Não nascemos prontos, mas acredito que o ser humano, ao longo do tempo vai se aperfeiçoando. E o que sabemos é que, nós muito aprendemos durante esse processo de aprendizagem. A pessoa da Marii não sabe tudo, mas ela caminha para essa descoberta diariamente. Claro – sabendo que o amanhã será composto por novas necessidades, é isso que a faz assumir o desejo não pela perfeição, mas o de procurar melhorar. Então, diante dessa verdade, se compreende que o hoje, o tempo presente e a palavra verdadeira, são suficientes para que possamos lidar com as nossas próprias experiências e processos que nos ajudam a organizar melhor a vida. Assim como, imagine o exemplo da vela: se uma única chama me ajuda a solucionar tudo aquilo que é escuridão ao meu redor, essa “palavra” citada aqui ” chama” poderia ser substituída, por conhecimento que tenho sobre alguma coisa, o que me possibilita aprender algo novo que agrega todos os dias e faz encontrar sentido na vida
“Se uma única palavra faz sentido, ela sustenta tudo àquilo que pra você é uma verdade. Se amanhã não fizer mais, significa fizer que ” você aprenderá tudo novo de novo.”
Ora, é óbvio que o indivíduo irá aprender, já que amanhã surgirão novas necessidades. – Convenhamos, assim deve ser. Mas temos que aceitar que “nem todo mundo deseja aprender”. Eu posso dizer mil verdades a uma pessoa porque confio nela, e mesmo assim, ela decide não acreditar, mas se uma dessas mil – que foram ditas, fizer sentido; pronto, acabou. A razão é aquilo, portanto, a pessoa não contesta. A vida começa num ponto e termina no outro. Quando ao indivíduo que sou e você, circulamos de um extremo ao outro, buscando sentido as nossas perguntas.
” A consciência, a força e determinação da Maria da Penha, foram mecanismos determinantes para que ela pudesse, através do seu exemplo, se tornar símbolo de uma luta tão importante, que é o combate a violência doméstica.”
Muitas pessoas olham para o meu trabalho e dizem ” talentosa ” ou ” muito sabia!”, ou ainda ” você tem um belo sorriso!”. Gente, eu sou humilde suficiente para dizer, isso não me encanta. Em geral, são construções como essa ” completamente ” vagas” que a sociedade atribui a um mulher nova. A realidade é que, na maneira de pensar de algumas pessoas, “a mulher nova” serve para muita coisa; serve pra casar, “para arrumar marido rico”, o que não sou contra, nem a favor, cada uma é dona de suas escolhas. O livre árbitro, certamente vem de encontro a isso, ele serve justamente para reforçar essa tese que afirma que ” cada um é livre para escolher o que quer. Eu por exemplo, quero ser reconhecido como uma escritora ( não como advogada) como dizem por aí. É claro que, eu tenho uma formação acadêmica. E para escrever, necessariamente, o escritor não tem que sair da faculdade com um canudo na mão, como em qualquer outra área que se escolha. Escrever dentre muitas coisas, exige “conhecimento e sensibilidade” a causa ou “causas” que você se dedica. Claro, a minha formção acadêmica me ajuda muito, e eu amo o que faço.
A Faculdade de Direito abriu- me muitos caminhos, dentre eles, o de escrever temas voltados ao direito da mulher. Mas, voltando ao começo deste texto, as pessoas acham que faço um diário da minha vida pessoal e lanço na mídia, com a clara intenção de ganhar likes. Sinto em informar, mas não me enquadro nesse pensamento. Os temas que desenvolvo são pautados no direito, são situações que envolvem dilemas reais e que precisam dessa sensibilidade para abracá-los. A violência, é uma violação dos direitos humanos da mulher. É com base nisso, que trabalho exemplos, situações, dados reais e legais. Na verdade, eu faço uma leitura de muitos textos jurídicos, onde cito até os seus autores, como ocorre no meu livro. Mas, eu mesma, assino grande parte dos meus textos, porque gosto de escrever; a não ser que a situação mude um pouco o foco, e use a Jurisprudência para algo maior, digo ” quando consulto temas que envolvem por exemplo, trabalhos onde preciso citar Leis. No meu livro, cito autores excelentes que trabalham o tema violência contra a mulher e várias leis. Mas não é so isso, também há uma abordagem do próprio contexto histórico que fsla acerca da mulher. Então, você nota que é um trabalho compromissado com a verdade, e fundamentação é legal. De modo geral, a violência é um tema espinhoso, sensível e precisa de habilidade para trabalhar. Há inúmeras maneiras de você por isso em prática. Eu por escrever, preciso ter um vasto material comigo para externar de forma simples o que a mulher precisa entender.
O meu livro: Mulher- Do ostracismo à luta pelos direitos nos dias, apesar de conter alguns erros gráficos ( isso sempre aparece) em muitos livros, inclusive o trabalho de grandes autores, às vezes você percebe um erro impresso daquela forma, mas não compromete a qualidade do trabalho, e no meu caso isso ocorreu. Mas o que importa é a mensagem central, e forma de como ela chega até a mulher. Esse livro foi algo que me exigiu bastante. Não que eu não tenha adorado fazer esse trabalho; eu adoro escrever! Mas, falo das próprias dificuldades que foram aparecendo ao longo da obra. Todavia, estas foram vencidas. E eu escrevo, gravo vídeos com formas diferentes de mostrar a mulher as mais diversas maneiras dela reconhecer que vive em situação de violência. É um livro maravilhoso, não é porque é meu que falo isso. Mas, ele é importante porque é um alerta a todas às mulheres que vivem em situação de violência e é claro, toda vulnerabilidade que vem com ela. Todavia, para aqueles que acompanham o meu trabalho a mais tempo, sabem que eu escrevo sobre muitos temas como, autoajuda, artigos, atualidade, poesia, frases, inclusive sobre relacionamento saudável. Há um vasto material aqui no blog, basta conferir. São diversos títulos falando sobre essa questão.
” Eu não escrevo só sobre violência contra a mulher. Existem muitos outros temas; entre eles a questão do relacionamento saudável. “
Escrever é uma paixão, eu digo que é um “ofício que realmente gosto”. Já escrevi outro texto falando como se deu esse processo em minha vida. Talvez, a aproximação com os livros, já que passei boa parte do meu tempo em bibliotecas, porque nunca tive dinheiro para comprar livros que ao longo da vida de estudante foram necessários, e até mesmo acadêmica ( comprei muito pouco ) tenha cooperado para isso, digo ” tenho facilidade para escrever”. Então, estou segura quanto ao que faço. Falta-me o reconhecimento, não a competência. A competência, infelizmente para mulher em nossa sociedade, chega tardiamente. Os homens os têm, muito mais cedo que nós.
Em toda minha vida, se tem algo que exalto com orgulho são os livros, onde a minha maior referência, dar-se com base na educação. Ela nos possibilita fazer muita coisa, inclusive ultrapassar as muitas barreiras em relação às diferenças que temos. Por isso, o conselho que deixo é ” leia, leia muito”. E se você gostou do que leu até aqui, acompanhe o meu trabalho nas redes sociais, Instagram, Facebook, LinkedIn, Tik Tok, Kwai e, por favor, não esqueça de comprar o meu livro, ele pode não servir pra você, mas tem sempre uma amiga precisando.
Marii Freire. Eu não escrevo só sobre violência contra a mulher
O nosso processo sempre é evolutivo. Aliás, só tem um momento da vida onde ele finda, que é com a chegada da morte. Aí, já não tem como recuperar nada. Fora isso, encare a vida de frente e, entenda uma coisa: depois de caminhar ( seus primeiros passos), você aprende a trabalhar a sua coordenação motora. Evidente que, no sentido de aperfeiçoar, certo? Você também corre, escala, dança e faz muitas outras coisas. Então se joga na vida porque; nunca se deixa de aprender. E após tudo isso, você vai correr atrás do seu equilíbrio e a superação do medo. Aprendeu a lidar com essas coisas, simplesmente, você se transforma num tirano, rsrs…”tira de perto tudo aquilo que entende que é problema”. Sim e não, são palavras ditas constantes. Demora para chegar as próprias conclusões, porque é seu próprio guia. Mas finalmente, tem conhecimento o suficiente para ligar com tudo aquilo que se comunica. Aprender é um processo contínuo, às vezes, complicado. Porém, ajuda- nos a lidar com os nossos períodos de crise.
Na vida, é preciso saber até onde queremos chegar. Mas, não devemos traçar só os objetivos para promover os mecanismos que nos ajudam a chegar ao encontro das coisas que desejamos. É preciso que nesse trajeto consigamos sobreviver – e nos proteger de tudo àquilo que venha se tornar contrário a nós.
Como nem tudo são flores, a gente planeja muita coisa; ria, se diverte, se emociona. Mas quando a leitura do que planejamos vem diferente do que se espera, surge a frustração, a raiva, as previsões erradas. O ser humano tem um bloqueio diante da pressão do que não consegue lidar, ou das coisas que lhe fogem do controle. A verdade é que temos medo de não dar conta, mas só insistindo é que se consegue lançar mão dos medos, e buscar os sonhos.
Seguir e ressignificar
Seguir e ressignificar a própria históriada é uma oportunidade para caminharmos rumo aos nossos propósitos. É exatamente isso. Seguir e fazer revisões necessárias para não sucumbir diante do que nos falta coragem e discernimento na maioria das vezes. Como assim? Você tem coragem para seguir, lutar pelos teus propósitos? Então estes são partes importantes da trilha. Agora, terá que aprender a lidar com os desvios para superar cada dificuldade. Pois do contrário, elas muda todo os seus planos.
” Se você não conhece o caminho, torna-se quase impossível traçar os desvios “
Eu falo de maneira figurada! Nem é preciso ser uma pessoa boa de leitura para identificar isso. A verdade é que, é precioso saber onde se deseja chegar, e durante o curso desse caminhar, reunir forças para não ceder as pressões. A primeira delas é brigar com a sua mente. É preciso dedicar-se a geografia interna – sabendo que os passos mais longos, serão dados pelo lado de dentro. Você tem dúvida? Tenha certeza disso. É assim que se consegue olhar para os abismos e vencê- los. O que irá prevalecer sobre a sua mente é o ponto de chegada, fixe nele. Graças a essa percepção sensível e antecipada da vida, além de um tempo árduo de dedicação, isso te leva ao final. A diferença entre o começo e o fim, é não desistir.
A expressão Lawfare surge da junção de law que representa ( lei) e a expressão warfare ( guerra), ou seja, a lei usada no sentido de guerra, no de ferramenta para perseguir indivíduos. Neste caso, basicamente o lawfare de gênero, acaba sendo traduzido como uma arma de perseguição às mulheres operadoras de direito que trabalham para ajudar vítimas de violência, como a prática que vem acontecendo com a ex- Promotora Gabriela Manssur (jurista, política e, ao mesmo tempo ( advogada) conhecida por atuar em referência contra a violência à mulher. Neste caso, especificamente, refiro-me a matéria da Folha de São Paulo – Mônica Bergamo e o caso de Thiago Brennad que virou réu, onde responde por ação promovida por Gabriela.
O lawfare nada mais, se trata do que “ataques a essas profissionais” como é o caso de Gabriela, que vão desde, a tentativa de intimidação, silenciamento e processos que tentam de alguma forma, paralisar o trabalho dessas pessoas que se comprometem em defender às vítimas de violência.
É importante ressaltar que dentro dessa tentativa de parar a profissional do direito, essas ações vêm permeadas de misoginia e certas discriminações, que procuram desestabilizar o psicologico dessas profissionais, além de desvalorizar e mudar o foco de atenção por parte de quem o pratica.
É sabido que a lei é o instrumento pelo qual se garante a justiça e a igualdade entre os indivíduos na sociedade. E sem isso, o advogado, o promotor ou mesmo o juiz fica impossibilitado de trabalhar. Então, quando há processos que geralmente, têm grande repercussão na mídia, e a pessoa que responde pelos seus atos é poderosa, ela procura tratar com violência o profissional que atua de frente com esses casos, onde a tentativa vem em forma mais agressiva, que é a intimidação e alegações de vingança.
De de acordo o ( jusbrasil.com.br) ” o lawfare de gênero não pode ser confundido com a lógica busca pela justiça em casos reais de violência ou discriminação de gênero “. Em muitas situações, é preciso que a justiça garanta a proteção, bem como a igualdade entre as partes. Além disso, é necessário uma análise criteriosa, para não promover acusações infundadas, além do devido cuidado para não prejudicar pessoas inocentes, ao mesmo tempo em que, se promove a justiça e reforça a credibilidade do sistema judiciário brasileiro, oferecendo a oportunidade de todos terem seus casos julgados de forma justa.
É importante que todo profissional de direito exerça a sua função sem a intimidação ou ataques ferindo a sua dignidade. Vale lembrar que todos os profissionais estão prestando um trabalho a Justiça e cumprindo o seu papel perante a sociedade.
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