Desencanto

Eu faço versos como quem chora

De desalento…de esencanto...

Fecha o meu livro, se por agora

Não tens motivo nenhum de pranto

Meu verso é sangue. Volúpia ardente…

Tristeza esparsa…remorso vão…

Dói-me nas veias. Amargo e quente,

Cai, gota a gota, do coração

E nestes versos de angústia rouca

Assim dos lábios a vida corre,

Deixando um Acre sabor na boca.

Eu faço versos como quem morre.

Manuel Bandeira . Antologia Poética- coleção de textos, 1961.

VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 3 de abril de 2020

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante