De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez- se o
[ espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes. Soneto de separação ( Nova antologia poética de Vinicius de Moraes, sem.e org. Antonio Cícero e Eucanaã Ferraz. São Paulo: Cia das letras, Schwarcz Ltda, 2008. p 100 autorizado pela VM Empreendimentos Artísticos e Cultura Ltada.
VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Santarém, Pá 28 de maio de 2020
Estou um pouco assim… separado das pessoas que amo 🧐😞😘
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Eu compreendo Bia!
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