Você acha que veio aqui à passeio? Não foi isso, não. A vida acontece bem diante de seus olhos. E se você não souber aproveitar as raras belezas, vai desperdiçar o seu tempo, simplesmente imagino como ela é. Por isso, se mova; faça alguma coisa para valer a pena o encanto de cada por- do-sol.
“ O verdadeiro suplício tem por função fazer brilhar a verdade; e nisso ele continua, até sob os olhos do público, o trabalho do suplício do interrogatório. Ele opõe à condenação a assinatura daquele que sofre. Um suplício bem- sucedido justifica a justiça.”
Michel Foucault. VIGIAR E PUNIR/ Nascimento da prisão.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão; tradução de Raquel Ramalhete. 42. Ed. Petrópolis, Rio de Janeiro, 2014
A mulher evoluída ou a “ mulher estuda” é a representação do feminino que deveria existir desde o início da história, se os homens não tivessem tirado a sua capacidade.
“ Não há como pedir licença pra vida, quando esta é um direito.”
Você pediria licença para tomar posse do que é seu ou lutaria para fazer valer os seus direitos? Por direitos, se luta. A verdade é que não se conquista estes, “ sorrindo” ou pedindo “ por favor”. Em uma guerra, todos lutam, e a nossa não é diferente. Quem não estar conosco na trincheira, é adversário. Parece radical, mas é como se analisa as lutas, as disputas por interesses de modo geral , e até as guerras.
O mundo parece não aceitar o fato de que, as mulheres estão preparadas para lidar com os desafios. E você duvida? Elas estão mesmo. Cada vez mais capacitadas, tem- se percebido como a mulher que outrora, foi um ser colocado como “ subalterno”, conseguiu romper com a ideia da própria condição, e hoje mostra como ela é dona de um potencial incrível para gerir tudo a sua volta.
O mundo não está preparado para lidar com a nova versão feminina. A mulher que pensa, questiona e decide as coisas, assim como a própria vida “ não é vista com bons olhos”
A mulher que pensa, é a mulher que venceu a ignorância na qual, foi aprisionada há séculos, e que hoje, sabe manifestar seus desejos, inclusive, se posicionar fazendo uso da razão. A mulher é um ser inteligente e racional; diferente de toda construção masculina que, pela astúcia, condicionou a mulher conforme as próprias regras e, usa isso como um argumento válido para desconstruir o feminino, afirmando que esta é um ser emocional. Emocional, todos nós somos; vulneráveis, todos nós somos. Mas isso, depende da ocasião. Uma mulher dita “ emocional” é alguém que na gênese da sua educação teve como base fatores que geram a ideia de desigualdade. O feminino sem voz e sem ação torna- se dócil. Mas isso na prática, não significa que assim o seja. A famosa “ fragilidade feminina “, tornou-se um celeiro muito próspero aos homens, que ao administrar a ideia de que a mulher deveria ser submissa na essência, esqueceu de que pela condição “ uma boa levada” seria. Já aqueles que não se submeteram a esse tipo de prática, permaneceriam “ naturais “ sem marca de um “ dono” ou possível dono para construir um pensamento sobre ela.
Hoje, diante de tantas mudanças culturais e sociais, assim como o próprio avanço da lei que assegura o direito das mulheres, e estas, ganhando notoriedade em muitas áreas, inclusive, buscando a sua autonomia financeira, promovendo episódios próprios da vida delas; rompendo com padrões antigos; tendo liberdade para o envolvimento amoroso sexual, discutido sobre seus ideais, questionando as coisas, ao invés de naturalizar, assim como, enfrentando suas descobertas, ganhando espaço cada vez mais na sociedade ou seja liderando e resistindo a muitos desdobramentos sociais; quero dizer, desmistificando muitas construções, o que vemos, é a figura feminina num patamar elevado. O homem por outro lado, ou ( os homens contrários) a ideia dessa nova versão feminina, mostra através do machismo que a mulher tem que manter uma posição inferior, e que as regras ( as regras na mentalidade deles) não podem ser infringidas. Por isso, muitos se juntam para defender seus posicionamentos nas redes sociais ( inclusive com falas misóginas), mostrando como o pensamento do patriarcado deve ser usado para justificar a necessidade masculina de controle para satisfazer os interesses próprios, em muitos casos, burlando a lei para impor aquilo que pensam.
Historicamente, estamos vendo o feminino ascendendo em todos os sentidos, o que é gratificante a nós mulheres, que mesmo lutando e morrendo diariamente, não deixamos nossos filhos e filhas órfaos de sonhos. Mas pelo próprio exemplo, incentivamos estes, a coragem para questionar, liderar e não sermos “ vistas com bons olhos”, porque não é necessário. Necessário é, não sermos tratadas como “ bobas e dócil”; sendo obedientes a quem “ marca não não pele, mas na alma sem piedade”.
Uma mulher evoluída mexe com as estruturas sociais. As suas ideias buscam respostas ao que é incrustado na sociedade. Ainda morremos, assim como ocupamos lugares de liderança. O importante é não fugir da responsabilidade nessa luta para sermos respeitadas pelo o que somos ou seja, mulheres.
Ser firme é sobre colocar limites. E eu, não poderia ser diferente de tudo que sou e faço ( escrevo), porque a escrita é a minha voz. É através dela que posso chegar a muitas mulheres que passam por situação de violência. Esse é um motivo que me faz forte e esperança de um futuro melhor a todas nós.
Na condição de escritora e leitora, é preciso dizer que:
Temos excelentes autores. É preciso bom senso para não desperdiçar a chance que temos de estarmos conscientes sobre essas coisas.
Incentivo a leitura em todas as minhas publicações. No universo virtual principal, mas também em oportunidades que tenho de falar com o público. Não gosto de pensar em pessoas que detestam ter amizade com os livros . Ora, temos uma vastidão de bons autores e é uma riqueza muito grande poder dizer isso, porque promover a leitura e o conhecimento é o maior ganho que temos.
Quero que as pessoas leiam; leiam porque gostam e não porque veja isso como obrigação. Quero me sentir responsável também por ter conseguido ser uma pessoa que sempre incentivou a leitura. Nós temos autores geniais como Joaquim Maria Machado de Assis, Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, Cecília Meireles, Martha Medeiros, Carlos Drummond de Andrade, Adélia Prado, entre outros. Quem reúne esses nomes pelo menos uma hora por dia, tem história para contar e história com valor.
Se você gosta de literatura, seja bem -vindo (a). Aqui é o seu lugar. Eu, confesso que tenho dado destaque mais ao direito ultimamente. Todavia, beleza e vida, você encontra em muitos poemas de autores renomados que tem seu nome escrito nesse espaço.
É importantíssimo reunir esses dois temos porque toda palavra fica satisfatória e ganha novo sentido. Então, se isso despertou a sua curiosidade, leia os muitos textos, poemas , frases que você irá encontrar no blog. Aguardo também o seu comentário positivo sobre esse espaço rico em conhecimento.
Para evoluir é preciso se movimentar. Pois, a conscientização só nasce em torno de algo ou alguma coisa, quando temos insatisfação em relação a ela. Se você ficar parado ou esperando que alguém faça por você, o que é necessário para a vida acontecer, certamente, ela não vai acontecer. Se tem algo travando o percurso natural das coisas; movimente-se; reaja para modificar a situação que não está fluindo. O meu conselho é: “ arraste as correntes que te prendem” que você verá o porquê do entrave. Às vezes, é só depois de muito tentar que obtemos a resposta certa sobre os nossos problemas, dúvidas e certezas que queremos ter. Acredite: só você tem o poder para mudar isso. Portanto, não delegue o resultado do que deseja a outrem. Faça… você é capaz!
Não é, não! E isso vale para tudo, porque mostra a importância de se discutir pontos cruciais ligados a violência contra a mulher; levando em consideração a violência que ela sofre fora e dentro de relacionamentos. O “ não “ por si só, chama atenção ao que a mulher precisa recorrer como um direito; mostra inclusive, em muitos casos, o medo, a angústia, o direito de sair sem ser assediada, sem ter alguém passando a mão no seu corpo , sem a sua devida permissão. Por isso é necessário conversamos, explicarmos; levarmos informações para que a mulher possa ser respeitada, caso, venha sofrer violência de qualquer natureza, que ela venha denunciar.
Quando se fala de violência contra a mulher, há muitos fatores que podemos citar em relação a essa realidade cruel e que, infelizmente faz vítimas todos os dias. Entre esses fatores, a liberdade é um direito que esse homem goza; enquanto a mulher, não. Veja, quem apanha é a vítima; quem é violentada é a vítima e quem fica “ presa” é a vítima. Como isso acontece, Marii? A mulher denuncia o marido ou companheiro porque já não aguenta mais apanhar; obtém a medida protetiva, onde ela fica em casa, com a liberdade restrita, porque fica sempre em estado de tensão; uma vez que o agressor, mesmo sabendo que não pode se aproximar ( muitos não respeitam), invadem o lar; agridem novamente a vítima, – e em casos extremos, matam essa mulher, como ocorre com muitas. E no final, quem fica refém dessa situação o tempo inteiro é ela ou seja, a mulher. Diante do fato apresentado, que proteção segura essas vítimas têm. Você percebe como é frágil tudo isso? Se o Estado relaxa, o indivíduo insubordinado as leis, não. É preciso olhar para essa realidade de uma forma mais ampla, porque o problema não é a lei, mas a falha que acaba “ privilegiando “ o agressor.
A luta pela conquista de nossos direitos começou com a coragem de muitas outras mulheres ( sufragistas), que confrontaram os problemas de sua época – e lutaram para que hoje, ao estarmos juntas, nós pudéssemos também lutar pelas outras. E assim, continuamos inspirando milhares de mulheres para que o seu exemplo de luta fique para a posteridade.
Você precisa fazer login para comentar.