O livro MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais é o presente perfeito para àquela amiga que vive um relacionamento abusivo ou passa por situação de violência. Às vezes, tem mulher que tem resistência para admitir que vive essa situação. E por quê isso acontece? Porque ela quer preservar a relação, mas para isso, passa por sofrimentos desnecessários. E aí, quando você vai falar, ela ” disfarça “. Mas, uma boa forma de ajudar, às vezes é dando um livro que, a princípio, ela vai deixar num canto. Mas que nos piores momentos, certamente, essa mulher vai pegar e comer a ler. Há pessoas que são assim, você tem que respeitar o tempo delas. Mas não se ausente, não deixe de perceber as necessidades de quem precisa. Esteja sempre por perto, nem que seja ouvindo…” sem fazer críticas “, mas presente.
Marii Freire. MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais.
É preciso sabedoria para fazer escolhas que atendem as nossas necessidades. A ausência de responsabilidade com a vida, bem como àquilo que nos favorece de maneira planeja, faz com que nos adequemos a condições que nos trazem mais tristeza do que realizações pessoais.
” Às palavras cabem dentro da gente, quando elas encontram espaço. Nós, reconhecendo a importância desse encontro, vamos aperfeiçoando o valor dessa amizade verdadeira. Há uma troca contínua de interesses, onde um sustenta o outro perante a sensibilidade daquilo que não é dito, mas que fica entrelinhas. “
Sucesso é trabalho duro. Não basta talento, marketing e simpatia. Sem esforço, o talento não dura, o marketing não funciona direito, porque as pessoas percebem que você não tem competência. E simpatia vira deboche. Portanto, se você acredita em você, se esforça para alcançar o que deseja, porque o reconhecimento pelo que faz faz, em algum momento aparece. Mas enquanto isso não vem, trabalhe.
A violência contra a mulher é um tema que desperta delicadeza. Mas nós sabemos que não é só isso, ele também merece a consciência da população, da sociedade de modo geral. O Brasil tem números expressivos em relação à violência, em especial à mortes de mulheres, que é o feminicídio.
Nos últimos anos, temos percebido um aumento da violência. Talvez a palavra aqui, nao seja ” aumento “, porque pelo próprio fato da mulher vir denunciando mais, não entendo como aumento, mas uma realidade cruel que, aos poucos vem sendo descortinada ou diria ” desmascarada” de modo a evidenciar essa questão que sempre foi um acontecimento ” escondido ” , algo que pertencia ao particular, mas que agora, vem sendo exposto e tratado de forma consistente pelo grau de importância e urgência que há em salvar vidas. Falar sobre violência possibilita hoje, não só avancarmos na discussão, como procurar lidar com essa situação de uma maneira madura, acreditando que os números que não se conhece em relação ao problema, seja maiores do que uma mera especulação sobre a ideia de ” aumento ” que muitos afirmam. Sim, dados que comprovam esses números exorbitantes, só mostram a ponta do iceberg.
” A violência na prática, é muito maior do que se pode imaginar. “
Em primeiro lugar, a proposta sobre o tema é despertar a consciência da população. Mas no dia a dia, vemos justamente, ausência disso. Não se fala! A não ser que a mulher morra nas mãos de seu algoz. Neste caso, a sociedade presta atenção. Enquanto for ” só uma discussão de casal” ninguém se mete. Eis que aí é que mora o perigo. A gente ainda tem a ideia do que ” aquilo que não vemos, não nos toca”, não é isso? A violência é um problema de todos. A consciência que se deseja alcançar em relação ao problema, vem pelo despertar.
” Sobreviver a violência é também uma resposta que depende da sensibilidade do olhar do outro. “
E que diante, muitas vezes da ausência ou impossibilidade disso, a vida pode ser restrita, porque a depender da falta de alternativa, muitas vítimas tornam-se conhecidas. Quer dizer, se conhece o seu rosto, nome, idade e a causa da morte. Assim, o tempo de vida de uma mulher pode ser determinado pelo que a gente deixa de fazer. Parece retórica sem sem consistência, mas o risco de morte que corre algumas mulheres é real, e pode ser agravado diante do não acesso igualitário aos seus direitos, – a vida é um deles. Se vejo que algo estranho acontecer perto de mim, se ouço gritos ou seja, se presencio cenas de violência e nada faço; me torno omisso, porque estou cooperando para um resultado trágico. Da mesma forma que, eu falo isso por experiência própria ao escrever sobre esse tema há uns cinco anos. São poucas as pessoas que comentam, são poucas as pessoas que compartilham publicações dessa natureza. O grau de importância que muitos dão é pouquíssimo. Sinceramente, essa proposta era para ser popular ” como política e futebol”. Muita gente discute, mas dentro de ” bolhas” o que é preocupante.
Considerando que há muitas formas de violência e que a mulher só busca ajuda em último caso, o lar é um lugar inseguro para todas nós. Lembrando que a violência é mascarada de muitas maneiras. Logo, a morte espreita às mulheres que ainda procuram refúgio no silêncio. Um silêncio que encontra eco na indiferença de outras pessoas. Mas isso, não me desanima; pelo contrário, tornam-se um desafio falar em nome daquelas que precisam de ajuda.
Às vezes, passamos tanto tempo tentando construir a ideia de uma vida perfeita que, esquecemos que o traço mais lindo dela, acontece exatamente quando você se depara com os reparos que; uma vez construídos da maneira correta, gera valores diante de uma consciência que ainda não se tinha.
Para entender com clareza o que digo é fácil. Basta você aprimorar pensamentos, posicionamentos e ter atitudes genuínas diante de condições que nos torna mais humanos. Ora, se algo dá errado, em vez de procurarmos identificar a nossa parcela de responsabilidade naquilo, ” a gente coloca a culpa no outro” ou nos outros. É natural ficarmos descontrolados e reclamar pelo péssimo resultado. Mas é preciso compreender que: ” É inútil querer que algo seja bom, se você cria condições justamente para que ele ganhe bordas irregulares ou seja, aconteça o contrário.
Para que possamos encontrar “a pérola” da vida, essa joia que tanto se procura, é preciso buscá- lá. Mas diante dessa procura, é preciso haver clareza do que se deseja de verdade. A priori, parece complexo compreender, mas olhe para aquilo que guarda o seu interior. É desse lugar que vem a nossa essência. Se, lá existirem coisas boas, você tem 50% de chances de encontrar o que tanto procura. O resto dessa porcentagem fica atrelada a realidade à ambientes e conflitos que são respostas naturais da vida diante da importância da maneira de como lidamos com ela. É preciso dizer que, genuinamente, a beleza das coisas se encontram escondidas em nossas intenções. Tudo o que fazemos, – assim como também o contrário disso. A resposta de nossas maiores dores, constroem- se na escuridão de nossas faltas.
” Às maiores dores humanas, são alicerçadas na escuridão de suas própriasfalhas.”
Tudo aquilo que você negingecia, abre espaço para a rejeição. Na verdade, isso por ocorrer repetidas vezes, vira um depósito mágoas. Um segundo exemplo do que falo, é a falta de atenção. A falta de atenção gera a ideia de inutilidade, de não movimento e resposta positiva a vida. Seja a falta de atenção de um amigo, a falta de atenção de um amor, entre outros. Isso acarreta negatividade. Claro- tendo como moeda de troca o silêncio. Quantos mal- entendidos se estabelecem diante de nossas próprias falhas? Muitas certamente. Mas, só adquirimos a consciência a respeito de sermos verdadeiros, a respeito de valor e outras coisas quando temos a capacidade de fazer comparações entre coisas, pessoas e situações, que puderam agregar algo significativo sobre fatos reais que, uma vez feita essa comparação, sabemos se fomos e fizemos os outros felizes ou não.
A perspectiva sobre felicidade é algo particular. Mas diante do que se consegue modificar, abraçar e novamente encontrar beleza é faz a vida valer a pena; faz sobretudo, despertar para o amor. Por isso, a mensagem que deixo a você é a seguinte:
” Que a vida faça valer a beleza dos nossos capítulos diários. “
E nós como autores de nossas próprias histórias, façamos com que isso possa acontecer. Esse é um pensamento que faz buscar confiança em nós; faz com que se consiga assumir a nossa condição de pessoas que erram, – condição de humildade, mas que sempre procura melhorar; procurar responder positivamente a vida sorrindo, mesmo “quando o mundo vira de cabeça para baixo”. Aí é que devemos ter coragem de tomar decisões assertivas para modificar o resultado dos ” nãos”. Viver é saber desfrutar de uma consciência tranquila, buscando relativizar a importância dos fatos e, usar a sabedoria para construir situações novamente que nos permita vislumbrar as muitas belezas dentro desses capítulos diários.
Marii Freire. A Beleza de Nossos Capítulos Diários.
A educação foi um instrumento de controle durante muito tempo no que tange à mulher. Evidente que, não só a mulher, como afirma a Ministra Cármen Lúcia. Mas especificamente, essa questão no que, trata a simbologia, os signos, o lugar que foi ” definido” à mulher na sociedade e tudo mais. Quer dizer, muitas formas de formas de controle que acabavam sendo muito ali, de uma clareza hídrica, inclusive. Essa realidade vem de longa data. O próprio Rousseau, defendia uma forma de educação limitada para nós. Isso, eu falo no meu livro: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais. Ora, quanto mais você articula a respeito dessa situação, naturalmente, nota, um programa criado, pensado e exercido de forma consistente, no que engloba toda essa questão do poder. Hoje, avaliando “os moldes” do nosso modelo de sociedade ( sociedade patriarcal) esse poder ainda é traduzindo pelo ou pelo menos ” desejoso ” ser ( já que em parte, o homem perdeu o poder) . Todavia, isso ainda é visto pela fala e controle seletivo.
A luta por igualdade é uma decisão que implica uma escolha diária, muitas vezes tendo como resultado uma consequência negativa para mulher. Mas, sem essa atitude não há como prosseguir. Lutar é isto, é saber que sempre teremos que lidar com adversidades. Mas a perspectiva pela ética, assim como saber que vamos fazer sempre o melhor para nos manter em espaços de decisão, garante o direito de sermos vistas e respeitadas como mulheres.
Como pessoas, como sociedade, devemos sempre evoluir, na fala, na forma de pensar, nas nossas ações e direito. Se a gente se cala muito para todo tipo de absurdo, com essa atitude, só contribuímos para manutenção da nossa própria ruína.
Você precisa fazer login para comentar.