Hilda Hilst

” Porque há desejo em mim, é tudo

cintilância

Antes, o cotidiano era um pensar alturas

Buscando Aquele Outro decantado

Surdo à minha humana ladradura.

Visgo e suor, pois nunca se faziam.

Hoje, de carne e corpo, laboriso, lascivo

Tomas-me o corpo. E que descanso me dás

Depois das lidar. Sonhei penhascos

Quando havia o jardim aqui ao lado.

Pensei subidas onde não havia rastros.

Extasiada, todo castigo

Ao invés de ganir diante de Nada.

Hilda Hilst. Porque há desejo em mim

culturagenial.com

Marii Freire Pereira

VEM comigo!

Imagem: Pinterest. EyeEm

Santarém, Pá 3 de julho de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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