Mulher

É fato que, a figura feminina por anos em nossa sociedade, fora julgada inferior no intelecto quando comparadas aos homens por, dentre outras coisas, não formar opinião própria acerca de questões públicas, visto que eram despreparadas, não só nesse aspecto, mas em vários outros de suas vidas.

A mulher durante muito tempo, vivia para servir, limpar cuidar dos filhos, do maridos. Poucas eram as que recebiam instrução para desenvolver um ofício remunerado. Por serem submetidas aos caprichos dos maridos eram tratas como crianças, ou seja, não tinham vontade própria.

Desde cedo, eram educadas para não pensar ( recebiam uma instrução superficial), com maior ênfase na educação moral. Viviam para coisas pequenas dentro da sociedade. As meninas jamais receberam a mesma educação dos meninos, se assim acontecesse, rapidamente isso era corrigido. Cresciam e viviam na opressão, sobretudo a da educação, uma vez que, o despreparo para vida deixou um preço cara que perdura até hoje.

O fato de ter-nos negado a educação fez com que se sinta essa falta da presença feminina de modo geral, na sociedade. Claro que contabilizando os ganhos, seja por herança, pelos próprios direitos civis, isso pode ser visto como algo positivo, e por que não falar em marco na história da mulher em nossa sociedade? Claro, tudo isso é possível. Fato, não pode ser negado, a não ser os resquícios daquilo que ainda se vive, o que é visível, querendo ou não é. É triste dizer, mas não há uma forma que se possa buscar, resgatar toda essa perda dentro da história, principalmente em critérios de avaliação por exemplo. Às vezes, tem-se mulheres extremamente lindas, mas incapaz de exercer uma opinião, fazer um juízo de valor acerca do que quer que seja. A impressão que se tem a respeito da mulher, ( isso é para algumas e não para todas), que a grosso modo, cabe somente a idéia de ” delicadeza “, porque há a urgência do intelecto. Que isso não possa soar como ofensa ( é uma opinião importante) que esbarra nessa negação de direitos. Sim, porque o fato de muitos países terem negado a educação as mulheres, foi nada mais, nada menos, do que uma forma de controle sobre as mesmas.

A propósito, os direitos políticos femininos era algo que os parlamentares brasileiros não tinha o menor interesse. Mulher, assim como, crianças, loucos e outros não podiam votar. A constituição de 1824, procurou deixar isso claro. Baseado no modelo francês, a Constituição Brasileira não admitia o voto feminino, o que era ruim para todas nós. Então, a partir disso, é possível compreender essa imagem negativa a respeito da figura feminina em nossa sociedade, tomando como base, essa ausência de direitos, ou pelos menos, a falta de reconhecimento destes. Não é que a mulher não tivesse em si, tinha mas em parte.

Todavia, é triste olhar para a história e notar como ela própria, acabou ajudando construir essa imagem que causa até estranheza entre as mulheres. Por que falo estranheza? Porque apesar de tanta coisa ter mudado, parece que algumas mulheres não evoluíram. Muitas permanecem presas a idéia que outrora. Insatisfeitas como viviam ou pela própria privação de direitos, algumas adotar comportamentos questionáveis.Porém, quanfo muitos passaram ter o seu valor reconhecido, muita coisa mudou [ ainda bem], pois há muito o que se considerar. Tem mulheres inteligentes, que cativam as outras. É uma resposta tardia a essa forma de responder toda uma história de negação. Porém, essas mulheres hoje, procuram por as suas idéias em prática, fazendo com que, não só outras mulheres, mas também os homens demonstrar respeito sua capacidade.

Você nota que é uma história que tenta resgatar valores incalculáveis, apesar da aceitação de muitas mulheres inclusive, o que gera debates acalorados.

Diante de tudo isso, pode-se falar que apesar dos entraves, toda essa repercussão negativa, seja entre perdas e ganhos, cabe a mulher continuar lutando para ganhar cada vez mais espaço na sociedade. A impressão que se tem é que, muitas se apegam na idéia de beleza, ou seja, de querer ser só um rosto bonito. Não, beleza abre portas, todavia, não fecha negócio. Queira mais, queira a sua própria liberdade.

[…]

Queria ser respeitada por suas idéias, e msis do que isso, valorize-se por ser mulher.

Marii Freire Pereira

Imagem: depositphoto

Santarém, Pá 18 de maio de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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