” É um engano isso de afirmarem que a gente pode reviver, tornar a sentir as sensações e os sentimentos passados. As memórias são fragílimas, degradantes e sintéticas, pra que possam nos dar a realidade que passou tão complexa e intraduzível. Na verdade o que a gente faz é povoar a memória de assombrações exageradas. Estes sonhos de acordado, poderosamente revestido de palavras, se projetam na memória para os sentidos, e dos sentidos para o exterior, mentindo cada vez mais. São as assombrações. Estas assombrações, por completo diferentes de tudo quanto passou, a gente chama de chama do “passado”…
Mário de Andrade. Memória e Assombração. Nova Cultural. São Paulo, 1990
VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Imagem: Pinterest. Voyage Visuel, Andrea A Elisabeth
Santarém, Pá 4 de julho de 2020

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