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