” A mulher, com frequência refugia-se na atitude de vítima, culpando-se por sua condição, adotando precisamente o comportamento que dá sustentação ao regime patriarcal, mais preocupado em destruir do que em reunir forças e a energia da mulher.”
Paulo Freire. Patriarcado – Feminilidade. Desafios em desenvolver maiores distinções e desdobramentos da pedagogia de Freire.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Libertação. Organização: Ana Maria de Araújo Freire. 2ª ed. Rio de Janeiro/ São Paulo: Paz e Terra, 2011
Quando se fala a respeito de violência, o que se visa, na verdade, é atingir um entendimento mais profundo sobre o assunto. Você nota que, quando esse tema atravessa o cotidiano da maioria das mulheres, ele ganha força. E assim acontecendo, naturalmente, se percebe a capacidade dessa mulher em se manter a frente de suas metas. Sim, há de se falar em protagonismo feminino, isso ocorre porque há um “despertar”. De repente, a mulher já não cabe dentro daquela construção ligada ao frágil e que vive num ambiente ameaçador; pelo contrário, quando ela se atualiza, predomina o ambiente que antes, se voltava ao masculino, ganhando visibilidade e força, de modo, a ser vista, de uma maneira muito mais “admirável” pelas outras mulheres. E não só isso, além de ter o seu papel de fala e direito, ela faz com que muitas outras mulheres também atuem nesse cenário. São essas mulheres que movimentam muitas das nossas mudanças. As redes sociais, é onde notoriamente, vemos muita coisas em relação a isso. Há por exemplo, mulheres que se unem para denunciar abusos, assédios e outros. Como também há aquelas que promovem um ambiente para muitas outras reivindicações. Tudo isso nasce através do que? Da união dessas mulheres que rompem a óptica masculina de poder, e naturalmente, elas lutam pelo seu próprio reconhecimento dentro de duas pretensões. Vale ressaltar que, quando a mulher assume o seu papel de “fala”, postura e decisão, ela simplesmente, potencializa o aprofundamento na releitura da sua história. Diz-se que, ela deixa a sua versão anterior para trás, e assume o seu protagonismo, tornando-se dessa forma, admirável por ganhar voz dentro do seu universo.
Os grandes intelectuais de nosso país, não são somente as pessoas capazes de criar grandes estratégias para resolver os nossos problemas, pelo menos, os ditos ” urgentes ” …que são muitos. Mas, quem usando a razão cria “chão embaixo de nossos pés” ou seja, são aquelas pessoas que, nos ajuda a pensar, e trazer soluções (….) que façam sentido as nossas demandas.
Em face às regras de comportamento de quem não te respeita, não se cale. É importante ressaltar que o Agosto Lilás, procura conscientizar à mulher e a sociedade sobre a violência, especialmente, sobre o risco que é viver com ela. Conscientizar a mulher é não submetê-la ainda mais a essa barbaridade.
Todas às vezes que um indivíduo questiona, ele faz jus sobre algo de valor, ou seja algo/ alguma coisa que lhe é importante. É esse indagar -se que amplia o diálogo consigo mesmo. Consciente ou inconsciente, todos nós formulamos diversas perguntas, de modo, a projetar sobre estas, parte de nossos sentimentos e emoções. Então, nada melhor do que numa sociedade, termos pessoas que pensam, que não se conformam com tudo que lhes dizem, porque assim, elas se tornam menos alienadas.
” TEMOS O DIREITO DE VIVER SEM VIOLÊNCIA E TEMOS UMA LEI PARA ISSO. “
– Maria da Penha
Hoje (07 de agosto de 2023) a Lei 11.340/06 completa 17 anos. Essa é uma lei importante na luta contra a violência doméstica e familiar.
“Que sejamos livres! Que tenhamos respeitados os nossos direitos, não por força da lei. Mas que a conquista de todos direitos civilizatorios, entre eles, respeito a vida Soe mais alto do que as nossas ações primitivas. “
Marii Freire.
Marii Freire. Lei Maria da Penha/ 17 anos
Imagem: Comissão de Direitos Humanos da OAB-pa #mariifreireescritora #17AnosLeiMariadaPenha #InstitutoMariadaPenha
“O Canto de um pássaro preso parece belo. Mas, o que você não sabe é que, ao soltar a sua voz, ele não fala de felicidade. Nenhum pássaro preso é feliz. O que ele canta o desejo da própria liberdade.”
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