Contemplar o Novo

Alguma vez você já se sentiu inseguro (a) por ter que recomeçar a vida ou até mesmo um projeto do zero? Quem nunca, não é?

Um dos momentos mais difíceis na vida, é ter que se desprender daquilo que já construímos. É desconfortante. A sensação que temos, é como aquela do tempo de crianca, onde você consegue se firmar em cima das próprias pernas ( manter o controle da situação), mas não avança, ou seja, o passo que é tão necessário, para que você seja dono de si novamente, não é possível. É incrível, mas qualquer pessoa que fica diante de uma situação desconfortante, ela balança, sente-se um farrapo de gente.

Desprender-se do velho é trabalhoso

Desprender-se do velho é uma tarefa árdua. E não pense que é porque você tem tirado proveito da sua zona de conforto, e isso, de alguma forma, lhe atrapalha. Não mesmo, é porque esse processo faz com você venha desprezar todas as informações de uma vida anterior. Então, pisar num campo desconhecido, fragiliza qualquer um. Causa medo. Faz nascer uma insegurança que tem pessoas que não suportam, e entram num estado depressivo, dependendo da maneira de lidar com situações como essa.

” Por mais otimista que o ser humano seja, tem um momento na vida que ele fica recluso, torna-se refém do próprio medo”

Recepcionar o Novo, definitivamente não é uma situação confortante. Há quem diga, que não tem dedo da mudança. Tem, por mais duro, seguro (a), que uma pessoa possa ser, chega um momento em que as emoções bloqueiam qualquer informação que faça com que o inconsciente trave essas reações que de fato, não são necessárias. Pode-se dizer que não há um miserável na face da terra, que não procure fazer uso de subterfúgios nessas horas desconcertantes.

Gente, apartar-se do passado é preciso. O que nem sempre é possível é curar as feridas, as amarguras, as cicatrizes. Quer um exemplo? Fim de relação. Você ali, cara a cara com o novo, com a possibilidade de refazer a vida, mas existe um passado que não deixa de ter um valor, ou seja, uma importância maior diante de você. E ele é muito mais doloroso quando há a presença de filhos, porque nesse caso, já envolve uma terceira pessoa. Evidente, que quando não há amor, não tem porque manter uma relação, isso é outra situação. Falo de quando essa relação acontece por outros meios, e quando o resultado final de tudo isso, deixa marcas profundas. Alguém aí, precisa procurar os seus próprios caminhos. É o confronto, o dilema de quem se vê com o pé no asfalto

[…]

É o momento de fechar ciclos, e reconstruir a vida, de olhar para o novo. De Re-aprender a andar. De fazer da oportunidade, o começo de uma nova história.

Ande! Aproveite a vida, as oportunidades porque todas elas, fazem parte do processo de aprendizagem que nós, digo, eu e você precisamos aprender…aprender.

Marii Freire Pereira

Imagem pública

Santarém, Pá 14 de março de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

2 comentários em “Contemplar o Novo

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