É importante que você mulher tenha a sua vitalidade, força, energia pra viver, capacidade para tomar as próprias decisões. Todavia, quando se fala de autoestima em relação à mulher que passa por situação de violência, sabemos que isso é um problema, porque muitas vítimas não têm a condição psicológica de lidar com essa realidade; devido principalmente ter a sua saúde mental e emocional está muito comprometida por conta do abuso que sofre. Então, você que vive isso, procure pensar porque você tem se permitido passar por toda essa situação.
Se você sabe a direção correta, continua ” cortando vento “. Desacertos faz com que a gente deseje aprimorar o caminho, traças novas metas e prestar mais atenção aonde se desejar chegar.
Na vida, nem sempre temos respostas prontas. E tudo bem, elas não vêm prontas. Essa é que é a verdade que impera pra mim, pra você e para o resto da humanidade. Nem a vida é pronta de forma imediata. Não, ela leva um tempo até que a gente tome forma. Assim somos nós, – ora, os nossos encontros e desencontros. Só aos poucos, acabamos dando consistência ao fato, de que algumas de nossas maiores necessidades, nem são tao grandes assim. Às vezes, dependendo do que se busca encontrar, algumas dessas respostas, levam anos, meses, dias e outras, segundos. É como disse anteriormente, elas não vêm prontas. A verdade é que há um tempo de elaboração da própria vida, perante as suas urgências, e de nós, quanto o que nos consome.
A resposta é aquilo que se adequa as nossas emoções, sensações ingenuamente erradas, ou o que surge de forma repentina à boca, sem nem ao menos, passar pela régua da consciência.
A princípio, todo grito, toda dor, todo desespero solicita alguma coisa. É justo explicar pra vida que muito do se traz e procura colocar sobre a mesa, quase sempre encontra ela vazia. Mas, por vezes, a gente quer tanto uma resposta que ” cola os pedacinhos imaginários” do que se acha que precisa, até fazendo o impossível para obter algumas forma de recompensa aos olhos, porque se compreende que olhar para aquilo de forma sorrateira, e se sentir preenchido, é o que adorna a memória. Mas será que vale realmente a pena? Há situações que deixa você confuso, vago, inquieto. Tem buscas que geram mais sofrimento do que respostas.
Às vezes, por conta de delírio vago e estúpido, toda esperança vira gemido e silêncio em solidão. – Maldita hora que se gera um desejo e faz do silêncio, cúmplice fiel. Quando se assusta, do nada você adoece. De repente, a garganta fecha, o nariz fica congestionado; e você perambulando entre os sentidos do que sustenta aquela situação. Deveras, contemplar a razão de certas buscas, torna-se uma justificativa violenta e dolorosa.
Esperar ansiosa no silêncio, depois de rezar, recolher de forma rabugenta as injúrias; pedi a Deus sabedoria diante das horas amargas. E no corredor das bênçãos das necessidades, – analisar o que faz sentido ou seja, aquilo que não força nenhuma resposta, não causa alucinações, nem pesadelos.
Fatalidade
O pior em relação a vida é a fatalidade. Você, sendo conhecedor da verdade, é ainda assim, fixar ideia em quer algo, onde a resposta é o que se apresenta e você busca uma fuga. Por quanto tempo dura e, qual é o legado que fica dessas justificativas? A verdade sempre morre numa fatalidade. O adeus, se acaba nos desapontamentos. De repente, a garganta fechada, é por conta do que, ela estava resistindo há muito tempo, ou seja, o que estava calado, juntando-se a outras dezenas de perguntas.
Quanta coisa vai compondo o cortejo da vida. Na realidade, algumas situações ou diria ” certas verdades ” precisam doer, até que se torne insuportável para abandonarmos. Como também, há situações onde:
Às vezes, depois da gente passar uma noite ardendo em febre, descobre o quanto a vida é maravilhosa. E descobre isso dentro de uma simplicidade tremenda, que é no ato de abrir a sua janela; abraçar o Sol, percebendo que ele inunda de vida, o que antes, era escuridão.
Para cada pessoa, a vida se veste de repostas compostas de pobreza ou extrema elegância. E só ao despertar ou seja, olhar para o Sol que adentra a própria vida, é que se consta de que o baile continua, agora composto por novas respostas
Eu vejo marido expulsando a mulher de casa, dizendo que ela não tem direitos. Será que, não? Será que ele é a lei? Há de se falar em igualdade de direitos diante dessa situação?
Eu não sou adepta da máxima que diz que ” os problemas nos deixam mais fortes”. Particularmente, acho ” ilógico isso “. Os problemas, na verdade, refletem as nossas fragilidades. É porque eu não tive a capacidade para lidar com algo/ alguma, dentro das exigências que cabe a particularidade de cada caso, refiro-me ao todo, não a uma situação pecífica que, a infelicidade das minhas ações, tornam-se ” um problema “. Tem problema que você não sabe a origem? Tem, as doenças por exemplo; algumas delas, nós sabemos. Já outras, não. Então essa estória de que os problemas nos deixam mais fortes, não tem força. Imagino que o que soe melhor como resposta neste caso é que, a maneira de como você olha a situação e, diz…” Daqui por diante, vou fazer melhor “, já que no seu interior, admite ter fracassado de alguma forma, essa nova maneira de encarar a vida e todas as suas exigências, sim. A gente só muda de comportamento e a forma de pensar, diante de fatos que nos “deram uma boa chacoalhada”; do contrário nada muda, nem mesmo a sua versão sobre os fatos. A virada de chave aqui, não se trata do problema, mas do que você consegue absorver diante de uma [nova consciência] e, compreendo o porquê do processo, levar isso para um segundo momento da vida, das coisas que terá que aprender novamente.
Marii Freire. Os problemas não nos deixam mais fortes.
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