Ousadia. Acreditar em quem você é, sobretudo, saber trabalhar o seu potencial, mostrando principalmente que é capaz, sem se preocupar com aprovação dos outros (essa é uma forma de liberdade a mais que o indivíduo tem) e, que aumenta a confiança não só em si, mas no que faz, atua. De modo geral, ousadia é a palavra que impulsiona a vida, faz diferença.
Não adianta buscar fora, o que você só encontra do lado de dentro. Esse é um ” não vitalício ” da vida. Infelizmente, tal detalhe, só se aprende às duras penas.
Tudo aquilo que é grande se manifesta com uma sabedoria ilimitada: rios, montanhas, florestas, planetas. Tudo é maior do que verdadeiramente, se imagina. E você percebe como tudo vive no mais perfeito equilíbrio? Resiliência – de uma ponta à outra, tudo é disciplina e equilíbrio, mesmo em movimento. Tudo encontra caminho, quando existe vontade; quando se partilha as mesmas necessidades. Todas as cabeças se alinham olhando para o mesmo céu, sol, luar, estrelas, ou força maior – Deus.
Movimento e força
O que faz braços e pernas se movimentarem na mesma direção, é o que você procura de valor nas pessoas ou situações. Se há excesso, não há faltas. A sensibilidade em relação ao outro, é o que faz com que eu e você, compreenda as suas necessidades. Sem essa pequena percepção, não se encontra grandeza em nada.
Há vida em sua volta.
Há leveza!
Existe coerência entre princípios,
Valores são inegociáveis –
Quando se sabe o que realmente se procura.
E, maravilha é saber que a vida é assim: Num instante, navegantes! Claro- pequenos, sem guia de direção. Mas, aprendendo a viver diante de toda grandeza. Resilientes diante das nossas infinitas distrações diárias. Adequando-nos ao que propõe a infinitude do que alcança os nossos olhos…observando a vida em nossa volta.
Escrever é comunicar. Mas não é só comunicar, falar, dizer; expressar o que vive de ” fora para dentro”. Escrever é sobretudo, persuadir, convencer, articular, fazer as outras pessoas acreditarem naquilo que você considerar. Quem escreve, cria, adianta uma idea – transmite conhecimento ao outro. Evidentemente que, o indivíduo gasta horas naquilo que se propõe a fazer com cuidado e responsabilidade. Porém, nesse ato de insistir, digo ” criar, procurar transmitir conhecimento, comunicar as suas ideas ao mundo, ele faz a ruptura de uma visão normal das coisas, porque ajuda o outro a questionar, no caso, vou citar aqui, o leitor. O leitor ao pensar por si próprio, ele faz os questionamentos necessários sobre aquilo que concorda, se isto é certou ou não. O que faz ” com isto ou aquilo”. – e não só isso, na maioria das vezes, o escritor, leva as pessoas às lágrimas. Ora, quem nunca se emocionou com algo que leu? Muita gente, porque em algumas situações a leitura rebobina os pensamentos, fazendo com que as emoções genuínas possam aflorar. Escrever é algo muito prazero, eu por exemplo, adoro. Escrever faz com que vivamos menos conformados com as coisas, porque amplia a nossa visão de mundo, do que acontece, do que se tira e coloca na prateleira, nesse ritmo de transformação muito rápida em que se vive. Pensar, implica numa responsabilidade muito grande, essa que é a verdade. Como? Você desconecta a pessoa, o indivíduo do ” mundo dele”, uma vez que, isso mexe com o raciocínio, e o tira do habitual. Um exemplo do que falo é, justamente, escrever para mulheres que sofrem violência! Você usa muitas metáforas da vida, do dia a dia, usa verdades para chamar atenção acerca do problema, faz com que essas mulheres enxerguem a vida, além ” do preto e branco”. Há quem se acostume à violência, outras não, você sabe que todas precisam de ajuda. E aí, você começa a trabalhar uma maneira de fazê-las pensar por si só. Então, isso é algo importante na trajetória de sofrimento dessas mulheres são longas, e não muda do nada. Muda sim, se elas receberem algum tipo de auxílio dessa natureza. E o meu papel é ajudá-las a despertar, sair daquela situação, pedir ajuda. Eu escrevo e falo, o que é mais importante ainda. As palavras precisam ser bem colocadas, porque o efeito deve causar uma boa reação ( técnica da persuasão), ajuda. Eu quero dizer que não existe fórmula mágica nisso, o que há é trabalho, técnica e paixão. ” O tempo não cura tudo”. Aliás, o tempo não cura, no máximo ajuda a movimentar a vida. Em relação ao problema da violência, eu faço a minha parte através desse trabalho de conscientização que considero importante. Agora há um trabalho muito maior por trás disso tudo que é desenvolvido por entidades, ongs, serviços especializados ao enfrentamento e na prevenção à violência, além de outros. Hoje, eu vejo que escrever foi onde descobri a minha vocação. Gosto do que faço. Aliás, essa história não começa aqui, mas muito lá atrás. O que transmito é um pouco do conhecimento que recebi na vida acadêmica. Eu só uso o senso de orientação para levar isso adiante.
Justiça e perdão podem andar juntos? É possível. Se nesse processo de obter Justiça, ela ( justiça) vier antes do perdão, a raiva pode ser processada mais rapidamente. O importante é dissipar todo sofrimento que isso gera no interior do indivíduo. Mas, nessa sequência ( Justiça e perdão), creio que o perdão é possível.
Seja sempre um bom profissional. Mas, antes de tudo, não esqueça de ser humano. Saber lidar com as pessoas é importante. Cumprimente todas, desde as mais simples, aquelas importantes. Esse gesto fala sobre quem você é, sobretudo, mostra o seu valor. Pessoas admiráveis se fazem nos pequenos detalhes. De nada adianta você ter um baita currículo, se sobre ele, predomina a arrogância.
O amor é uma necessidade humana. Mas, será que para sermos ” merecedores” dele, devemos aceitar vivê-lo de qualquer forma? A primeira experiência a respeito de amor que temos na vida, nasce com o cuidar de nossa mãe, com o carinho e afeto que ela nos transmite em gestos e atitudes. Todavia, ao nos tornarmos adultos, procuramos viver essa pautada no passado, nessa parte que parece ” faltar” em nós. É justamente, a necessidade pela completude, acolhimento, carinho e afeto que tivemos na fase de criança que, ao nos tornarmos adultos, vamos buscar respostas no outro. São muitas as necessidades que nos fazem migrar do lugar onde edtamos, em relação a quem ” elegemos” como amor. Todavia, o amor que procuramos, nem sempre se torna resposta em nossas buscas, mas desaleto, razão maior de nossas preocupações, tristezas inclusive. Às vezes, a experiência que temos a respeito do amor, na verdade, é um acontecimento falho, dolorido, algo longe do que idealizamos, ou daquela ideia que um dia nos fez sentir confortável. Ora, há quem passe a vida inteira procurando amor, e se consola com qualquer experiência negativa que tem a esse respeito, que são os relacionamentos doentias. São pessoas que se sacrificam em prol de ” agradar” ou “quer fazer-se parte de um universo que não lhes cabem”. Se observa por exemplo, que em relacionamentos doentios, essas pessoas se anulam, vivem de migalhas, e acham que “quem lhes faz sofrer, um dia possa mudar”. Então, grande parte delas, brigam, insistem em permanecer em lugares insalubres, em nome do que chamam de ” amor”. Amor que machuca não é amor, vou logo acrescentar. Amor que é amor, não comporta sacrifícios dessa natureza. É inaceitável viver assim, porque são modelos de relacionamentos que adoecem quem insiste ficar preso a eles. A máxima sobre o amor é que ele seja resposta para as nossas demandas emocionais, que sobretudo, seja calmaria, ao invés de gerar dúvidas e sacrifícios. Sabendo disso, por que tanta pessoas insistem em viver qualquer forma de amor? Será que, é por conta da busca incessante em querer encontrar fora, as respostas das questões que estão por dentro? Seria o ser humano incapaz de viver sozinho, ou ele deve buscar pelo que preenche as suas necessidades? Estaria as respostas na nossa forma de amor primário, digo ” em tudo que é genuinamente, transmitido pela nossa mãe? Ou o modelo de amor ideal vive na memória do que se cria sobre este? Há muitas perguntas em meio às nossas diversas necessidades. Desejo que você encontre as suas respostas.
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