(…)
Como de costume, a tarde teve de ser empregada em passeios à borda do mar e pelo Jardim. O maior inimigo do amor é a civilidade. Augusto o sentiu, tendo de oferecer o braço à senhorita, D. Ana: mas está lhe fez cair a sopa no mel, rogando- lhe que o reservarsse para sua Neto.
(…)
Em uma das ruas do Jardim duas rolinhas mariscavam: mas, ao sentirem passos, voaram e pousaram não muito longe, em um arbusto, começaram a se beijar com ternura: e esta cena se passava aos olhos de Augusto é Carolina!..
Igual pensamento, talvez, brilhou em ambas aquelas almas, porque os olhares da menina e do moço se encontraram ao mesmo tempo e os olhos da virgem modestamente se abaixaram e em suas faces se apontaram para ambos, disse:
_ Eles se ama!
E a menina murmurou apenas são felizes…”
Joaquim Manuel de Macedo. A Moreninha. páginas 140 e 141. São Paulo, FTD, 1991
( Joaquimmanuel.comunidade.net)
Marii Freire Pereira
Imagem: Marii Freire
Santarém, Pá 29 de junho de 2020

Texto simples, mas muito bonito.
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Verdade amigo!
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