Alter do Chão é por si só, uma poesia redentora,
Basta olhar!
A sua beleza é exposta.
Nada se precisa acrescentar.
Não é à toa que os olhos do mundo,
Se voltam para cá.
O doce mistério do rio
Arrasta o nosso olhar.
Em setembro,
Surge o Sairé,
Fazendo todo vilarejo suspirar
pelo sabor do amor que acontece nas noites de luar.
O espírito lascivo
Invade esse lugar,
E o gozo, se transforma em festa,
Luz e fantasia que compõem
a alegria e o sorriso de toda aquela gente que não para de brincar.
Ah, Ater do Chão ,
Subitamente, és feita de sol
De tardes morenas
Suspiros
E olhos a sonhar-te
Em cada travessia.
Marii Freire. Alter do Chão
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Imagem: Arquivo pessoal
Santarém, Pá 7 de julho de 2025