Ricardo Reis ( Fernando Pessoa)

Tudo que cessa é morte, e a morte é nossa

Se é para nós que cessa. Aquele arbusto

Fenece, e vai com ele

Parte da minha vida.

Em tudo quanto olhei fiquei em parte.

Com tudo quanto vi, se passa, passo,

Nem distingue a memória

Do que vi do que fui.

A cada qual, como a statura, é dada

A justiça: uns faz altos

O fado, outros felizes.

Nada é premio: sucede o que acontece.

Nada, Lídia, devemos

Ao fado, senão tê-lo.

Ricardo Reis ( Fernando AMADO Pessoa)

Literatura brasileira- William Cereja e Thereza Cochar. Ano: 2013

Imagem : fotografada ( Literatura brasileira)

Ricardo Reis, por Almada Negreiros.

VEM contigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 10 de março de 2020

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante