Controle sobre o feminino

Julgamentos moralizantes e culpalizador, cooperam para ajudar atribuir importância a falas que vão de encontro ao direito da mulher. Eu diria que, sobretudo o direito de decidir. Falas que expressam brutalidade, inclusive, defendida por muitos, usando a religião para exteriorizar com certa sutileza tudo o que pode silenciado no feminino – são práticas muito comuns que mostra não só  resquicios da lógica patriarcal, como a intenção de grandes líderes da fé em estigmatizar fortemente essas mulheres, onde parte delas, são classificadas como, más, mentirosas entre outras justificativas ardilosas para não legitimar o direito da mulher em poder decidir sobre seu próprio corpo.

Marii Freire. Controle sobre o feminino. Via Facebook

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Santarém, Pá 19 de junho de 2024


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Estudar

” Estudando, o saber torna-se notável a qualquer indivíduo.”

Marii Freire. Estudar

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Santarém, Pá 18 de junho de 2024

Mulheres que pensam

Mulheres que pensam, não são ” bem vistas” em nossa sociedade. E se pensa e fala então, ocorrem julgamentos apressados, principalmente por conta de valores que lhes foram sedidos, não conquistados. Esse é o  grande desafio: construir uma vida com dignidade diante de questões complexas, contraditórias, e em alguns casos, impostas.

Marii Freire. Mulheres que pensam

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Imagem: Autoral

Santarém, Pá 18 de junho de 2024

Marii Freire

” Andamos longe alcançar o conceito de justiça e igualdade ” que se prega em nossa sociedade. “

Marii Freire. Justiça e igualdade

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Santarém, Pá 18 de junho de 2024

O patriarcado joga pesado para manter o controle perante aquilo que o desafia

O patriarcado usa de formas pejorativas para manter o controle de tudo aquilo que possa lhe parecer uma ameaça.

Como é sabido, a base do controle mais comum a respeito da mulher em nossa sociedade, dar-se justamente, através de maneiras que aprisiona essa mulher as normas que elas devem obedecerem, por serem mulheres. Se você me pergunta quais são essas formas, eu dou o exemplo de duas delas: pressão e violência. Crie um estopim bem elaborado que logo, aparece o resultado. Ora, Marii mas do que você fala? O medo sempre foi um meio de controle eficaz. E isso é antigo, vem dos nossos costumes, onde se dizia a uma mulher o seguinte: ” se você agir dessa forma, vai acontecer ” isto e ” aquilo ” , é o que você deseja? A partir do silêncio, a resposta, soa muito clara. É óbvio que, a pressão que a mulher sofria, já servia de requisito para a mesma pergunta não ser feita duas vezes. Você compreende a sensação de desamparado das mulheres? Mais, o estigma, a desvalorização e em muitos casos, a criminalização. Tudo isso aliado, a culpa- claro, era preciso haver o consentimento e aceitação por parte delas, imposto pelo masculino. Então, todo esse “jogo sujo” de impor modelos de comportamento são formas de controle. Quer outro exemplo do que falo? Chamá- las de loucas, más, problemáticas  mal amadas, infelizes, bem como tantas formas pejorativas de tratá- las, são maneiras de castigos e formas de produzir sanções, as que não se adequaram/ adequam a essas regras. Ao desviar o foco daquilo que não conseguem manter o controle, eles negam também o direito ao principal as essas mulheres- a sua autonomia. O direito de falar, pensar, questionar o que acaba por desumanizar e tolhir a sua liberdade. As mulheres são/foram/ e continuam sendo constamente nomeadas, descritas e definidas conforme a lógica patriarcal. Quando eu cito em autonomia, refiro-me ao fato de não ser dado a elas o poder de decidir o que é melhor ou aquilo que atende às suas necessidades.

Marii Freire. O patriarcado joga pesado para manter o controle perante aquilo que o desafia

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Santarém, Pá 17 de junho de 2024

Se a mulher soubesse se comportar, haveria menos estupros?

” Se a mulher soubesse se comportar, haveria menos estupros?”
Bem, essa pergunta eu criei baseada numa pesquisa do (IPEA), realizada em 2014. Foi perguntado para alguns entrevistados na época, “se mulheres que usam roupas que mostram o corpo mereciam serem atacadas?”. 20% das pessoas concordam que, sim. Já 30% disseram que “se a mulher soubesse se comportar, haveria menos estupros “. A grande questão é, será? A sociedade ainda usa parâmetros machistas e moralistas para atribuir um juízo de valor acerca dessa questão à mulher. Assim como nos casos de violência doméstica. Em relação ao estupro não é diferente. É importante deixar claro que a mulher é vítima duas vezes diante dessas duas situações citadas aqui. A sociedade peca por não encarar a realidade como de fato, ela é.

Marii Freire. Estupro/comportamento

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Imagem: Autoral

Fonte :

http://www.ipea.gov.br

Santarém, Pá 17 de junho de 2024

Marii Freire

Eu sou uma daquelas pessoas que, acredia sempre que é possível melhorar. Isso não é utopia, é visão de crescimento, do desejo e do “bom funcionamento da nossa sociedade” vou dizer assim. Creio que o despertar ainda que tardio, pelo menos, pela maioria das pessoas, é importante. Neste caso, digo que ele é necessário, justamente, para que se veja os grandes equívocos da história. Não basta falar, é preciso mostrar aos que não tem opinião formada, ou que ainda estão em fase de crescimento, o que é fundamental numa sociedade. Quando se trabalha uma pauta em questão, e isso condiciona a vida das pessoas, o essencial ou a resposta adequada a essa questão, não é limitar. Mas atualizar- se conforme as necessidades latentes. Por isso, se faz tão necessário as discussões com finalidade de trazer respostas assertivas. Creio que, a medida que você começa olhar para a realidade com esse olhar humanista, ao invés de querer impactar; você traz ciência as sombras de nossas necessidades. E diante de momentos de grandes incertezas, vale ressaltar que, para os que se dizem “donos de grande saber”, que há coisas que eles; talvez com o tempo, este, lhes tenha levado parte da memória, mas saúde boa, é sinal de bem-estar. E se a memória tem esse potencial voltado principalmente as grandes necessidades humanas, a gente consegue chegar a um denominador comum. Agora, não adianta querer trabalhar a ideia de retrocessos, de coisas que causam verdadeiros abismos entre nós, prejuízos as pessoas e, não oferecer para elas, aquilo que lhes é justo, a depender da situação ” humanitário ” . Todos nós podem trabalhar nesse sentido [ se quiserem].
É preciso só ter cuidado com o que se coloca como problema e analisar o resultado do que realmente se deseja alcançar.

Marii Freire. Via Facebook

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Santarém, Pá 17 de junho de 2024


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#conhecimento
#sociedade
#evoluirsempre

Se a mulher soubesse se comportar, haveria menos estupros

” Se a mulher soubesse se comportar, haveria menos estupros na sociedade?”

Ao fazer essa pergunta, na verdade, ao republicar esse vídeo, eu desejei saber o que o brasileiro pensa sobre essa questão. E algumas pessoas, entre homens e mulheres responderam que sim, que a mulher tem que saber como se comportar e saber também saber como se vestir. Uma pessoa em si, alguém que não vou identificar, disse que esse detalhe influencia no resultado da resposta. Eu, respondi que ” não “. Ela acrescentou: ” nem toda mulher é santa… “.
Bem, a questão relacionada ao estupro não dar- se nesse sentido. A verdade é que ” santa” ou ” não santa”, nenhuma mulher deve ser violentada. É justamente por construções machistas e moralistas como essa que, o estuprador se acha no direito de ” justificar ” o seu ato, – que é um crime! E dizer ” ela mereceu!” Em 2024, estamos descortinando pensamrntos da Idade Média!
O estupro não tem que ser justificado por meio do comportamento e do tamanho da roupa, seja ele praticado por homem ou por mulher ( casais do mesmo sexo) também praticam esse tipo de violência. O tamanho da saia nunca foi um ” convite” a essa violência, porque [ se assim fosse], mulheres que mesmo não sendo santas, mas estando com vestes iguais as delas, não sofreriam estupros dentro de casa, ou seja, no lugar, que inclusive, deveria ser um local seguro para estas. No entanto, o lar é um verdadeiro logradouro de incertezas. Quantas mulheres ao longo da história, usaram saias no tornozelo e, mesmo assim sofreram com esse tipo de violência? Ao meu entender, não é pobre a justificativa de uma mulher que (pouco entende da história), dizer que outra, fica vulnerável por “se vestir de qualquer forma”, e fazer desse ato, um convite para ser violentada. Da mesma forma que, não se aceita um homem dizer que “umas merecem ser estupradas, enquanto outras, não “. Definitivamente, “o sentido de evoluirmos enquanto sociedade, pessoas, valores e direitos” que, inclusive, são objeto constantes de importantes discussões, digo “tudo isso, não se sustenta essas formas de pensar ultrapassadas”. Todas vezes que nós evoluímos, o direito também deve nos acompanhar. O estupro, infelizmente, é um crime que precisa ser levado a sério. Se você pensa que a ” santa” e a ” não santa ” pode ser estuprada a qualquer hora, isso me faz sentir que, infelizmente, aquela criança de 6, 7 nos que brinca inocentemente, no sofá da sala, só de shortinho, ” aquele shortinho velhinho” das perninhas largas, mostrando parte da genitalia, faz com que qualquer adulto perto dela, possa tirar proveito da inocência dessa criança. Não é normal um adulto com discernimento, que sabe que tem o dever de proteger e cuidar de uma criança, se achar no direito de violar a sua inocência, sonhos e dignidade. Da mesma que, não é normal, aceitar que uma mulher possa passar por tamanha violência e gestar o fruto de um ato nojento como esse. É sobre isso que desejo que você reflita. Ninguém tem o direito de violar o nosso corpo.

Marii Freire. Estupro/ Via Facebook

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Santarém, Pá 16 de junho de 2024


#mariifreireescritora
#estupro
#aborto

Marii Freire

Atitudes norteiam comportamento. Que as nossas sejam sempre positivas em relação aquilo que nos predestinamos a fazer de bom, justo e ” favorável ” as outras pessoas. Todos nós, usando de forma assertiva o conhecimento, podemos agregar ao social.

Eu posso…você é capaz!

Excelente domingo a todos!

Marii Freire. Via Facebook

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Santarém, Pá 16 de junho de 2024


#mariifreireescritora
#conhecimento
#Atitudes
#conhecimento
#comportamento

Marii Freire

A sociedade sempre cultivou as suas mazelas de maneira singular. Mostra inclusive, sem nenhum constrangimento essas coisas que para muitos, denota como alguma forma de beleza. Mas, a verdade é que por trás de tudo isso, há uma denúncia explícita do homem revelando através de sua essência, o resultado do que lhe é próprio ou seja,  as suas “maldades “, vou dizer assim. Hoje, diante de tantas mudanças, só precisamos ter cuidado para não sair reproduzindo verdadeiras aberrações, como algo,  como algo aceito e no final, encontrar “loucos” que venham aplaudir o que serve de sofrimento ao outro ou neste caso, ” aos outros “.

Marii Freire. Via Facebook

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Santarém, Pá 14 de junho de 2024


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#mazelas
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