“Os tempos mudam, no devagar, tudo se comunica. Sem pressa a vida também demora para envelhecer. Até os cabelos brancos aponta os primeiros passos. Por isso, deixe o coração bater no compasso certo. Ninguém mais do que você, precisa do tempo para concordar com os processos que organizam a nossa humanização e aqueles que produzem suas próprias desordens.”
” Precisamos olhar para vida de frente, sabendo que ela mantém o mesmo olhar sobre nós. Não seria privilégio saber um pouquinho mais sobre ela; do que ela a nosso respeito, nossas angústias, nossos medos. Talvez a resposta das quais precisamos para compreender a vida, não esteja nas explicações promovida pela filosofia, mas em alguma espécie de consolo que temos perante o diálogo norteador referente, as indagações que fazemos a nós mesmos. Seria drástico demais, buscar respostas prontas, sem que estas, ao menos, pudessem corresponder aos nossos originais.
Sessões de terapias não seriam tão eficazes se a necessidade de encontrar a resposta que se precisa, principalmente, as que tocam ao íntimo, não estivessem em sincronia com as nossas crises sutis, ardil ou equivocadas. É certo que, não sejamos loucos a ponto de não reconhecer a importância de transitar sobre os nossos próprios vazios. Porém, nada mais buscamos alcançar do que, a superação terrível do que nos enche de angústia.
Se estamos insatisfeitos buscamos suprir ou estreitar o máximo possível, a relação com o que nos incomoda, seja através de diálogos, evitando decisões equivocadas ou buscando analisar quais foram os acontecimentos anteriores -, e que nos conduziram a chegar a esse estado de insatisfação. Cada qual no seu ritmo, mas cada um chegando às suas conclusões. A resposta será sempre o consolo sobre o que não temos o poder de modificar ou se [modificado] guardar consigo o tesouro em seu interior, para poder potencializar mais tarde, como guia e resposta as nossas imperfeições. A verdade é que, quando alcançamos o que buscamos, além do êxito, atingimos o ponto máximo de equilíbrio.
A arte da dúvida é o que nos faz o indivíduo questionar acerca dos seus direitos e ideias. A dúvida dar um salto para que a pessoa possa expandir em muitas questões. O fato de não aceitar tudo, mas discordar, quando perceber que algo não é correto, faz com que, naturalmente, você cresça. Pensar por si mesmo, faz com que nos tornemos pessoas menos submissas, alienadas ou ” frágeis”. O princípio da sabedoria começa pela dúvida. Não concordou, questione.
Trabalhe mais a inteligência do que as unhas. Geralmente, vemos o contrário: as unhas bem cuidadas e a inteligência faltando a desejar. Necessariamente, não que eu seja contrária as suas escolhas. Você cuida daquilo que considera como o mais importante; a escolha é sua, portanto, tem o meu respeito. Agora, uma mulher que vem ao mundo determinada e sabe escolher o que quer, sobretudo usa de recursos importantes para atingir suas finalidades, sabe que qualquer mudança significativa começa pelo cérebro, e não o contrário. O resto, conforme as necessidades, vai-se adaptando ao que precisa. A partir da recepção do que é importante pra ela, dentro do que estabelece a respeito de conquistar seus sonhos e projetos, qualquer estrutura que venha trabalhar para melhorar o seu potencial, de acordo com o que ela precisa para alongar a capacidade de atingir objetivos, fragmentar ou associar aquilo que leva a atingir a sua autonomia, é o que essa mulher irá identificar como o que tem consistência, ou seja, ela se desvincula de uma visão fantasiosa para movimentar a vida. A mulher que se põe em evidência, luta e tem coragem de construir a sua história, dificilmente, ela tem a sua imagem ligada a uma visão estereotipada que a coloca no centro da beleza. Certamente, essa mulher não é alguém que se preocupa só com esse detalhe. Ela se cuida, mas o principal interesse volta a realidade, e tudo que tem que trabalhar para conseguir “se superar” dentro do que em parte, cooperou para o seu desprestígio. O protagonismo feminino – tão caro, fala sobretudo de atitudes; fala de rebelar-se contra uma imagem convencional que foi criada a respeito da mulher. Ela não tem que ter preocupação de mostrar o tempo inteiro que as unhas estão feitas, que o cabelo é bom ou é um “ser repetitivo” para agradar a quem. A autenticidade, a cara limpa e o diálogo fraco, são qualidades excelentes. Sim, é importante falar o que pensa. Isso se chama autoconfiança. Tal leitura feminina, evidência a sua lucidez. Essa construção aliada, as muitas outras qualidades, nos fazem refletir sobre ser mulher…”empoderada “, não na posição de dominadora, o que de longe tem um perfil que denomina ameaça. Não, mas alguém que pertence a si mesma, que pensa… e é capaz.
Se o indivíduo tem dificuldade para corrigir a si próprio, somos uma sociedade desnorteada, e que se deixar sucumbir por seus dilemas. Não temos domínio de nada, nem das coisas simples que podemos corrigir em nós [ se quisessemos]. Somos simplesmente, conduzimos por meio dos passos de nossas iniciais que foram, e tem sido um marco importante da história -, e que também nos torna história, mas não evoluímos. Apesar da [consciência], somos movidos pelo uma espécie de remorso, que vem tentar modificar os prejuízos, ou àquilo que aflige o homem. O que digo aqui, necessariamente, não precisaria sair da boca de um filósofo para fazer sentido ou ser aceito por um grande número de pessoas. É visível, e o pior é que impressiona, porque reconhecer isso é muito importante; uma vez que somos indiferentes as próprias regras de uma sociedade que pouco se obedece às suas “leis”. Na prática se ostentar o nome, a dita ” capa” , mas não a conduta.
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