O homem diante da plenitude, é um ser reverendíssimo ao falar.
Olha para o horizonte como se, saboreando o silêncio torna-se um náufrago de sua imaginação.
Contente, ele revive o seu passado de lembranças (…)
Com o pensamento fecundo, ergue as pupilas, franze a testa e sussurra ao vento – cadê o menino de outrora!? A casa velha de minha mãe, aonde está? Portas cerradas, cabelo grisalho…seu abraço!?
Como criança espantada, olha para dentro de sim mesmo, talvez procurando ouvir a melodia da alma (…)
“Olhos úmidos… o trás a realidade novamente…”
Eis, o homem!..
[O que faz com que nós, consígamo viver as boas lembranças, é o acordo que se faz com o tempo. Esse é o encaixe perfeito, pois só ele permite tal …compensação].
Imagem: Alter do Chão, Pará
Texto publicado por (VEM comigo)
Marii Freire Pereira
Santarém, 19 de fevereiro de 2020

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