Nunca fui, na infância,
Como os outros
e nunca vi como os outros viam.
Minhas paixões eu não podia
tirar das fontes igual a eles;
e o coração de alegria
Tudo o que amei, amei sozinho.
Assim, na minha infância, na alba da tormentosa vida, ergueu-se
no bem, no mal, de cada abismo
e encadear-me o meu mistério.
Veio dos rios, veio da fonte,
Da rubra escarpa da montanha;
do sol, que todo me envolvia
Em outonais clarões dourados;
e do trovão, da tempestade,
daquela nuvem que se alterava,
só, no amplo azul do céu puríssimo.
Como um demônio, ante meus olhos.
Edgar Allan Poe, “Só “
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VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Imagem: globo.com
Santarém, Pá 16 de abril 2020

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