A morte, o sol terrível

Mas eu enfrentei o Sol divino,

o Olhar sagrado em que a Pantera arde.

Saberei porque a teia do Destino

não houve quem cortasse ou desatasse.

Não serei orgulho nem covarde,

que o sangue se rebela ao som do Sino.

Verei o Jaguapardo e a luz da Tarde,

Pedra do Sonho e cetro do Divino.

Ela virá- Mulher- aflando as asas,

com o mosto da Romã, o sono, a Casa,

e há de sagrar-me a vista o Gavião.

Mas sei, também, que só assim verei

A coroa da Chama e Deus, meu Rei,

assediado em seu trono de Sertão.

Ariano Suassuna, A morte- O Sol do terrível.

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VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 16 de abril 2020

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⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante