” Genuinamente, só acabei de nascer ; quando me tornei mãe “.
A vida é um processo contínuo, gigante e evolutivo. Nascemos como filhas, e só depois de cumprir parte desses requisitos, é que nos tornamos mães. Então, durante esse tempo que se faz necessário, para que tudo isso aconteça, nos vamos ” nascendo” e ” aprendendo ” algo novo” todos os dias. A vida é um eterno aprendizado! Mas, que no meio dessa trajetória, há uma exigência explicita que, com que deixemos de sermos filhas, para alcançarmos um patamar maior no universo ou seja, o lugar de Mamães. Agora, já não seremos dependentes de carinho, cuidado e amor. Nós é que oferecemos a prole, a proteção necessária, o cuidado, carinho e amor.
Esses dias, ao publicar um vídeo sobre maternidade, alguém me perguntou se eu soube educar minhas filhas? Eu respondi que sim. Como mãe, eu optei por um modelo de educação baseado no respeito, no amor e diálogo. Sempre que precisei corrigir algo que não estava correto, eu as chamei para conversar, ao invés de bater. Não sou adepta ao castigo físico, porque não vejo nessa forma de punir, um grau de consciência que eu possa aplaudir lá na frente ou que elas possam ter orgulho disso. Elas irão ter na memória, o exemplo de quem preferiu ensaiar o que era certo de forma que pudessem processar isso, sem traumas psicológicos.
Ser ético ( a) consigo mesmo ( a) e com os outros, é uma das melhores coisas que nós enquanto indivíduos, podemos ser através de nossas ações. Incorretas ou certas, optar pelo que é verdadeiro, nos torna decentes como pessoas. A ética é como uma calça que você veste e, essa peça lhe cai bem. Veja, o “bem” que refiro-me aqui, não fala da estética, mas como essa vestimenta adapta-se suavemente ao seu corpo. O que é diferente da moral. Não é uma regra criada para definir ” isto ou aquilo “, não tem nada ligado a essa coisa do hábito ou tradição, onde você como indivíduo, precisa racionalizar o resultado do que absorveu no final das contas para agir no meio de um determinado grupo de pessoas. Não, ética é uma maneira de “aflorar” sua. Ela diz respeito ao particular; é a sua conduta esboçada por meio de ações no sentido de serem respeitosas tanto individualmente, como convivendo com outras pessoas.
” Chiquissímo é ser ética consigo mesma.”
Claro, não invente o que adequado para o outro. Isto tem uma estreita ligação com a leitura relacionada a moral. Moral é diferente de ética.
A ética tem relação com o caráter do indivíduo, como ele age, como justifica os fatos e, como os distingue também. Aqui cabe aquela imagem ilustrativa do indivíduo diante no palco, sem saber que é contemplado por centenas de pessoas. E a questão é ” se você não soubesse que estava sendo observado, agiria da mesma maneira, sim ou não? Dentro de uma linha tênue, onde essas pessoas possam fazer algo baseado no que entendem como ( justo) tanto para elas, como para os outros certamente, vão flexibilizar o que é decente para ambas as partes, de modo, a fazer com que a resposta se torne satisfatória, sem que isso possa ferir o direito do outro.
Ser ético é um ato de coragem do indivíduo, assim penso. Acho que a gente constrói essa coisa de ser verdadeiro/verdadeira a medida que vamos ganhando conhecimento e maturidade. É uma forma de aprender o novo diariamente, e exercitar isso, perante as oportunidades que surgema na nossa frente. Ser ético não é ser humilde, nem bobo. É como disse anteriormente, “agir de forma correta é um ato de coragem”, porque eu posso ser ético com alguém em minhas ações e, saber que aquela pessoa não foi ou não é ético comigo. Mas, só podemos oferecer ao outro, aquilo que temos. Ser ético é uma decisão nossa. Não digo que não erramos com as outras pessoas e, que não sejamos injustos com ela. A ética tem relação com a consciência da justiça, principalmente, creio que a injustiça que não devemos praticar, e se praticar, corrigí- la. Obviamente, não por bondade, mas por obrigação que comeca por nós. A falta de ética também é uma forma de violência! Olha, eu Marii falando de violência. Ora, se eu sei que agi de forma injusta com uma pessoa, você acha que ” ao deitar a cabeça no travesseiro, não serei alertada por isso?” Claro que, sim. A injustiça é uma anulação da Paz; anulação da minha paz.
Creio que a maior anulação das pessoas é saber lidar com elas mesmas. A gente não recua diante do que fica ali, latejando. É impossível, porque aquele pulsar nos domina. Então, só quando tratamos de algo que nos incomoda, é que encontramos descanso. É por isso que, a ética resulta nessa sensação de leveza, é porque nós procuramos fazer essa correção no tempo/ adequado ou não. Mas não se trata de tempo e sim, de ação. O importante é olhar para você diante desse grande palco da vida e dizer : ” eu fiz o que era correto, por mais que saíamos com a sensação de derrotados e calados de alguns acontecimentos. Isso acontece e, tá tudo bem. O que importa é ressignificar, se em algum momento, tivermos a oportunidade, corrigir. Pois, desta forma, estaremos agindo corretamente.
A ética nos dirige ao caminho do bem, nos ensina sobretudo a ter respeito e consideração pelo outro, pelas pessoas que amamos e que nos são caras. Assim como, pelos amigos, por fazer parte de um contexto e saber que agimos ali, dando o nosso melhor. Ser ético ( a) é ser justo consigo, com o ideal de mundo que buscamos quando pensamos num espaço mais justo e igualitário a todos.
Há ocasiões em que, se compreende perfeitamente, a rebeldia expressa na literatura. O imaginário humano não busca acolhimento somente no que lhe convida o plano secundário, – o subterfúgio das almas. mas sim, em tudo o que lhe revela a realidade. Há paixão no propósito literatura, como há beleza na vida real. Apesar da realidade que, por vezes, nos rouba os sonhos, ” a gente tenta encarar o calor recíproco da vida”, sempre … como meros aprendizes.
Marii Freire.
Nota: Marii Freire em retórica a Kafka e a boneca viajante/ Pensamentos.me
É preciso falar de relacionamentos doentios, mostrar como o quanto isso é nocivo à saúde da mulher e, principalmente como é difícil a pessoa se reconhecer como vítima diante dessa situação.
Falar de relacionamento abusivo é descortinar uma realidade perversa, diria que sobretudo é, ajudar a mulher a reconhecer que o que ela vive não é uma história bonita de ser contada, mas uma forma doentia do que ela compreende como ” amor”. Neste caso, o lado negro do amor. A gente nota como muitas vítimas, falam com naturalidade acerca do outro, digo do ” parceiro abusivo “. Elas descrevem como no início da relação, esse homem era doce, compreensível e atencioso. Mas com o passar do tempo, ele foi perdendo a paciência. De repente, por coisas pequenas, eles brigam, se agridem verbalmente. Sabe, “esse homem hoje é outro, mas eu amo ele”. Já entendeu como ela aceita tudo passivamente. Os relacionamentos disfuncionais acabam tendo muito dessas coisas.
Os relacionamentos abusivos de modo geral, fazem com a vítima não só ” aceite o abuso”, como em algum momento, ela procure ” justificar ” o que vive. O manipulador emocional distorce a realidade dos fatos. E por que ele faz isso? Porque existe a necessidade do controle, de mandar, de exigir que a mulher, seja ela esposa, namorada ou companheira, cumpra o que é dito. Ela vive sob uma ordem ou seja, a dele; o que esse homem quer, a mulher faz. Ora, é muito comum que havendo manipulação, a responsabilidade seja atribuída a essa mulher e, ele vai testar isso de várias maneiras até conseguir o que quer. Esse homem vai mentir; ao ser perguntado porque mentiu, vai inventar uma estória para convencer a vítima. Todavia, não conseguindo, ela vai partir para segunda tacada que é chamá- lá de louca; vai inclusive fazer essa mulher pensar que está louca. Mais, em alguns casos, vai sugerir à ela um tratamento, porque do contrário, vai deixá-la. Essa mulher, obviamente por medo de perdê- lo, vai procurar um profissional da saúde, um psicólogo ou psiquiatra, como tantas fazem. Enfim, o profissional vai olhar para ela e por meio de sua fala, constatar os abusos. Em alguns casos, até sinais da violência são visíveis.
” Em relacionamentos abusivos, não só os abusos são constatados, mas também a violência que tenta ser justificada pela vítima. “
Toda mulher que vive um relacionamento abusivo, ela vai apresentar algum hematoma pelo corpo. Todavia, ao ser questionada sobre a mancha roxa no braço ou olho, ela diz que escorregou é se machucou sozinha. Ela nega qualquer contribuição do parceiro quando ao seu estado. O agressor ” convence” a vítima a negar. Em algumas situações, usa de ameaças para conter a fala da mulher. Por medo ou ingenuidade, essa mulher cala.
” O manipulador emocional ou abusador, como queira chamar, encontra no silêncio da vítima, a proteção perfeita ” para continuar cometendo seus abusos, porque sabe que nada lhe acontece.
Toda mulher que cala, ela pratica violência duas vezes com ela mesma, porque o silêncio não modifica aquele cenário, e o agressor não vai parar. Ele sabe exatamente o que faz. Esse homem imagina: ” fiz isso com ela, aceitou”. Da próxima vez, vou agir da mesma forma. Afinal, ela me ama. Esse homem age na confiança, porque sabe que essa mulher não irá fazer nada com ele. E se ela sabe que vive toda essa situação de abuso, por medo, se cala. Muitas até sabem o que fazem, mas faz em parte, porque estão presas a uma trama de mentiras e manipulação .
É importante ressaltar que todas essas mulheres precisam ” despertar ” dessa forma doentia de se deixar amar. Na verdade, elas não são amadas, a maioria, são usadas como “mero objetos” de seus parceiros. Elas muitas vezes, não conseguem enxergar a extensão do problema em que estão inseridas. Por isso, tantas se permitem ser violentadas. O que deixo como um alerta a todas elas é, se olhem mais, se amam também, porque só quando nós nos amamos, temos a capacidade de amar e sermos amadas. Reflitam sobre vocês e, entendam que nenhuma forma de amor, nos apequena ou se torna prisões. Amor que prende, sufoca, asfixia o valor de quem somos.
Marii Freire. O relacionamento abusivo é uma prisão para mulher
Diz pra mim ” você já tomou um susto enorme com algo/ alguma coisa que fugiu do seu controle?” Pois é, meus amigos, o susto, na verdade é ali, uma situação que você, muitas vezes, acaba ignorando a resposta. Claro, sabe dos riscos, porque há probabilidade de algo ” sair errado”, mas arrisca, porque em algumas situações, precisam fazer isso ou na última hipótese, age assumindo o resultado daquele ato, onde há culpa, porque você é ciente, sabe que algo negativo pode acontecer. Lembrando que, quando o ser humano sabe que pode passar por momentos difíceis, ele já assumiu aquele resultado. Afinal, não foi induzido ao erro; pelo contrário, era conhecedor do lhe aguardava.
O problema do brasileiro é a confiança, eu diria que sobretudo, é pensar no ” jeitinho mágico ” de que tudo vai ficar bem, vai obedecer a ordem que você mesmo cria. E não, não é bem assim que acontece. Muitas vezes, o erro é a resposta certa para a displicência da pessoa ou “das pessoas”, quando há muito mais gente envolvida em uma determinada situação.
Quando fazemos algo que julgamos que o seu resultado tem uma porcentagem muito alta de ocorre tudo bem, na verdade, essa mesma porcentagem existe para o erro. Então, não se tratar de fazer, mas de assumir que independente da resposta, você terá o mesmo sentimento de arcar com a responsabilidade perante o riso ou choro. Aqui, vale o ditado : ” não adianta criar seus monstros e não saber lidar com eles”. “O gatinho de hoje, é o tigre de amanhã”. Se há riscos, há previsibilidade dos prejuízos.
” A prova cabal de que o ser humano não sabe lidar com os problemas, não é falta de conhecimento; é não processar as informações corretamente. “
Se você deixar de analisar as informações nos mínimos detalhes e, principalmente, não providenciar as soluções cabíveis diante do que a vida pede, vai pagar um valor bastante significativo pela imprudência, às vezes, pela negligência. Informações corretas, grande parte de nós, temos. O que se faz é ignorar. Aí, já viu…” O susto é grande “. A boca despenca de 1, 80 m de altura em fração de segundos. Resta neste caso, sentar-se e tomar um copo d’água para passar o susto.
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