Sob o sol sertanejo, onça castanha,
O Mundo é uma redoma de diamante.
Ao rubi dos teus peitos chamejantes
A luz do sangue o ventre fulvo banha.
Quem te dotou essa crueza estranha?
A vida passa, o sangue é doido instante!
E eu erro, só, no Campo malandante,
Pela Estrada sem pó desta Campanha.
O Gavião e a Cobra Cascavel
Espreitam dessa Pedra em que ti vagas,
ó Caravela branca, ó ruivo Pente!
E enquanto a Aranha tece, o fogo, o Véu
Vejo facas, anéis, punhais e adagas
atravessando os Ares reluzentes.
Ariano Suassuna, O Exilio
RB Arruda, via Facebook.
VEM comigo!
Marii Freire Pereira
Santarém, Pá 16 de abril de 2020