Falar a respeito de relacionamento abusivo e saúde mental é uma maneira de chamar atenção para esses problema que interferem na qualidade de vida das pessoas. Aqui, especialmente trabalhando a importância do tema “ relacionamento abusivo “, o desejo maior é conscientizar a sociedade e as vítimas desse problema , sobre a complexidade que é viver presa a uma relação doentia, que preocupa não só pelo aumento dos casos de feminicídio no país, assim como o adoecimento das pessoas. Segundo a Organização Mundial da Saúde ( OMS), uma pesquisa feita pela Covitel, em 2024, revelou que 56 milhões de pessoas sofrem com transtorno psíquico. Mais, um levantamento feito pelo Ministério da Saúde feito a revista VEJA, disse que o SUS, contabilizou 671 305 atendimentos ambulatoriais relacionados à ansiedade entre os meses de janeiro e outubro de 2024 – 14, 3% a mais que o número registrado em 2023. Como se nota, o problema chama atenção por diversos fatores que precisam de cuidado e tratamento por nossas autoridades.
Céu e inferno são criações que refugiam o conceito de felicidade e sofrimento. E a depender das intenções de seus “ administradores”, algumas pessoas podem ser felizes e outras, parecerem felizes. Quanto aquelas que não acreditam nisso, sabem que coisas boas e ruins são causadas por seres humanos.
A vida inteira você só poderá contar consigo mesmo. Não espere que as pessoas sejam capazes de fazer algo de diferente por você e pelos seus sonhos. Por isso, quanto mais consciente você é a respeito desse fato, mais fácil é seguir o seu caminho sem precisar da aprovação de ninguém.
A decisão mais importante que uma pessoa pode tomar, é fazer o que é precisa “ ciente” de que ela estará sozinha nos momentos bons e ruins. Em grande parte, a solidão irá a acompanhar nos momentos ruins, porque na bonanza, aparece gente dos lugares mais improváveis para dizer “ olha, eu torci por você!”. Esse detalhe é comum; não é verdadeiro, mas acontece. E você vai responder: “ opa!… que maravilha “, mesma sabendo que isso não é verdade. Educação, todos devemos ter para tratar as pessoas bem. Mas, nunca devemos esquecer quem esteve o tempo todo na trincheira conosco. Se você tiver uma pessoa, só ela, já valerá a pena, porque você sabe quem esteve o tempo inteiro com você, sem procurar inventar desculpas ou priorizar as próprias urgências.
Vencer é sempre uma tarefa desafiadora. Você nunca sabe se terá tempo suficiente para isso, e se “ o caminho estará sempre iluminado”. Pois, terá que aprender a enxergar na própria escuridão, sem temer. E para isso, é preciso dar um passo de cada vez, porque o outro lado, requer uma porção audaciosa de coragem. Portanto, esteja preparada para saber aonde quer chegar, e vá sem pensar se têm alguém para te apoiar. Simplesmente, faça a sua travessia carregando o necessário. No mais, se livre de tralhas que não agregam valor algum. Entenda que o que é valioso, mora em seu coração, é só isso já ilumina todo percurso a ser alcançado.
Hoje pela manhã, eu estive na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher ( DEAM) de Santarém para entregar o meu novo livro a delegada Andreza Alves. Como escritora, eu também atuo no combate a violência contra a mulher. Claro que, neste caso, escrevendo e contribuindo para essa questões importantes; alertando essas vítimas sobre a importância de denunciar e romperem com o relacionamento abusivo e a própria violência ou seja, não normalizar esses comportamentos violentos que muitas, ainda entendem como normais como por exemplo, brigas, desrespeitos, manipulação e violência psicológica que são formas impostas por parceiros abusivos, e que, infelizmente, contribuem para a violência. O relacionamento abusivo, que é o tema central do meu segundo livro, busca chamar atenção para a violência que, quase sempre vem mascarada por formas abusivas, onde muitas vezes, a vítima não reconhece como tal, como dito anteriormente, e ao prolongar ainda mais o tempo que passam nessas relações doentias, como isso impacta negativamente, na saúde mental e emocional dessas mulheres. Além, do risco que parece inviável, mas existe na prática, que é o [ feminicídio], onde essa é a última forma de violência praticada contra essas mulheres.
Alter do Chão é por si só, uma poesia redentora, Basta olhar! A sua beleza é exposta. Nada se precisa acrescentar. Não é à toa que os olhos do mundo, Se voltam para cá.
O doce mistério do rio Arrasta o nosso olhar. Em setembro, Surge o Sairé, Fazendo todo vilarejo suspirar pelo sabor do amor que acontece nas noites de luar. O espírito lascivo Invade esse lugar, E o gozo, se transforma em festa, Luz e fantasia que compõem a alegria e o sorriso de toda aquela gente que não para de brincar.
Ah, Ater do Chão , Subitamente, és feita de sol De tardes morenas
“ Eu sou uma autora apaixonada por aquilo que faço “
Marii Freire.
Esses dias me falaram você tem coragem para escrever e falar sobre “ violência contra a mulher “. Eu, sinceramente, não entendo como coragem. Mas, vejo uma necessidade de trabalhar um tema tão rico como esse, assim como ressaltar a importância do enfrentamento a essa realidade cruel e que, infelizmente, ceifa vidas diariamente de mulheres em todos os lugares do mundo.
Abordar o tema violência requer profundidade. Você precisa saber como essas situações ocorrem na prática, os cenários mais comuns que ela é maximizada, assim como qual é o grupo de mulheres mais atingidas por isso. Na verdade, todas sofrem. Todavia, não é raro entender como mulheres negras e pobres, sofrem mais com questão da violência, do que propriamente, mulheres brancas e escolarizadas. Esse trabalho de conscientização que faço é muito relevante para as mulheres de modo geral. A violência acontece de muitas formas e nem sempre, ela vem por meio de uma agressão, mas de palavras depreciativas, muitas vezes, até chegar a forma física. De acordo com a Organização Mundial da Saúde ( OMS), o Brasil é o 5º país, onde mais se mata mulheres ( feminicídio) no mundo, o que gera muita preocupação em relação a uma estatística estarrecedora que temos. Portanto, há a necessidade de olhar para algo tão impactante e trabalhar mecanismos eficazes, tanto em relação ao enfrentamento da violência, como buscar formas de diluir o efeito nefasto, do que ela causa na vidas dessas mulheres.
Os dados em relação a violência, entre elas, a violência de gênero é preocupante, e dependendo da situação, isto se torna ainda mais, porque trata de casos, onde se percebe que a mulher se encontra numa condição socialmente mais grave e desorientada ou seja, não tem como sair desse cenário devastador. Existem casos que elas podem se libertar sozinhas. Já em outros, não. Por isso, é necessário ter alguém que leve o mínimo de informação para essas pessoas que estão vulneráveis e precisando de ajuda.
Falar a respeito de violência é importante porque chama atenção também para o aumento dos numerosos de casos de feminicídio, como dito anteriormente, em nosso país. Eu fico muito feliz em saber que muitas pessoas também me apoiam diante dessa iniciativa, inclusive dizem que não conhecem ninguém que escreva em minha cidade como eu, sobre esse tema. É verdade, muitos dos escritores paraenses, desenvolvem mais um trabalho voltado a poesia local, do que trabalha um tema tão profundo como esse. E que bom que a “ Marii Freire “ veio para fazer diferença nessa cidade, assim como deixar um legado especial ao mundo. Às vezes, o que para algumas pessoas soam como desafio, para outras, é uma vocação. E não minha humilde opinião, a mais assertiva que já fiz. Não é possível se viver bem num lugar onde não existe a mínimo condição de respeito. Toda relação, ela precisa no mínimo do respeito, como um fator importante, para que haja a possibilidade de se construir um lar saudável para todos os seus membros; do contrário, não há a menor possibilidade em se falar de amor e dignidade. No entanto, infelizmente, muitas mulheres se vêem presas nessa situação.
É exatamente na ausência do amor que todo tipo de crueldade se prolifera. O meu desafio é ousar, e oferecer uma forma de ajudar essas mulheres a construir uma história digna para elas, ao invés de ignorar o perigo. Mais, é fazer com que elas tenham a capacidade própria de escrever as suas histórias de uma forma assertiva.
Um coração simples e sincero é capaz de espalhar paz sobre o mundo, mostrando que o fundamental é o que, estabelece sentido com as razões de nossa existência.
Você já presenciou uma mulher sendo agredida? Qual foi a sua reação no momento? Essa foi a pergunta que fiz as minhas seguidoras. Algumas responderam que “ sim” e, ao entrar na briga, a vítima disse para ela que “ a mesma não deveria se meter” naquela situação. Essa não é uma atitude comum. Todavia, acontece. Há situações em que, a recusa também é uma resposta que muita mulher, acaba dando de forma direta a quem tenta lhe ajudar. Veja, isso não é regra, mas acontece, e deve se respeitar o deseja da outra pessoa.
Tenho certeza de que eventos como esse, tornam- se um problema para essas mulheres que tem resistência para saírem desse tipo de situação. Evidentemente, que os motivos são diversos, e esse também é um. Mas, deve ser respeitada a vontade da pessoa. Afinal, ninguém pode forçar ela, à nada. Se a mulher, demonstra não querer ajuda, o que se pode fazer neste caso, se afastar . A ajuda é dada, para aquelas vítimas que estão dispostas a sair desse tipo de sofrimento, porque não aguenta mais ficar sendo agredida, humilhada ou viver no limite. Sim, porque isso é viver no limite também. A violência é um ato desumano. Quem que pode ser indiferença nessas horas? Você não espera a pessoa morrer para oferecer ajuda. Não, primeiro prestar socorro. Depois, é que se observa como a vida encaminha o resto. Mas, se o outro lado não tem interesse, tudo bem também.
A mulher que perdoa e decide tocar em frente esse tipo de relacionamento, não tem ideia do quanto ele é destrutivo. Ela vai passar por experiências horríveis e até mesmo, ter um final trágico, como tantos que vemos. Isso não é amor, é algo doentio. As pessoas precisam entender que, relacionamento não é viver se tratando de qualquer maneira. Quem ama, não bate; não trata de qualquer forma; não grita, não chuta. Enfim, não age como se o parceiro ou a parceira não tivesse sentimentos. Se machuca e faz isso intencionalmente, e não há reparação ou uma mudança de comportamento, não é amor. E nesse casos, insistir é se amar muito pouco. Mais, é viver com migalhas, achando que tem um banquete.
Se você vive uma relação como essa, fique atenta. O amor não exige sacrifícios dessa natureza. Neste caso, no máximo, você se perde tentando encontrar algo onde sabe que não existe. A minha dica é: goste mais de você. Se ame, se cuide. Se queira bem.
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