Que notícia boa, eu recibi hoje pela manhã da @justicadesaia / Gabriela Manssur. Os meus livros chegaram ao seu escritório em São Paulo. Eu admiro muito o seu trabalho em favor da mulher, que é um tanto quanto desafiador, mas torna a Gabriela um exemplo de luta, diante dessa realidade cruel e que dizima vidas diariamente, que é a violência. Eu, como escritora também tenho a minha maneira de lutar que é escrevendo; fazendo esse trabalho de conscientização que faço, por meio da escrita e da minha voz, que é levando informação a essas vítimas. Escrever é uma maneira da gente não se calar diante das muitas formas de injustiças. Creio que, enquanto houver injustiças no mundo e pessoas dispostas a trabalhar para combater isso, a vida pode ser olhada com esperança. Portanto, da mesma forma que outras mulheres ( escritoras), escreveram e deixaram o seu legado na história, eu vou agir como elas: lutar por igualdade e um lugar seguro para todas nós.
Me chamo Marii Freire. Sou Bacharela em Direito e Especialista em Direito Penal. Mãe de duas adolescentes, divorciada e autora de dois livros: MULHER Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias atuais e O Amor Verdadeiro Contesta. As duas obras são em parceria com a Editora Viseu. Além dos dois livros, sou criadora do blog ( Pensamentos.me/VEM comigo!), onde desenvolvo também um trabalho de Conscientização contra a violência e em defesa da mulher. O meu trabalho começou logo após, eu terminar a faculdade de direito, quando criei o blog que no início, publicava muita literatura. Mas, ao passar do tempo, comecei escrever sobre muitos temas, inclusive violência contra a mulher. Eu escrevia, mas precisava ter um alcance maior daquilo que me propunha fazer. Foi então que, passei a gravar vídeos que falam sobre violência doméstica e familiar, com o intuito de ajudar essas vítimas a saber por exemplo, como identificar uma situação de abuso, – e a violência que é acontecimento tão comum na vida dessas vitimas que, pela própria situação se sentem sozinhas. Escrever para mim é um prazer! E saber que a minha voz por meio da escrita também alcança mais lugares, assim como essas mulheres que precisam de ajuda, isso é muito importante. Um trabalho de conscientização tem uma relevância enorme para essas vítimas. Claro, faço tudo com muito respeito e dedicação a todas as mulheres, olhando com carinho especialmente as suas dores.
Desde já, deixo os meus sinceros agradecimentos a todas as pessoas que prestigiam o meu trabalho.
O ato de escrever é como uma arte, tecida muitas vezes, sob um olhar crítico. Digo mais: um observar profundo que movimenta a vida, que tem um enredo, uma desenvoltura especial diante de cada detalhe que constrói o que um autor ou autora produz veementemente.
É transformador e interessante ao mesmo tempo, essa coisa da pessoa poder oscilar entre um ponto e outro. Às vezes, você começa com uma ideia seca, sabe? Com essa preocupação voltada a reflexão. Mas, no final de um texto por exemplo, pode humanizar. O início pode ser complexo e ao longo do caminho, se começa apresentar fundamentos que são indispensáveis para uma melhor aceitação e até compreensão do leitor. Às vezes, uma ideia nova muda o sentido do que se escreve e até de uma obra, a depender do autor. Claro, tudo isso, sem perder o sentido original da proposta anterior.
Para escrever não existe regras. Cada pessoa tem o seu próprio ritmo, bem como a maneira de criar. Esse detalhe é o que produz o jeito de cada um ou seja, cria o estilo do autor.
“ Escrever é uma arte. E como qualquer outra forma de criação, ela se sustenta pela criatividade, e não pela fama de quem escreve.”
Escrever exige um domínio específico sobre a palavra. Você tem que saber a utilidade do que escreve, e para quem escreve. A escrita que promove a reflexão, na minha opinião é uma resposta positiva ao mundo, as nossas muitas perguntas, as diversas formas de injustiças que se tem. Enfim, ela tem que fazer as pessoas pensarem, exprimir o que sente e imagina. Não gosto muito dessa coisa de promover culpa, angústia e medo, como temos por aí. Isso aprisiona e impõe uma lei sobre o indivíduo. É importante pensar, porque se pensando, se tem liberdade. E com conhecimento se para confrontar qualquer coisa; ao invés de se conformar com qualquer tipo de situação que acaba sendo colocada ao indivíduo.
Escrever é uma maneira legítima de contestar -, despertar. Escrever modifica quem escreve, como modifica a forma de pensar das pessoas que leem. por isso, movida por esse desejo, eu e muitos outros autores “ falamos” escrevendo.
É difícil pensar em outra maneira prazerosa de viver que não seja escrevendo; a vida por si só, carrega consigo essa exigência de pensar, falar, escrever e transformar o mundo. A minha é pela arte da escrita.
Quando se fala no direito da mulher, é preciso ter cuidado com aquilo que aparece na internet relacionando especificamente a empoderamento feminino. Muitos rostos são de mulheres que são atrizes, cantoras e influencers, com estilo de vida economicamente diferente das vida de mulheres que quase nunca aparece nesse meio; a não ser por exemplo, que sofra violência. A luta é de todas, mas há uma certa “ falsa representatividade “ quando se fala nesse tema. E por que isso ocorre? Ocorre justamente, por conta do estilo de vida de uma não ser compatível com o a outra ou seja, muitas dessas mulheres são trabalhadoras, donas de casa. Enquanto o dessas atrizes que aparecem constantes, na televisão, que dão entrevistas, fazem comercial e tudo mais, são pessoas bem-sucedidas e com comportamento diferente daquelas que nem rosto tem; quer dizer, são como grande parte da população. Elas estão na base da pirâmide; enquanto as outras, estão na no topo. Nem sempre o foco da luta é o mesmo. Enquanto se defende um empoderamento pelo viés da educação em relação as mulheres pobres, o estilo de vida das ricas, é outra realidade. A representatividade dessas mulheres,tem que ter alguém que venha da base ou seja, da camada pobre. Veja, uma mulher que sofre violência e tem uma medida protetiva, mais três filhos para cuidar sozinha, a realidade de vida dela , corresponde à realidade de vida da pessoa que tem destaque na mídia? Não. Essa mulher que é vítima da violência, ela luta pela vida e uma “ vida com dignidade”. Só que, no caso, ela acaba tendo um agravante a mais, que é a possibilidade do ex- companheiro não aceitar o que ela decidiu para si. Sim, ele pode desrespeitar e ceifar a vida dessa mulher, como tantas já foram mortas. Essas são realidades distintas entre si. O direito que uma luta, não é igual ao que a pessoa que reside no topo dessa pirâmide, defende. Essas diferenças precisam ser vistas e compreendidas.
A luta para garantir os nossos direitos se projeta num longo caminho, onde ora se avança. Ora, se tem o retrocesso destes. Mas, um dos maiores entraves, não se destina lei, mas a forma de como ainda pensamos. Assim como, a educação foi um produto caro para a emancipação das mulheres, hoje ela também é um problema para os homens que, mesmo tendo conhecimento sobre os nossos direitos, parte deles, não os respeitam. Não é à toda que muitos se tornam tão agressivos, quando no momento de respeitar o direito da mulher, toma isso como uma afronta; partindo para selvageria e até ceifando a vida dessa mulher. A reeducação é uma via de acesso para abraçar o novo e fazer com que homens e mulheres consigam viver em segurança.
É impressionante como, quando uma mulher fala sobre violência, o homem tenta calar a sua voz; tenta sobretudo, tecer comentários dentro de um formato próprio do machismo que, coloca essa mulher num campo de “ ridicularização “. Essa também é compreendida como uma forma de intimidar ou seja, a partir de como essa mulher é classificada, ela passa ser motivo de “ piadas”, “ olhares” que comunicam “ desprezo”, “ rebeldia” e desleixo; poupando assim uma forma mais “ agressiva “ de comunicar, de não aprovar a sua fala em lugares de poder. É importante falar que esse é um comportamento abusivo dentro de todo um sistema que diz “ se coloque no seu lugar “. Aqui, não se trata de um comportamento que se observa em espaços restritos, mas revela, os resquícios do machismo como disse anteriormente, em todos os lugares, e que por meio desse tipo de prática, tentar oprimir, apequenar; levando a sociedade a reagir negativamente a qualquer ação da mulher que não seja “ moldada” por um homem. Desde de sempre, a mulher foi condicionada a não pensar, veja: não é que a mulher não fosse capaz disso; ela foi “ impedida “. Essa foi uma escolha masculina; tolhindo não só a sua liberdade, como impedindo-a de ter direitos. E hoje, quando a mulher expõe o que pensa; por conta de uma educação, cujos valores são todos ultrapassados, a falácia dessa geração de homens que não foram ensinados ( educados) a lidar com essa nova mulher, ainda procura dizer “ cale a boca”. Isso demonstra a clara tentativa de deixá-las acuadas. A minha resposta sobre esse problema é muito simples, porém, mostra uma forma complexa, incrustada de poder masculino sobre o feminino em nossa sociedade. Falar sobre a mulher; falar sobre direitos e liberdade, ainda reflete essa forma impeditiva, contraditória e violenta que temos de lidar. Mas é necessário ultrapassar todas essas barreiras que tentam nos impedir, e assim continuar lutando por nossos ideais.
Uma mulher que cria uma marca pessoal forte, é um ser que deixa a passividade de lado e transmite a sua positividade através do próprio comportamento. Isso, na prática, se chama poder; poder de agradar a si mesma, de ser objetiva e pensar em diálogos que construam movimentos que ascendam socialmente uma imagem feminina bem posicionada; necessariamente, sem esta, ser violentada ou hiperssexualizada. Uma mulher não quer ser conhecida somente pelo seu corpo, nem por meio deste. Uma mulher deseja esbanjar feminilidade, mas com posicionamento, autonomia e liberdade. Essa é a condição ideal de sua plenitude. Conhecimento e poder são fundamentais para uma mulher se fazer entender ( empoderamento feminino), e respeitar esse (direito) é uma forma de não distorcer o modelo tradicional, mas abraçar a liberdade de sermos quem quisermos ser, sem parecer meras donas de casa. Esse é o nível de autonomia que nos aproxima de nós, dando visibilidade a tantos rostos e vozes enclausuradas. O branding é uma marca pessoal que você constrói através da própria emancipação; é o valor do que fica sem precisar de julgamentos, comportamentos abusivos que surgem com o intuito de nos calar. Mas, a marca que revelar o poder que temos.
Não sofrer violência é um direito seu. Não é um favor que o outro faz, ao cuidar bem de você. Um relacionamento saudável é constituído da consciência que se tem em saber valorizar uma forma de comportamento saudável, baseado no respeito e em escolhas que tenham a capacidade de promover no bem-estar do casal, assim como também da relação.
Relacionamento abusivo e violência doméstica andam juntos
O relacionamento abusivo é um acontecimento que surge por meio da violência psicológica. Ora, uma pessoa com “ ausência de consciência “ por exemplo , – o que na prática acontece nesse tipo de relação, é um ser facilmente manipulado. Marii, como ocorre esse abusos? Ocorre de forma gradativa. Há uma repetição desses abusos de modo que, após cada evento, a vítima se torne cada vez mais vulnerável. Um segundo exemplo do que falo é: essa pessoa não pensa, não age, não decide nada por si mesma. Imagine o seguinte: se houver a necessidade de “ pintar a parede da sala”, ela não opina sobre nada; quem decide é o outro. A vítima perde a poder de expressar o que pensa; ela se anula completamente. É uma coisa absurda o que acontece com essas mulheres. Veja, a manipulação acontece com homens também, mas em relação à mulher é muito mais comum de vermos, porque para “ agradar “ o marido ou companheiro no caso, é o que acontece. E se esse homem é agressivo/violento, isso se intensifica, pois ele anula /controla tudo em relação a parceira. A mulher é um fantoche nas mãos dele. É importante ressaltar que, os abusos inibem muita coisa; “ cria uma percepção distorcida da realidade “, fazendo com que a mulher precise da aprovação do homem para tudo. Vós apresento o abuso! Cuidado com o que você chama de amor, há muito relacionamento abusivo disfarçado de amor.
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