Despedida

Lá fora

gotas amargas

Escorrendo pela janela

e dentro de mim

Uma saudade

Que devora

Insiste

Em ficar parada

Incomodando

Alimentando-se

De um passado

Que não aceita os muitos

fins de ti.

Minha face

Revela

O desencanto

Diante de uma noite que se aproxima

Pensamentos

Em desordem

Massacram-me

E sobre meu rosto

As lágrimas caem

Como a água na janela.

Quem dera

Que sentisses

A dor que sinto

Ela é tão grande que vive a vagar

Nas noites vazias

Meu coração sangra

Grita de desespero

Sentindo a sua falta

Mas

O silêncio nada responde.

Imagem: via Facebook

Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 9 de março de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

2 comentários em “Despedida

    1. Sem dúvida. Muito de nossa vida só pode ser alcançado no silêncio. O problema é a dose de comprometimento que esse silêncio absoluto carrega consigo. De repente, pode ser uma resposta boa ou nos enclausura.

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