Fechada e não viúva

Por vezes na vida, nos ocorre pensamentos tomados de lembranças, algumas boas, outras meio desajeitadas e aquelas permeadas de angústias infinitas. Nós pobres mortais, diante daquilo tudo, digo daquela enxurrada de informações, vamos fazendo uma espécie de varredura, procurando o que há de valioso no meio de toda aquela desorganização mental que nos ocorre. E com isso, se consegue tocar no que desperta prazer, fascínio. Mas, antes de se chegar, às vezes, choramos com exclamações lamentosas do que nos foi decompondo por dentro, digo: as nossas paredes, estruturas de modo geral. Acho interessante trabalhar essa idéia do ser humano, como casa. Por que falo isso? Porque nos somos assim, paredes por dentro e por fora. E se notar, às vezes, por fora existe uma beleza que encanta, mas dentro ruína!..

É natural que diante de algumas insatisfações, se sinta a necessidade de modificar alguma coisa. Algum conceito, uma nova postura. Mas nem sempre isso é fácil. Todavia, ninguém chega a lugar nenhum, sem que antes der o primeiro passo.

_ É!.. não se pode chegar ao tesouro, sem antes, soubermos lidar com as dificuldades que nos levaram até ele. Infelizmente. Diria que ” destino aventuroso” o nosso. Mas, como estava falando, para viver é preciso correr riscos. De repente, se soluça, mormura-se ali, dentro de toda uma particularidade que nos “aperta e encolhe ao mesmo tempo”. Mediante isso, vamos nos fechando, enxugando os olhos, perdendo o resto do reboco que nos resta.

[…]

No meio dessa comoção profunda, pouco a pouco, vamos nos retirando daquele imóvel ” entulhado” de coisas descartadas. Pedaços de memórias perdidas, coisas que já não fazem nenhum sentido.

_ Adeus!

Lentamente damos as costas. Pronto, somos retirantes (…), Partimos rumo ao novo. ” Fechada sim, viúva não “. O abandono é em relação a cabeça, melhor: é o abandono do pensamento velho para alcançar o novo. Por isso, quando tiver que mexer com as suas estruturas, entenda uma coisa: vai chacoalhar tudo, mas no final, toda transformação nos é benéfica. E se por acaso, tiver precisando mexer com as suas estruturas, tenha coragem, o momento é este. Não adianta ficarmos em areias movediças, pois diante da nossa fragilidade, não há como se sustenta. Melhor mesmo é ter coragem e ousadia para seguir em frente.

O amanhã, é sempre um novo dia! Há tanta coisa boa nos esperando lá fora. Der um passo. Vá sem medo!..

[…]

Marii Freire Pereira

Imagem: Pinterest. Jay Wendding Lady

Santarém, Pá 22 de junho de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

6 comentários em “Fechada e não viúva

    1. Nicole, não deveríamos ter, porque imagine, todo pensamento relacionado a mudança, ele acaba causando um certo desconforto, e a nossa tensão acaba recaindo exatamente nisso, digo nessa ” terra desconhecida “.
      Eu acredito que toda mudança é boa, porque no fundo nos permite sonhar outros sonhos.

      Curtido por 1 pessoa

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