“ Nenhuma ilusão é capaz de roubar a beleza do último capítulo da vida”, porque esse último capítulo não é revestido de superficialidade; pelo contrário, há uma luz que transcende todos os mistérios e que nos faz encontrar na razão, o valor máximo de não fazer dos vícios, rota de fuga.
A arte de fazer perguntas, desvenda todos os mistérios; despreza a ideia de que “ tudo o que nos dizem é verdadeiro “ e ainda, nos proporciona um autoconhecimento absurdo.
Entre os vãos espaçosos do tempo, uma mulher deposita seus sonhos. E em meio à regras duras e os obstáculos que tem que vencer, ela tece, fio por fio o sentido da própria vida.
Assim em todo alvorecer, ela meti os olhos no chão e anda rumo a fatalidade do que lhe pode acontecer naquele próprio dia. Não espera o pior…porque compreende que tudo é luta; não outra coisa, que se ausente disso.
Se os dias são maus, compreende que precisa ser diplomática com ela e com a saúde, assim como as ideias. Mesmo em dias em que a liberdade lhe é cerceada, padece. Mas não deixa de acreditar Naquele que mora diante de uma janela azul, cuja a distância é uma oração. E como no íntimo do seu amor próprio; em meio a agitação que espatifou o brilho de seus dias, pede com modos bonitos, para que a felicidade possa chegar sentar-se à porta novamente; fazendo da sua casa, um lugar prazeroso; livre de maldições.
Vagarosamente, sente o calor dos dias iluminados tracejar diante dos próprios olhos, o retrato fiel de seus desejos se consumarem; restaurando entre muitas cousas, a alma. Não sabia definir exatamente o que sentia. Mas era algo especial.
” Uma felicidade serena, parecia iluminar- lhe o rosto. Era o reflexo da calmaria que chegará como resposta ao valente coração “.
Sentiu com olhos rasos que novamente tinha forças. Mas nada disse, era Mistério. Sentiu a força da paixão, dos sonhos e dos desejos, renovarem -se diante daquela calmaria. Finalmente, estava em paz como tempo, com os pensamentos e o amor. Estava feliz com ela.
A independência da mulher começa pela educação; por ela acreditar que é capaz de cumprir seu papel social de maneira plena. Ora, quando você mostra para a menina que ela deve sempre exigir que a trate com respeito, que ela precisa estudar e trabalhar, isso naturalmente, abre caminhos de sua independência; uma vez adulta. Mais, crescer num lar, onde há equidade, falas que exalta a importância de tratar as pessoas com igualdade, dignidade e respeito, é sem dúvida, uma maneira de assegurar direitos, mesmo que futuramente, essa mulher sofra injustiças ( o que nenhuma de nós, estamos isentas), ainda assim, ela diante disso, sempre vai saber tomar atitudes corretas.
A ideia de independência relacionada à mulher, vem atrelada a muitos fatores. Claro que, quando se fala em independência, logo se pensa em ” independência financeira “. Essa também é muito importante porque, de fato, é o que traz um respaldo maior à mulher. Na verdade, trabalhar e ter seu próprio dinheiro é o que proporciona liberdade às mulheres. De modo geral, ao indivíduo. Todavia, quando se trabalha essa questão, olhando a realidade de muitas mulheres que sofrem violência doméstica, por exemplo, o dinheiro é o que ajudaria parte delas, saírem de situações humilhantes; como tantas se submetem viver de forma desumanas. Neste caso, não todas. Sei que parece exagero, mas não é. A violência é uma realidade cruel.
A mulher que é refém da violência, ela não encontra saída para se libertar do sofrimento. E em alguns casos, essa situação piora, que é quando essas mulheres têm pouco ou nenhum estudo. Quando é uma pessoa escolarizada e ganha o seu próprio dinheiro, ela fica num relacionamento doentio, se ela assim desejar. Claro, aí o motivo é outro, é emocional ou por vergonha de se expor e pensar como irá ser julgada pela sociedade.
Todavia, quando se fala em violência, vale ressaltar que, situações difíceis como essa, sempre mostra o lado oculto do agressor, onde muitas vezes, ele faz chantagens, esconde documentos que comprovam valores reais do quanto ganha. Em outras ocasiões, mente para que a esposa não tenha conhecimento do quanto ela ganha ou tenha bens em nomes de terceiros. Parece filme, mas é vida real, e tudo isso acontece, com uma única finalidade ” ludibriar ” a mãe de seus filhos ( como há tantos exemplos), inclusive, isso tornou-se motivo para muitos divórcios. Tem mulher que não aguenta viver dessa maneira. Esse detalhe, mostra a importância do quanto, as mulheres precisam cuidar mais de si. E cuidar, refiro-me a trabalhar, se sustentar, e não ter que passar por constrangimentos como esse, nem arrependimentos tardios, porque é onde muitas pecam: ” arrependimento”; onde elas mesmas, têm dificuldades para compreender que são vítimas.
Quanto mais a mulher é estudada, menos ela se permite ficar em lugares que não lhe cabe; que não lhe oferece tratamento igualitário. Por isso, insisto sempre que é preciso:
” Conscientizar a mulher desde pequena, sobre a importância de estudar e trabalhar, é uma forma de torná- la independente. “
A mulher precisa saber que ela tem os mesmos direitos que o homem. Portanto, quando ela não se conforma, nem baixa a cabeça, mas corre atrás do que é seu, da vida, dos sonhos, da própria felicidade, naturalmente, torna-se dona de si, e da própria sorte.
” Mulher, procure instruir- se, trabalhe para ter condições de fazer o melhor por você. “
Vinicius de Morais ( ” Garota de Ipanema “, de Vinicius de Morais e Tom Jobim. )
CEREJA, William Roberto. Literatura Brasileira: em diálogo com outras literaturas e outras linguagens. Tereza Cochar Magalhães. 5 ed reform. São Paulo: Atual, 2013
A mulher que apanha na rua, deixa uma mensagem muito clara a todos: ” apanhar em casa”. Na rua, o agressor revela a hierarquia, o poder, o abuso…” a violência ” que ele comete com a sua companheira. Isso é bastante preocupante, porque para manter aquela relação, ela ” silencia “, mas na rua, mão tem como evitar que essa verdade seja escondida. A mensagem que fica é ” não aceite, não finja que não sofre, porque amanhã ou depois, você pode se tornar vítima de feminicídio.
A história da mulher vem ganhando novos contornos nas últimas décadas. Particularmente, acho precoce dizer que ” somos Autoras de Nossas Histórias “. Se você levar isso à risca, tem um fundo de verdade. Todavia, ao lançar um olhar para trás, veremos que séculos de opressão, não é algo fácil de ser ” revertido em termos de perdas”. Podemos, sim “melhorar muita coisa” no sentido de direitos; pelo menos, aqueles que estamos lutando diariamente. Claro que, muito já conquistamos. Essa briga é ferrenha e vai além de assegurar direitos; ela chama atenção para conquista de novos horizontes, de ideais também a serem alcançados.
A luta por direitos é uma luta diária
A luta da mulher por direitos, ela é diária. Nós temos uma lei que protege os nossos direitos. Mas precisamos também ter uma segurança maior, porque se você observar a estatística em relação à violência contra a mulher, nota que o número de assassinatos são crescentes em nosso país. Aliás, no mundo todo. Todavia, acerca de Brasil que é onde há proteção, isso ainda abre parêntese para muitas preocupações. Então, pode haver vangloria? Acho que não. A mulher ainda se movimenta dentro desse processo, como quem ” reivinfica por um lugar”, na verdade, o seu lugar, assim como, por um olhar mais humano. Todavia, o desafio de chegar a patamares maiores, faz com que ela não só enfrente muitos problemas, como em alguns casos, não seja vista em termos de capacidade.
É sabido que a mulher participa mais na vida política por exemplo, mas encontra muitos obstáculos pelo caminho. Deveria encontrar? Penso que não. Agora, se há essa exigência que faz com que ela lute para assegura um direito que é expresso Constitucionalmente, é porque tem alguém ” puxando com firmeza do outro lado”. Diariamente, vemos mulheres sofrendo violência, e nem falo de violência política, mas tantas outras formas que fazem a gente se questionar sobre muita coisa. E confesso que, uma delas é não deixar de lutar ou ” baixar a cabeça” para as adversidades que tentam nos impor freios.
A educação como instrumento de libertação
Hoje, a ideia que coloca a mulher diante de seu próprio protagonismo, dar-se também por esse viés da educação. Esta, foi fundamental para abrir caminhos à mulher, de modo que, pudéssemos estreitar as muitas formas de desigualdades, entre elas, a maneira de como éramos vistas.
” A forma como as mulheres lutam hoje, é o reflexo do resultado da educação que elas recebem. “
A educação é um instrumento de libertação feminina. Por que antes, a mulher não podia gerar opinião sobre questões públicas por exemplo? Porque entre outras coisas, elas recebiam uma educação ( quando recebiam) de maneira limitada. Outro fator que implica nessa questão, é o fato de antes, não existir leis para garantir nossos direitos. Isso, nos deixava em situação de desvantagens perante aos homens. Hoje, mesmo diante de tantas mudanças significativas; mudanças sociais como, culturalmente falando, ainda há muitas formas de querer impedir que a mulher exerça seu papel, e exemplos não faltam se eu fosse me prolongar nisso. Porém, o intuito maior aqui, é falar sobre como a educação muda histórias.
O protagonismo feminino é uma construção que vem dessa luta e que, ainda não é um [resultado], éum processo contínuo, que mostra que temos um caminho longo pela frente. Repito: o protagonismo é um processo. Somos ” Autoras de Nossas Histórias” em ascensão, compreende? Esse processo é contínuo como disse anteriormente; o que requer muita atenção, consciência e coragem, para escrever capítulos que terminam em sucesso.
Há quem diga que os homens ” aperfeicoaram” a violência psicológica. Particularmente, discordo. Os homens também sofrem violência psicológica vinda por parte de suas companheiras. Todavia, pouco se fala a respeito disso. O que o homem ” aperfeiçoou ” foi aonde, ele pode bater nessa mulher, hoje. Claro – bater e não deixar marcas. Veja, isso quando ele tenta “não constituir provas” contra si mesmo. Então, diante dessa realidade, o que muitos fazem quando vão agredir e sabem que não podem deixar ” evidências ?” Ao invés de bater em qualquer parte do corpo, bate na cabeça ( cabeçada), nuca e braço por exemplo. Uma cabeçada, vai fazer com que a pessoa fique um pouco tonta. Isso deixa marcas? Não. Quanto a violência psicológica, ambos praticam em ( alguns casos). Aqui, não se trata de uma competição, tem casal que pratica mais. Já outros, não. Todavia, isso depende muito de cada indivíduo, não é regra. Alguns homens por entender que a violência psicológica machuca ” sem deixar marcas” dizem coisas horrendas à mulher, a deixando vulnerável diante de tudo o que acontece, sem poder evitar, mas aceitar como termina uma discussão por exemplo, de acordo como ele quer que seja. Neste caso, embora pareça ” inofensiva ” a ação dele, ela não deixa de ser violenta.
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