O que faz o mundo parecer hostil, são opiniões que nascem de pessoas que se negam a abraçar o novo. Gente que não transforma, mas enxerga tudo cor de cinza. Esse tipo de pessoa, são ditas ” pessoas sem objetivos”, sem expectativas. São limitadoras, estéreis.
É preciso se permitir, é preciso abrir caminhos que nos ajudem a chegar do outro lado. Ter inspirações diante de novas possibilidades.
É preciso jogar fora sentimentos que nos impedem de alcançar a sabedoria interior. Da mesma forma que, também é preciso lançar fora a culpa e as coisas que deram errado para ter condições de tomar sabiamente, as nossas decisões em silêncio.
É preciso perceber a beleza de ser flexível, de poder compreender o mundo a sua volta, assim como também, as verdades que nascem diante de cada aprendizado.
Busque o que é verdadeiro. Mantenha os pés no chão – e tudo aquilo que se sobrepõe a sua realidade, quando não for bom, lance-o fora. Busque a verdade. Pois é só através dela que nos permitimos perseguir o ideal de felicidade.
“Havia algo de diferente naquele homem, ele fugia dos traços da normalidade. “
Marii Freire Pereira
Você conhece um Homão da Porra? Prazer, eu Marii Freire vou te apresentar ele. Evidentemente que, não estou falando de um homem normal, nem fazendo apelo para o universo ficcional para definirmos um homem espetacular. Falo de um termo usado, ‘lido nas entrelinhas’ inclusive, e que não se confunde com o nosso tradicional modelo masculino. O Homão da Porra – é sem dúvida, um termo que traduz um homem com características distintas, alguém com predicados que excede o que já se conhece em relação aos homens. Um homem comum, ele atrai por muitas qualidades. O Homão da Porra, tem uma característica específica, ele não se reduz à dimensão dada ao homem comum que é dotado a partir de um padrão de beleza. O Homão dito aqui, é aquele ser que é Homem com H nas suas atitudes, comportamentos e gestos. Não se trata do cara que está sempre cheio de tesão, não é nesse sentido. Embora, isso também possa contar. Todavia, é preciso dizer que há uma incompatibilidade entre o modelo tradicional masculino que fascina, mas foge um pouco daquilo que as mulheres esperam, e esse homem ” lapidado” que as mulheres desejam.
O termo Homão da Porra – constrói imaginariamente, uma linha tênue que tem ligação com o afeto. Esse sujeito tem um privilégio a mais, porque ele não se torna atraente pela beleza física, como acontece com as outras criaturas masculinas. Evidente que, há adjetivos a ser considerados, como a questão de traços físicos, autoestima, inteligência, ou seja, um homem que se torna sedutor pela maneira de falar, reproduzir gestos, sorrir, bem como, uma série de qualidades. Esse homem descrito nas entrelinhas femininas, ganha destaque principalmente, pelo caráter. Ele não se destaca por questões ligadas ao estereótipo, como é comum. O que mais chama atenção nesse modelo, é observar um homem que consegue ser sedutor por traços internos, por questões ligadas ao caráter.
O Homão da Porra é alguém que carrega traços diferentes. Ele elogia, procura ser útil, honesto, gentil, compreensivo. Alguém que sabe se comportar diante da mulher que nutre admiração. Aqui, pode ser a esposa, uma amiga, a namorada. Ele é o cara que sabe fazer essa mulher se sentir única. É gentil, compreensivo, pede desculpas quando reconhece os próprios erros. Esse homem atrai, justamente porque se torna desejável, e tem qualidades que excede o comum. Muitas mulheres tem orgulho de falar desse homem, porque curiosamente, é o parceiro que elas desejam.
É importante dizer que esse modelo masculino não é dotado de perfeição, porque o perfeito não existe. Mas, existe aquele cara que sempre procura melhorar como pessoa, como sujeito. Os atributos que se destacam nesse homem, é os de um sujeito que sobressai pelo caráter, pela virtudes e até mesmo, a questão da maturidade. O que se encaixa perfeitamente, dentro do padrão de exigência feminino.
Mal comportado, é o tipo de homem que não usa a razão diante de seus atos. Destes, as mulheres têm muito o que falar. Por isso, muitas querem um padrão extraordinário – que é esse ” homão da porra” que causa inveja em quem quem tem um parceiro assim. Da mesma forma que, deixa desejar a quem ainda não encontrou.
Lembrando que estamos falando de pessoas com carga emocional tanto negativa, quanto positiva. E que a característica principal que se coloca aqui, não é um ser melhor do que o outro. Mas, alguém que sabe ser um sujeito sensato perante os seus atos. Alguém equilibrado que sabe agir corretamente entre os seus extremos. O termo Homão da Porra, é consequência, é uma forma autêntica de se comportar, de se permitir melhor entre aqueles que nem sempre são capazes de enxergar os seus erros. Então, você se identifica como um Homão da porra? Se sim, deixo aqui o meu abraço.
O tempo tem um “estalo preciso” que nos deixar desejosos do momento anterior, do presente e futuro. Através dele nos transformamos em pessoas fortes, verdadeiras e composta de muitas histórias. O cuidado que devemos ter em relação ao passar dos ponteiros? Não ser tomados pela ignorância, pela vaidade, pela distração. Um minuto perdido, e ele nos lança no exercício do desejo de querer recuperar o que já não podemos.
O tempo é um professor exigente! Além da náusea do que não queremos recordar, ele também é gentil quando nos coloca diante da nossa própria consciência. Sim, às vezes, o ser humano insiste em ser guiado por uma consciência cega ( sem esforço) mas diante de suas próprias carências, o tempo torna-se um amigo persuasivo, e mostra-lhe o quanto a pessoa permanece perdida em seus devaneios. Então, diante desse impasse, o tempo nada mais faz do que conduzir aquela pessoa a razão.
Um minuto pode ser pouco para muitos. Mas, acredite: em um minuto é possível contemplar a busca pelo que se rejeita, pelo o que se esmaga e pelo que se vislumbra. Em um único minuto, é possível se resignar, aprisionar um amor ou abrir mão deste.
“O crime dos nossos atos reside na matemática “. É desumano, eu sei! Mas não saber somar cada segundo, nos faz muitas vezes sepultar o que é importante, rejeitar o que fascina, dizer coisas como” Eu já sei, conheço. Portanto, não quero saber”. Essa frieza do ser humano, me impressiona em saber que a vida é curta e o tempo é longo para viver dentro dos nossos claustros, orgulho, selvageria não dita talvez. Monólogos superpostos em ambiente que só nos frequentamos. Triste, isso nos impede de tanta coisa; impede inclusive de sermos mais humanos em nossos gestos para com o outro.
Na verdade, o tempo é visto como um excelente companheiro. Há momentos em que nos corrige, remete a essa sensação de incômodo que serve para o nosso despertar do papel de vítima, o que necessário, porque sem conflitos, o ser humano não tem essa capacidade de crescer, obviamente, precisa de estímulos e, também por ser um amigo que sempre nos serve de modo a nos deixar satisfeitos ” degustando as suas horas”. De tempo em tempo, se arranca essa “crosta” de proteção, e a sensação mais incrível é vermos a nossa face crua.
De acordo com os ponteiros […] quem não sabe o valor de um segundo, pode perder muito tempo diante do que viveu, ou deixou de viver. A vida não é um conto. A vida é uma história que se constitui através fatos traumáticos, sádicos e momentos prazerosos. Cada um é protagonista de sua história. Vive melhor, aquele que faz acordo com o tempo.
” Crescer é doloroso. Talvez por esse motivo, se leve tanto tempo dentro dessa busca incessante pelo autorreconhecimento, pela constatação de nossas próprias limitações. Todos nós somos capazes, claro. Mas, na maioria das vezes, transgredindo moldes e padrões “
“Não deixe para se amar, quando já não houver amor. Isso mesmo: Não deixe para se amar, quando já não houver amor. O amor próprio, ele é uma urgência. Por isso, chega cedo.”
Primeiramente, eu comecesse texto dizendo que há diversas respostas para essa pergunta. Mas, vamos partir de um ponto muito importante que é buscar referências no passado. Nossas avós, mães, tias e toda uma geração passada, é possível afirmar que essas mulheres, foram educadas de modo, a serem as maiores responsáveis por fazer com os seus casamentos fossem duradouros. A mulher foi educada para renunciar muitos dos seus direitos em prol do bom funcionamento da relação. Quer dizer, da harmonia entre o casal, bem como o respeito pela liberdadedo marido. Então, pela natureza do que foi ” imposto” a nós mulheres, se observa que esse detalhe dentro da nossa cultura em relação ao problema de relacionamentos ruins há uma “aceitação dessa violência ” que na maioriados casos, somos vítimas. Veja bem, o que hoje entra em conflito com o direito. Ora, imagine, se antes, essa mulher passava por situações de abusos, maus tratos e violência e ” relevava” como era ensinada a obedecer, ouvindo coisas como ” Seu marido estava de cabeça quente, minha filha ” ou ” Perdoe seu marido!” para que tudo fique bem, ou seja, para que a paz possa reinar novamente no lar. A mulher fazia o que? Perdoava, como até hoje perdoa em muitas situações. Mediante essa realidade, surge a seguinte pergunta: ” Quem era a figura dessa mulher? Certamente, um ser invisível que, estava ali somente para realizar as vontades homem, uma vez, que não lhe somama nenhuma alternativa diante da possibilidade de haver tratamento de igualdade entre o casal. Os abusos em geral, eram todos silenciados.
A violência contra a mulher foi ” naturalizada” no lar, aliás, foi ” domesticada” de modo que, nós mulheres, fomos e [continuamos sendo as suas maiores vítimas]. Por que a mulher continua alimentando essa resistência, em saber que a situação não é boa, ou já percebeu que o relacionamento é ruim por existir principalmente, a falta de respeito e abusos de toda natureza, mas muitas vezes, ainda que passando por situações de violência, ela se nega a sair? Eu sei que muitos diriam que é porque essa mulher gosta de sofrer. Mas esse é um julgamento errado. A mulher não ficar ao lado do homem que a machuca porque ele é ruim. Ela fica porque, mesmo sabendo que esse homem lhe causando algum sofrimento, ele também lhe oferece momentos bons. Quer dizer, há uma alternância entre a dor e o prazer – Ele a “humilha e diz que a ama”. Isso, causa uma confusão mental nela. É uma situação ruim, mas há momentos que esse homem faz um amor caprichado, “oferece flores”. Com isso, essa mulher não percebe, mas passa a viver por “migalhas”. O cérebro acostuma com essas situações. Tanto que havendo um rompimento entre o casal, cedo ou tarde, eles voltam novamente. E, mesmo em meio às brigas, a mulher vai cedendo até perceber que o que ela recebe é muito pouco. É quando surge os questionamentos, mas ela já se viciou naquela situação.
Em situações mais extremas, onde se percebe o excesso de violência, que é onde esse homem soca o cara da mulher, a empurra, bate de modo que, ela fica toda roxa, aí é que acende o alerta dela. É nesse momento em que a mulher diz ” Se eu ficar aqui, eu posso morrer”. É o limite do limite – A situação tem que chegar extremo para ela compreender que esse homem não a ama. Pois, mesmo havendo o desrespeito, ela ainda é capaz de tolerar o marido ou parceiro. Mas a consciência da morte, é que faz com que, ela saia daquela situação.
As histórias de abuso entre casais são horrendas. A mulher só rejeita a presença do homem que ama, no último grau de entendimento. No fundo, ela ainda acredita que lutando sozinha, esse homem possa mudar, que ele passe inclusive, a respeitá- lá, de modo que, a trate com carinho e amor. Isso é resquícios de uma influência da ” aceitação ” do que lhe foi ensinado há séculos atrás. O relacionamento que tendem a ir para esse lado doentio, ele é uma montanha-russa. Esse fato é inegável. E a mulher para não abrir mão de uma história muitas vezes que ela constrói mentalmente, já que só ela vive a ” a fantasia ” essa mulher tentar colocar em ordem toda bagunça do que vive. vive. Em outras palavras, entre ‘acertos e desencontros’, aquela relação tem que se estender ao máximo, de modo que, mesmo entre dores, essa mulher encontre algum prazer nessa construção afetiva.
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