Amor

Hamlet, tem uma frase muito interessante, onde ele chama a atenção para o caso do homem que é ‘escravo dos seus próprios vícios, dos seus próprios desejos …’ dentre eles, ser “escravo do amor”. Para Hamlet, o homem que não se dobra diante de seus vícios, é um ser que tem domínio de absolutamente, tudo.

Qual é o homem que tem domínio de tudo? Essa é uma pergunta óbvia, assim como, a resposta certamente, será unica: nenhum. O ser humano é movido por paixões avassaladoras, inclusive a literatura descreve com muita clareza o ato de sermos obedientes a esse sentimento. Talvez, ele seja, verdadeiramente o único detalhe que nos torne mais humanos.

Ninguém manda no coração. Há quem diga que sim, já eu prefiro acreditar que podemos evitar muita coisa, mudando as nossas atitudes. Mas, o coração, não. Às vezes, você atravessa desertos internos para viver um grande amor. E por que isso acontece? Por inúmeros motivos. O maior deles, é o respeito pelos nossos sentimentos. Respeito também pelo o que você deseja entregar a outra pessoa, quando ela também, se faz merecedora desse sentimento, dessa paixão. Dessa construção, que recolhemos como Amor.

Definitivamente, o amor nos torna mais humanos

O que a priori, acaba nos atraindo na outra pessoa é a capacidade de doação. Quando se tem certeza que do outro lado, existe alguém especial que sofre, que se doa para manter a integridade desse sentimento.

” Assim como o rio corre para o mar

Você encontra os caminhos, as vielas, as pontes, enfim tudo o que conduz diretamente a esse encontro tão esperado

Você encontra o amor…”

Você obedece o coração…”

É a lei do amor, ou seja, és o escravo que Hamlet descreve. É o sentimento que aprisiona, mas ao mesmo tempo, transborda, porque você acaba tendo a recompensa tão esperada.

Há uma realidade aqui fora, por que digo aqui fora? Porque a paixão faz com que a nossa visão acabe adotando caminhos secundários, porque se assume outra forma de atribuir valor a vida e tudo que nos cerca, se estando apaixonado. E assim, muitos dizem que o amor nos deixa bobos. Não, é mais comum você pensar que o amor prospera a partir de vínculos, e por vezes, estes, se rompem. E assim, acaba a visão ingênua desse sentimento. Porém, quando vivido em sua forma natural, plena, obviamente, e desprovido de qualquer pretensão, ele é lindo, quando se parte para essa ótica de vínculo verdadeiro entre duas pessoas. Claro, tem-se muitas facetas no amor, mas falo da construção genuína, essa que sobrevive num fio esperança, e acaba reconhecendo esse sentimento como parte indispensável a existência humana, a nos manter unidos de maneira contínua.

[…]

Amar é doar-se a alguém. O amor não confunde modelos, ou criar-se a partir de hipocrisia, não. Amar, consistente em primeiramente, entregar parte daquilo que é seu a outra pessoa sabendo que a resposta não incriminar a ação de quem entrega

[…]

O amor é uma via de mão dupla. É por isso que a reciprocidade desse sentimento é tão autêntica. Ame, o melhor da vida só podemos assumir através desse sentimento.

Marii.

Texto publicado por: VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Imagem: Google.com

Santarém, Pá 15 de março de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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