Abraços

O abraço é exclusivo de pessoas que se amam. Primeiramente, abraçar alguém é antes de mais nada, receber essa pessoa da maneira que ela é. O ato de abraçar, revela doçura e suavidade.

Para analisar, o abraço que recebemos na vida, o primeiro de muitos, vem do inconsciente. É a nossa mãe que nos abraça na dimensão da palavra. O simples fato de acariciar a barriga constrói os primeiros laços de afeto entre duas pessoas [Marii Freire], e ganha intimidade a partir do toque peculiar entre as barreiras que separam mãe e filho ou filho.

De repente, você pode pensar que não existe barreiras que separam mãe e filho. Existe sim, apesar de um conter o outro, o contato visual e físico dar-se após o nascimento. Antes, tudo bem, é possível sentir todos os movimentos do bebê, mas o toque é sobre a pele da mãe. Quando a criança nasce, é outra situação. Quer dizer, toda aquela relação de carinho foi construída num ambiente preparado para que aquilo de fato, pudesse acontecer. Mas isso só ocorre por conta do inconsciente. Essa imagem de construção só se torna real, quando a mãe tem a criança nos braços. No período gestacional, há o toque sem contato…

Ao abrir os olhos pela primeira vez, o encontro entre mãe e filho e profundo. E você nota que ali, há um ato acolhedor. É por isso que essa ligação é perfeita, e a partir dela, temos a dimensão de todo esforço nessa construção dos vínculos afetivos até chegar a intimidade do abraço. Mais que isso, viu!? Você já observou a relação que é construída a partir do olhar? A posição de igualdade, a sincronia que existe na mesma direção? É uma relação perfeita. Mas, tudo isso é construído na nossa fase de bebê, e quando adultos, sentimos essa necessidade de completude.

A carência afetiva nasce dessa dependência que há na relação da criança com a mãe, tanto que ela leva isso para a fase adulta. É como se houvesse uma necessidade psíquica do indivíduo a todo momento afirmando ‘ precis de algo’, que possa suprir as condições que foram geradas anteriormente, ou seja, na infância. É o resgate do ‘eu ‘ criança passa a manifestar esse desejo no adulto.

O simples ato de acolher alguém nos braços demonstrar uma particularidade do desejo de inclusão, onde funciona assim, eu recebo e me doou ao outro.

O abraço aproxima duas pessoas, e ao mesmo tempo, permite o toque, que é o principal elo de ligação, digamos “percepção” entre dois seres, fazendo com que este, venha representar a continuidade da vida […]

Essa ligação entre duas pessoas é tão profunda que compreende um significado maior, onde um doa ( entrega), parte de si, no sentido de acolhimento/ proteção e o outro, ou seja, aquele que recebe, se solidarizar de forma, a complementar um gesto receptivo naquilo que lhe é oferecido.

O abraço sempre é muito bom, porque quem ganha se sente especial. Seja abraço de amor, de irmão, amigo, você encontra o conforto que precisa.

É gostoso encontrar pessoas que transmitem essa coisa do aconchego, do carinho, que nasce de dento, refiro -me aos sentimentos, e manifesta de forma suave, solidária, significativa.

Abrace…sempre!

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Texto publicado por: VEM comigo ( Marii Freire Pereira)

Santarém, 16 de fevereiro de fevereiro de fevereiro de 2020.

Publicado por VEM comigo!

⚖️ Bacharela em direito, Pós - graduada em Direito Penal e Processo Penal. 📚 Autora: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. Ambas as obras são lançadas em parceria com a Editora Viseu/ Brasil. . Palestrante

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