” Gabriela “

Você é uma daquelas pessoas que nasceu com a “Síndrome de Gabriela “, é a personagem de Jorge Amado? como assim, pois é, eu explico. Você é do tipo:

” Eu nasci assim, eu cresci assim

Eu sou mesmo assim…GABRIELA”.

Tenho uma coisa para dizer: pare! Gabriela só fica bonito em nossas lembranças. Coisa que a atriz Sonia Braga, soube interpretar muito bem. E no seu dia a dia, como é? Você encontra muitas pessoas assim? Bem, vamos combinar, pessoas difíceis, são antes de mais nada, difíceis para elas mesmas.

É comum encontrarmos bastante pessoas assim, irredutíveis no seu jeito de ser. Não mudam de jeito nenhum, são duras por dentro. Às vezes, (às vezes não), sempre estão erradas, sofrem muito com essa recusa de reconhecer as suas faltas, seus conflitos, suas misérias pessoais, e passam a vida inteira dentro de suas redomas. E porque não são diferentes em suas formas de agir? Porque não aprenderam negociar consigo mesmo, porque tudo é levado a um limite extremo. Sofrimento além do que qualquer deveriam merecer? É aí, que eu pergunto: ” alguém merece sofrer?” Seja sincero, seja franco. Não sei se existe uma resposta plausível para isto. Acredito que sofremos por ser essa uma condição humana, não de fato, porque possamos merecer.

Todavia, ao observar essa característica numa pessoa, compreendemos parte daquilo que provavelmente ela tenha passado. O sofrimento, ele nos torna cativos em algumas situações, porém as pessoas muito severas, elas tiveram um jeito de lidar com as questões difíceis. É um jeito diferente, ou seja, passaram por um esvaziamento emocional muito grande. Tão grande que criaram uma espécie de crosta para se defenderem. Dificilmente retrocedem em suas posições. E devido essa característica que lhes são própria, elas não voltar a acreditar nas pessoas. Elas não conseguem mais sentir suavidade na sua maneira de caminhar, no seu modo de agir e interagir com os outros.

A dor deixa marcas tão profundas no ser humano, tanto que ele perde a sensibilidade de se mostrar natural.

Existe uma frase que diz o seguinte: ” É tolice odiar as rosas porque uma te machucou “ [ O pequeno Príncipe]. É difícil não odiar a roseira inteira quando se sabe que ali, podemos ser espetados novamente se por algum motivo nos tornamos negligentes.

É comum atribuir o ranço a fatos, ou pessoas que nos machucam. Mas, o mais importante é saber que na vida teremos que aprender a lidar com situações desagradáveis, e mesmo que façamos as melhores escolhas, ainda assim chegará o dia em que seremos surpeendidos por fatos que nem sempre dependem de nós. E se a vida lhe tem sido dura ao ponto de você dizer:

” Eu nasci assim, eu cresci assim

Eu sou mesmo assim…

Morrerei assim, porque uma vez Gabriela, não mudo, saiba que é bom mudar. Nem a vida, nem o tempo perdoam. Saiba que não são eles que devem se curvar a seu favor, é você que deve resistir às mudanças. Curve-se se for necessário, mas tenha condições de voltar ao que você é por dentro, ou seja, volte a sentir o significado maior da vida. Volte a enxergar beleza ao seu redor, elas continuam todas se relacionando com você. Mas, só enxerga quem tem…olhos.

Viver antes de mais nada, é compreender que apesar das situações adversas da vida, cabe somente a nós, exercer um papel que ninguém será capaz de cumpri-lo. Não espere que as pessoas reconheçam qualidades em você. Viva para dentro. Tristes são os caminhos Que o tempo inteiro são tecidos para fora.

Da vida, só levamos o bem que se faz!

Imagem ( aescotilha. com. br

Texto publicado por: Marii Freire Pereira

Santarém, Pá 16 de fevereiro de fevereiro de fevereiro de 2020

Publicado por VEM comigo!

Bacharel em direito, cursando Pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal.

4 comentários em “” Gabriela “

  1. A impermanência é a nossa certeza…Não mudar ,não te nada ver com honra e caráter, enfim com medo e teimosia…Quem fica sempre igual ,a vida toda,perdeu a oportunidade de evoluir…Mude sim…faz muito bem!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Bravo!! Devemos buscar sempre novas maneiras de viver, de saber nos adotar ao movimento de mudança. Ser “Gabriela”, é não mudar nunca. É bater no peito e dizer, “eu não mudo, eu sou assim, pronto”. Não sei, creio que se perde de modo significativo quando não aprendemos a negociar com a vida. Lembrando que ela não perde nunca. Já o ser humano…sempre.

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