Não sofrer violência é um direito seu. Não é um favor que o outro faz, ao cuidar bem de você. Um relacionamento saudável é constituído da consciência que se tem em saber valorizar uma forma de comportamento saudável, baseado no respeito e em escolhas que tenham a capacidade de promover no bem-estar do casal, assim como também da relação.
Relacionamento abusivo e violência doméstica andam juntos
O relacionamento abusivo é um acontecimento que surge por meio da violência psicológica. Ora, uma pessoa com “ ausência de consciência “ por exemplo , – o que na prática acontece nesse tipo de relação, é um ser facilmente manipulado. Marii, como ocorre esse abusos? Ocorre de forma gradativa. Há uma repetição desses abusos de modo que, após cada evento, a vítima se torne cada vez mais vulnerável. Um segundo exemplo do que falo é: essa pessoa não pensa, não age, não decide nada por si mesma. Imagine o seguinte: se houver a necessidade de “ pintar a parede da sala”, ela não opina sobre nada; quem decide é o outro. A vítima perde a poder de expressar o que pensa; ela se anula completamente. É uma coisa absurda o que acontece com essas mulheres. Veja, a manipulação acontece com homens também, mas em relação à mulher é muito mais comum de vermos, porque para “ agradar “ o marido ou companheiro no caso, é o que acontece. E se esse homem é agressivo/violento, isso se intensifica, pois ele anula /controla tudo em relação a parceira. A mulher é um fantoche nas mãos dele. É importante ressaltar que, os abusos inibem muita coisa; “ cria uma percepção distorcida da realidade “, fazendo com que a mulher precise da aprovação do homem para tudo. Vós apresento o abuso! Cuidado com o que você chama de amor, há muito relacionamento abusivo disfarçado de amor.
No palco social você pode ser um bom ator, mas não esqueça que por baixo dessa máscara existe um ser humano, alguém de quem não se pode fugir. Portanto, a vida só pode ser vivida se você for de verdade. Lembre-se : você pode andar de uma ponta a outra, entre fantasias e sorrisos falsos nesse cenário. Mas não pode se perder de si mesmo, como não pode deixar de se olhar nos olhos e encarar a profundeza de suas verdades. Há momentos em que precisamos encarar a sombra de nós mesmos, e saber até onde podemos chegar no nosso mundo interno. No palco, o brilho é bonito, as luzes fascinam, mas isso é por algum tempo. Depois, é preciso voltar para casa ou seja, para quem somos e compreender que, só temos a capacidade de acolher essa verdade, se há a consciência e reciprocidade dela em nós. Enquanto seres humanos em pleno estágio de evolução, só damos aquilo que é genuíno, inclusive amor a nós mesmos, se o possuirmos. Por isso, é necessário que se tenha sempre uma casa larga, abraços sinceros e uma mesa farta. É nesse cenário gigantesco que se vive de verdade, entre gritos e aplausos da própria consciência.
Amor não tem relação com formas distorcidas da realidade. Você não ama alguém e constrói a partir de uma lógica distorcida um “ erro” para justificar comportamentos destrutivos. Os pilares fundamentais de uma relação saudável promove todo o sustento dessa relação deixando sempre marcas boas, e não faz você implodir por dentro, assim como, também não diminue a sua autoestima, autoconfiança e amor próprio; não escraviza, até porque quando isso ocorre, denota formas doentias de se relacionar, de promover vícios que estimulam brigas entre o casal. O prazer de se estar junto a alguém, vem da satisfação pessoal, especialmente, quando o amor se torna resposta e acessa sentimentos verdadeiros no outro; do contrário, é laço que sufoca. Se assim você vive uma relação, digo se a outra pessoa encontrar riqueza na sua vulnerabilidade, saia desse loop, porque isso mais destrói do que enriquece quaisquer maneiras de se relacionar. O amor nos torna pessoas melhores, valoriza quem somos e tem uma profunda necessidade de estabelecer laços genuínos com que dizemos amar. Relações saudáveis buscam interesses próprios. Não há antídotos para se viver bem com alguém, o que há é uma construção diária de um comportamento emocionalmente saudável, que pode exigir algumas atitudes e bons esforços para o diálogo. Um relacionamento saudável fala de estilo de vida, de uma forma boa de se relacionar com alguém.
Marii Freire. O Amor é Generoso dentro da Própria Condição.
O relacionamento abusivo acontece por uma ( via sútil ) que faz com que ora, essa mulher perceba o que acontece ao seu redor. E ora, ela não seja capaz de identificar o abuso que lhe acontece. Aqui, é importante ressaltar que, o abusador tem controle sobre essa vítima ( por meio o que ele di); é uma construção mental, sustentada através da manipulação , onde ele trabalha muito com os sentimentos dela. Então, isso pode ocorrer por meio de uma forma escancarada de falar, que são as ofensas ou um “ zelo” disfarçado de controle, que irá fazer com que a vítima sinta culpa, de modo a retroceder dentro de qualquer coisa/ movimento que faça. É isso jogo de manipulação que muitas vezes, não fica claro na mente dela.
Marii Freire. Relacionamento Abusivo x Violência Psicológica
Bateu; assuma o que fez. Isso, gerou uma dor de cabeça, além de um processo? Continua homem, porque pedir ( sigilo) desconstrói a resposta sobre si mesmo. Além, de tentar continuar punindo a vítima
Quantas histórias você conhece de pessoas, de homens, de mulheres que, quando eram crianças sofreram abusos ou tiveram uma infância muito pobre? Inúmeras, certamente. Mas, ao longo da vida, essas pessoas foram capazes de mudar drasticamente, todo um percurso de dor e sofrimento; tornando-se um exemplo de força e superação.
Toda a sua história pode ser transformada em um exemplo de superação, se você foi capaz de transformar dor em luta. Do contrário, viveu meramente num mundo de fantasia.
Entre pobreza e êxito ( pobreza em qualquer sentido ), humilhação, desamparo de pai ou “ punhalada pelas costas” o ser humano pode transforma tudo. Pode recriar, imaginar, ressignificar e fazer isso, digo “ a fonte do próprio sofrimento em um exemplo fascinante de luta para muitas outras pessoas. Não, eu não estou exagerando, estou falando de ousadia. Essa é a sua marca: ousadia.
Conhecemos exemplos de pessoas que vieram do anonimato, mas contrapondo-se a toda miséria, resolveram se resignar, nomes como: Nelson, Marina, Maria, Antônio, Oprah, Elza! Ah,…aqui, eu procurei colocar só o primeiro nome desses muitos rostos conhecidos na história. Obviamente, não acrescenteio sobrenome porque é para você olhar para o lado e não esquecer dos nomes que são anônimos, mas tem uma história que você para e pensa “ essa pessoa é fantástica “, pela força, pela luta. Que coisa linda!Lembrou de algum? Há muitos que não se deixaram intimidar por nada, eu disse: “ nada” mesmo.
A necessidade, a dor, as dificuldades de modo geral, não podem ser laços sufocantes, mas “ adereços decorativos“ para serem lembrados por reviravoltas importantes na vida de quem não se sentiu acuado diante da má sorte. E sim, “ tornou possível que parecia impossível “ . Esse detalhe é, entre outras coisas, exercer o poder que se tem sobre a própria injustiça que a vida acaba impondo a um ou outro”. Como quase sempre, há um exagero nessa contemplação, vence quem transforma dor em marca pessoal de aprendizado e luta.
A vida é para quem tem coragem; é para aqueles que descobriram que brilhar é um aspecto inovador diante da arte de viver sem medo, mas ampliando as próprias dimensões.
A violência contra a mulher é um problema desafiador que se tem no mundo todo, e que infelizmente, assume a sua face mais grave diante de falhas, negligências e também, a falta um olhar punitivo demasiado. De acordo com o relatório “ Os Direitos da Mulheres em Revisão 30 Anos Após Pequim”, da ONU MULHERES, revela que em 2024, quase um quarto dos governos em todo mundo relataram retrocessos nos direitos das mulheres. Esse fato, nos faz pensar que diante da omissão e posturas inadequadas, porque é necessário, citar a hipocrisia que há diante da Justiça também, essa violência ganha “ fôlego “ em muitas falhas, onde essas vítimas se sentem sozinhas ou não vistas, com um “ olhar zeloso “ por parte do Estado. Todavia, compreendo que, o problema não é criar leis ou “ punir” os agressores. A lei em si, é parte da resposta à violência. O problema é muito mais estreito e passa pela fresta da fechadura; é um problema familiar. E aqui, cabe a reflexão: Que tipo de educação se oferece a meninos e meninas? Estamos compartilhando limites definidos aos nossos filhos, as filhas, certamente. Mas a coerência é parte da educação. Um lar onde se trata com igualdade meninas e meninos, que se fale em equidade, como forma de fortalecer a segurança entre homens e mulheres; uma vez adultos, soa muito bem. Veja, aqui não se fala em lei, a não ser dos pais que visa buscar equilíbrio em muitos fatores, além de validar um bom comportamento. Todavia, na ausência disto, se percebe uma clara violação de regras, ausência de limites, e a ruptura de valores morais e éticos. A violência contra a mulher vem de casa ou seja, tem berço próprio. A falta disso, estimula a criança achar que pode tudo, inclusive bater; bater numa mulher. A violência deve ser trabalhada no início; não no fim, porque cadeia não orienta, nem preenche as falhas não trabalhadas lá atrás. O homem que bate; bate sabendo o que faz. A violência contra a mulher ocorre pela somatória de muitos fatores, e o principal dele, continua sendo dentro do lar. Um aspecto importante e que se deve ressaltar é que o Estado também deve cumprir seu papel. Mas responsabilidade maior, ainda é dos pais.
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