Clarice Lispector

” Sempre conservei uma aspa à esquerda e outra à direita de mim.

Clarice Lispector

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Marii Freire

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Santarém, Pá 21 de dezembro de 2023

Os desafios para saúde ao se viver um relacionamento doentio

A mulher que vive um relacionamento doentio ( relacionamento que tem a presença da violência doméstica), vez outra, ouve frases como “você é louca”, é ” uma inconsequente”, não pensa nas coisas antes de falar “Você é emocionalmente exagerada “, fica com as suas neuroses falando inverdades, procurando se vitimizar e gerar desconforto na relação. Você não vê que isso nos afasta? Assim age o manipulador emocional diante de sua vítima. A mulher por sua vez, diante desse tipo de investida pesada por parte do companheiro, fica com vergonha por achar que realmente causou algum tipo de desconforto e se retrai. Como de costume, ela acaba alimenta o sentimento de culpa e pede ” desculpas ” pelo que não faz.

” É muito comum o manipulador emocional aproveitar da fragilidade da vítima para tirar vantagens. “

Veja, a minha intenção nesse texto, é mostrar na prática a hipocrisia que há na intimidade dos relacionamentos, principalmente, no âmbito íntimo que por vezes, se mostrar tortuoso. É muito comum o parceiro abusador, usar de artifícios traiçoeiros para dissuadir a vítima. Ela por sua vez, tomada pelo sentimento de culpa como falei anteriormente, se sente despedaçada, fragilizada, sem forças para reagir diante as investidas do manipulador, que se aproveita da pobreza intelectual dessa mulher em muitas situações e, fantasticamente, a manipula conforme sua vontade, se sentindo assim cada vez mais otimista porque sabe que ela sempre irá ceder ou se permitir aos abusos.

Dentro de relacionamentos doentios os abusos são comuns

Toda mulher que vive um relacionamento conturbado, ela acaba se permitindo passar por falta de desrespeito; não que ela deseje isso, mas por uma questão de falta de senso do outro, digo do ” parceiro abusivo ” que a vê como um ser muito pequeno na relação. Na verdade, esse homem ora, lhe trata bem. Ora, lhe trata de forma grosseira. Coisas como: Você é linda, meu amor”. Ou de repente: O que você está fazendo sua louca?”.

Essa cena não repete só uma vez, mas em série de modo que isso causa uma confusão mental. É importante ressaltar aqui, que todo manipulador, ele induz a vítima acreditar que a culpa por qualquer situação ruim que aconteça é dela ou seja, é a mulher que provoca. Nisso, ela vive muito tempo, registrando intimamente essas situações corriqueiras, de modo, a se reproduzir no inconsciente uma voz que a condena, ao mesmo tempo, a fragiliza. Mas o que ela não percebe é que, vai perdendo o gosto pela vida, vai deixando de reagir as provocações, os maus- tratos, a violência psicológica que é sutil, mas acontece com frequência por exemplo, os xingamentos e uma série de situações que vão a destruindo por dentro. Quando essa mulher percebe ela apresenta um quadro crítico de ansiedade, depressão e síndrome do pânico ou seja, tudo fruto da violência que sofre e, renuncia em nome do amor que sente.

Vítimas de violência doméstica desencadeiam uma série de doenças que vão aparecendo aos poucos. No entanto, sem que na maioria das vezes, elas percebam a saúde mental e psicológica, fica comprometida. Isso vale até para o relacionamento abusivo que deixa também muitas mulheres fragilizada.

” Segundo uma pesquisa da UNB, a violência contra a mulher tem uma alta correlação com transtornos mentais. “

Muitos transtornos mentais são desencadeados por conta da violência doméstica, em especial no tratar a questão abusiva que muitos homens usam essa questão como uma necessidade de se afirmar, de impor e tentar tratar a mulher como se escrava fosse, onde ela tem obrigação de obedecer e servir.

Masculinidade X Machismo

” Segundo Luciano França Ramos, masculinidade e machismo são termos distintos entre si. Luciano diz que a masculinidade é uma construção social, performance do homem em ser homem na sociedade e que ela chega ao Brasil por influência da visão europeia que estimula o homem a seguir um modelo de masculinidade ideal”.

Todavia, o que se aprende a respeito dessa masculinidade é que ela é tóxica, abusiva e violenta contra a mulher. Pois uma vez, quando não adoece a mulher, ela ceifa as suas vidas por meio de ações que vem através de parceiros abusivos.

A relação de desigual das mulheres em relação aos homens colabora para que muitos conflitos possam surgir, entre eles a dificuldade de comunicação. É claro que em muitas relações há o equilíbrio entre os parceiros, mas num relacionamento abusivo ou doentio, isso é inviável porque os agressores seguem um padrão de comportamento que é universal; que no caso, pode ser de uma parceira também que pratica os abusos e nãosóo homem. É importante ressaltar que essa situação serve tanto para homens, quanto para mulheres. E a depender do momento da tensão, tudo pode se tornar crítico, até que se rompa esse ciclo.

” Quando se trata de violência, o que se vê, são mulheres incapazes de reagir. “

Há inúmeros motivos que cooperam para essa lista que dificulta esse ” não reagir ” da mulher. Por se sujeitar aos caprichos desse homem – que mesmo sofrendo, os ama. O silêncio por conta do medo, a dificuldade financeira, a dependência emocional, vergonha dentre outros. O que é importante dizer é que há muitas mulheres machucadas e que se apequena também para caber em lugares que elas são pouco toleradas. E apesar de muitas se sentirem sufocadas, por se sentirem também enfraquecidas, não reagem, se sujeitando a viver o ” amor” que nutrem por homens que elas elegem, de qualquer maneira.

Marii Freire. Os desafios para saúde ao se viver um relacionamento doentio

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Santarém, Pá 21 de dezembro de 2023

Cuidado com o que você chama de amor

Cuidado com o que você chama de ” amor”. Isso mesmo que você leu! Tem muitas mulheres submetidas a condições desumanas para continuarem casadas. Há religião que encobre crimes quando dizem que a mulher deve orar, ao invés de encorajá-la a ir numa delegacia. Isso não tem relação com o fato de cumprir a vontade Divina, mas a condição imposta por homens a essas mulheres que raramente, esboçam algum tipo de reação.

É importante tocar nesse assunto atrelado ao religião; uma vez que, sabemos que é ( delicado). porém, necessário, e que requer uma mudança de mentalidade para ajudar essas mulheres a não terem que se sujeitar a viver de qualquer forma dentro de um casamento, onde ela é desrespeitada. Claro, hoje por conta do direito e toda uma pressão para que o direito humano da mulher seja respeitado, já se nota algumas atitudes, ainda que tímidas, em relação a essa questão, que se concretizar, principalmente, no sentido de vermos alguns líderes religiosos tocarem no tema com seus fiéis, em especial, falar diretamente à mulher. Mas, na prática, há uma grande resistência que faz com que muitos, sejam contrários ao fato de ter que colocar essa mulher não de pé ( como deve ser), mas de joelhos diante daquele que a fere ( esposo) por mera conveniência.

” Cuidado com o tipo de amor que machuca e, ceifa a vida na sua última instância “

O amor é a base de toda transformação humana. É por meio dele que podemos ser inclusive, mais humanos dentro de nossas ações, e não usá- lo como meio para impor limites perante aos próprios interesses a quem dizemos amar. Amor definitivamente, não combina com dor.

Não podemos negociar o amor de Deus com a falta de respeito para com essas mulheres; não podemos encobrir crimes, porque assim, estaríamos negando ao próprio Cristo. Uma coisa é o amor, o casamento e fato do casal viver bem. Se isso é impossível, não se pode mudar ou atribuir a responsabilidade do casamento à mulher; tanto que a relação é formada por duas pessoas; e não somente por aquela que ” se ajoelha e ora”, pensando que vai modificar o desvio de caráter do companheiro agressor.

É importante ressaltar que, o amor, inclusive o de Cristo, não tolera falta de respeito e dignidade de ninguém. Por isso, compreenda que o amor, vem de quem decide pousar a nosso lado; de quem nos proporciona respeito e segurança

Marii Freire. Cuidado com o que você chama de amor.

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Santarém, Pá 20 de dezembro de 2023

Alma

Tudo o que fizer, faça com a alma. Seus feitos, florescem transbordando toda essência que emana do seu interior. Uma pessoa que fala, ela declara. Mas uma pessoa que sente, ela transborda tudo aquilo que vive guardado em seu íntimo. Por isso, a alma revela as intenções do coração de cada um. Não há beleza; não há leveza que possa ser exposta, se nós enquanto seres humanos que somos, não temos essa condição para oferecer ao outro um pouco do fruto genuíno de nossas ações. É assim e, só assim que podemos ser vistos verdadeiramente. A alma é um tecido fino que reflete toda beleza de nossa essência.

Marii Freire. Alma

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Santarém, Pá 21 de dezembro de 2023

Violência Contra a Mulher



NÃO SE CALE
NÃO SE ENCOLHA
NÃO RENUNCIE SEUS DIREITOS

Quando se trata de violência é importante a mulher tenha consciência e saiba se posicionar. O que não pode é ficar se encolhendo e continuar apanhando e sendo violentada como muitas fazem. Quando queremos igualdade, justiça e respeito, nós aprendemos a dizer ” não!” É essa consciência que ajuda você lutar por seus direitos e ser digna deles.

Marii Freire. Violência Contra a Mulher

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Santarém, Pá 20 de dezembro de 2023


#mariifreireescritora
#violenciacontraamulher

Relacionamento Abusivo: A mudança deve começar por você.

” Eu vejo sempre as mulheres reclamando de seus companheiros por apresentarem um comportamento abusivo dentro de suas relações amorosas. Ora, quem deve mudar é a mulher diante de coisas que não estão de acordo com o que é bom pra ela. Eu sei que muitas desejam que seus parceiros mudem. E alguns, até fazem isso, quando de fato, se dispõem a essa mudança. Todavia, em muitos casos, é a mulher quem deve procura abrir mão do que a machuca e a violenta. Por incrível que pareça, o que vou dizer aqui não é novidade, mas essa realidade, atrelada ao homem e a questão do poder que o usa como quer, inclusive para ferir o ser amado, vem de uma construção cultural, onde esse homem para mostrar que é homem de verdade, tem uma masculina exacerbada que ao invés de mostrar essa hombridade de forma correta com a sua parceira, ele revela justamente, o contrário disso, por meio de ações que agridem essa mulher.

” O amor não machuca”

O amor não machuca, mas um relacionamento abusivo, destrói os sonhos de qualquer pessoa principalmente, aquela a quem dizemos amar. Quando se fala em relacionamento abusivo, vê-se, cada vez mais conversas ligadas ao tema, e que muitas situações têm ganhando espaço para debate em meio a poucas mudanças. Na realidade, o homem não tem muita preocupação em querer mudar a repetição desse padrão que evidência o comportamento abusivo. Claro, o que digo não se aplica a todos os homens, mas a maioria, sim. Então, se essa mulher que mesmo amando esse homem, – e por amor (permite) ser trata de qualquer maneira, ela acata o que ele faz. Mediante isso, qual é a mensagem que ela emite diante dessa postura? A de que, ele continue investindo nessa forma escrota de lidar com ela. Infelizmente, essa máxima é a que mais se aproxima de toda atrocidade que, ainda ocorre em relação à mulher na nossa sociedade. Agora, a medida em que ela [desperta] e diz ” você não irá me oferecer esse tratamento pela segunda vez” ou seja, ela mesma passa a cuidar de si, e decidir sobre a forma igualitária que deseja vivenciar naquela relação. Neste caso, eu figo que “essa mulher acaba se impondo de forma respeitosa”, porque expressa a sua vontade, invés de baixar a cabeça.

FALE AO INVÉS DE BAIXAR A CABEÇA

” A mudança que a mulher deseja nesse sentido, não virá por meio de uma forma ilusória. Ela não pense que ” ao ficar olhando para o horizonte, enquanto digere os problemas internamente…” estes, irão ser solucionados. Ledo engano! Enquanto você tenta acalmar os conflitos internos, na maioria das vezes, adoece, porque não consegue diluir os seus efeitos do que os abusos diários causam no seu psicólogo.

É importante saber que em todo relacionamento abusivo, as duas partes estão doentes porque dentre muitas coisas, elas se agridem de modo que para certificar algo, uma precisa diminuir a outra. Todavia, aqui abro um parêntese para falar ” em especial da mulher ” que acaba sendo a maior prejudicada. Historicamente, as mulheres sempre se calaram para manterem o bom funcionamento da relação ou dizerem que tinham relacionamentos duradouros perfeitos. Creio que muitas tinham, Porque parte não restava nenhuma alternativa, além do silêncio, elas se acostumaram ” perdoar ” esses homens que, insensivelmente, continuam repetindo esses padrões de comportamento agressivo que visa, anular os direitos dessas mulheres, desqualificando entre outras coisas, não só as suas qualidades como a própria fala.

” As loucas, nunca foram loucas”

As mulheres ditas loucas, histéricas e até “lunáticas” dentre outras formas pejorativas de ser tratadas, são as mulheres que foram colocadas ( como muitas ainda são) num plano inferior. Coisas que remete a memória de toda uma herança cultural ligada à negação de direitos femininos. Apesar do uso de diversas formas de qualificar o nosso bom e velho ” canalha” como ” narcisista ” e até ” psicopata ” que são termos mais profundos e merecem uma melhor análise para a maioria de exemplos relacionadas a situações ligadas a relacionamentos doentios, nem todo homem faz jus a esses termos, quero dizer ” nem todos são psicopatas ou narcisistas “. Evidente que tem pessoas que entram numa relação com o intuito de manipular mesmo, são os chamados ” narcisistas perversos “, mas a maioria é canalha. Neste caso, é importante sabermos como cada um atua para não fazer comparações embaraçosas. O manipulador emocional por exemplo, ele atua diretamente na mente da vítima, o poder dele sobre ela reside nesse sentido. O canalha não, o calha bate e justifica que bateu porque a vítima no caso, procurou tomar um safanão. Aí é demais! Você percebe como a forma de agir é muito clara. E quem não sabe identificar tudo isso, realmente fica confusa.

” Não basta idealizar o parceiro, é preciso conhecer a sua maneira particular de agir ou melhorar, de lhe tratar.

Eu compreendo que todos nos tenhamos problemas, mas isso não permite a mim por exemplo, tratar a quem digo amar com inverdades ou formas que venham lhe causar algum tipo de transtorno. Se por acaso, eu digo ” meu amor eu te pego às 21: 15 hs para irmos jantar juntos, o que se espera é que de fato, eu esteja nesse horário e bem alinhada. Eu não posso aparecer, meia hora depois cheirando a perfume de motel e cabelo desarrumado. – você compreende o que digo? O que falo deve permanecer intacto diante do meu comportamento e da minha maneira de agir. Se eu deixo a outra pessoa me esperando, e chego desalinhada, a outra pessoa irá perceber e fazer as perguntas certas. E se eu não souber ou tiver a capacidade de responder, certamente ” a louca ” serei eu, por tentar enganar; não quem foi recíproco comigo perante o que foi combinado. Todo relacionamento sobrevive principalmente, de acordos e “acordos cumpridos “. Se há falha, é importante corrigir para que o casal possa viver harmonicamente.

Vale ressaltar que o amor sobrevive das coisas boas que acontecem na relação. E que numa relação doentia, não há preocupação para consertar as coisas que merecem atenção. Muita gente briga, xinga o outro sem medir o grau de devastação que esse tipo de abuso causa no psicológico. A coisa real, é visível mesmo. Para e pensa quantos casais não vivem assim? A mulher precisa compreender que ela não tem que se sujeitar a nada. Quem nos ama, não procurar agir com desrespeito, com abuso, maus tratos. Tudo é muito perceptível. É no dia a dia que nascem os abusos. Aprenda a dizer não. Diga: ” não quero “, me respeito porque eu não sou qualquer pessoa na sua vida; pelo contrário, estou nela para somar e quero que você também possa somar na minha. Amor começa pelo nível de consciência sobre coisas que não podemos negociar. A gente, até vive sem o amor do outro, menos sem o nosso.

Marii Freire. Relacionamento Abusivo: A mudança deve começar por você

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Santarém, Pá 19 de dezembro de 2023

Marii Freire

Tem sorriso que a gente só consegue expressar depois que alcança um certo nível de maturidade. Felicíssima por hoje sorrir de ” orelha a orelha!”

Marii Freire

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Santarém, Pá 19 de dezembro de 2023

Amar o que se faz

” Amar o que se faz, viabiliza o caminho para o sucesso. Independente de alcancá-lo ou não, ao amadurecer, você tem a certeza que exerceu a sua profissão com amor.

Marii Freire. Amar o que se faz

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Santarém, Pá 18 de dezembro de 2023

Ouse

” Às vezes é só você. Portanto, ouse!”

Marii Freire. Ouse

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Santarém, Pá 18 de dezembro de 2023

Darcy Ribeiro

Darcy Ribeiro

” Nós, brasileiros, nesse quadro, somos um povo em ser, impedido de sê- lo. Um povo mestiço na carne e espírito, já que aqui a mistiçagem jamais foi crime ou pecado. Nela fomos feitos e ainda continuamos nos fazendo. Essa massa de nativos oriundos da mistiçagem viveu séculos sem consciência de si, afundada na ninguendade.

Darcy Ribeiro. Confrontos.

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. 3 ed. São Paulo: Global, 2015

Marii Freire.

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Santarém, Pá 18 de dezembro de 2023