Preciso ver o luar
As estrelas
Ouvir a voz do infinito
Ao relento…
Na mais pura calma.
Silêncio que redimi-me a noite.
Preciso olhar a lua com ternura
Para agasalhar os meus anseios
Eu vi, e me encantei
Com a sua face!
Olha, repara, quantas saudades cabem num olhar?
Quantos risos baixinhos aqui dentro
Cabem em mim?!
Meus olhos são duas constelações
Que se lançam sobre as águas do Mar
Do tormento,
Que se lançam sobre as minhas inquietações.
Respiro fundo…
Pois, simplesmente preciso fazer a travessia
A travessia…
Do infinito de mim mesma.
O frio passa
Passa saudade
Passa tudo.
Menos , o meu suspiro …
O ultimo ruído, o último ‘ aí! ‘
O amor renasce no mar…
Como a ternura que vive em meus olhos,
Da mesma forma que acaba em meus lábios.
[…]
Preciso ver o luar!
Imagem pública
Marii Freire Pereira
Santarém, Pá 3 de março de 2020

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