Cláudio Manuel da Costa

Que inflexão se mostra, que constante

Se vê este penhasco! Já ferido

Do proceloso vento e já batido

Do mar, que nele quebra a cada instante!

Não vi: nem hei de ver mais semelhantemente,

Retrato dessaingrata, a que o gemido

Jamais pode fazer que, enternecido,

Seu peito atenda às queixas de um amante.

Tal és, ingrata Nise: a rebeldia,

Que vês nesse penhasco, essa dureza

Há de ceder aos golpes algum dia:

Mas que diversa é tua natureza!

Dos contínuos excessos da porfia,

Recobras novo estímulo à fereza.

( In: Luiz Roncari. Literatura brasileira- Dos primeiros cronistas aos últimos românticos) Ano: 1995

Literatura brasileira: William Cereja e Thereza Cochar.

Publicado por: VEM comigo!

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 10 de março de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

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