O Dia Internacional da Mulher tem o intuito de trazer reflexões importantes sobre a luta pelos nossos direitos. Não se trata de uma data comemorativa somente, mas de muitas reivindicações. Pensando nisso, eu quero saber de você: O que falta para a mulher ser tratada com mais respeito e ter os seus direitos respeitados?
Eu me deparo todos os dias, com mulheres dizendo que não conseguem parar, sobretudo, não conseguem por fim ao relacionamento abusivo que vivem. E a resposta é: ” Conseguem!”. A mulher precisa compreender o que causa a sensação de insegurança e medo. Não basta se idolar, associar o sofrimento à purificação do sentimento, pensando que o parceiro/parceria vá mudar. A mulher tem que enfrentar os seus medos físicos e psíquicos, em muitos casos, quebrar o silêncio; movimentar-se mesmo dentro daquele ciclo vicioso. Quando mais cedo, ela consegue sair disso, mais acaba se afastado do agressor; criando assim também a possibilidade de não sofrer violência e, acredite: fazer com que, essa violência possa evoluir para um feminicídio.
As pessoas testam o seu limite. Elas, procuram averiguar até o último minuto, o quanto você tolera, permite – o que você deixa passar em seus filtros. Às vezes, as relações humanas precisam chegar ao extremo da autenticidade, para que elas ( pessoas), sejam capazes de fazer, coisas simples; não por consideração a você, mas porque já não encontram alternativas para continuar testando até onde chega, o máximo de sua lucidez.
Uma forma de diminuir a violência contra a mulher em nosso país? É criando oportunidades para que elas possam se sentir mais humanas; tendo entre muitas outras coisas, os seus direitos respeitados. Assim, todas irão se sentirem mais seguras.
Marii Freire. Violência Contra a Mulher/ Via Facebook
Quando falamos de fé, estamos acessando um fio imaginário, que nos conduz a Deus, ao universo, a natureza ( não sei o que você se apega) nos momentos em que a razão deixa de fazer sentido na sua vida. Mas te garanto que, sem essas linhas imaginárias o ser humano não sobrevive as duras provas.
Parece estranho dizer, mas do mundo interno, muito se vive; vive e é nele que buscamos sustentação para deixar de pé a nossa carcaça. São nas estradas não geográficas, mas psíquicas que lidamos com as nossas maiores adversidades.
” As adversidades cuminam para o mar de incertezas.
Sem refúgio e abrigo, o ser humano precisa buscar por reservas que preencha as suas lacunas emocionais, que o torne mais próximo e semelhante AQUELE que o criou, e sustenta todos os dias. É impossível não falar de grandiosidade e deixa de olhar para própria pequenez, fazendo desta, o caminho que lhe faz andar pela fé e ser íntimo do CRIADOR.
Quantas vezes, abatidos estamos, vulneráveis a ponto de desistir (…), mas vem a mão de Deus e nos mantém de pé. Há ocasiões onde, você sai de casa e corre risco de vida. – Ou vai me dizer que nunca passou por situações, onde diz nunca ter precisado falar com DEUS ou uma força sobrenatural em que se agarra? Eu mesma já pensei inúmeras vezes: ” Aqui é o Fim!”. Quando criança quase morri afogada. Na época, brigava com o meu irmão, e por descuido da minha parte, escorreguei na beira de um lago, onde se naquele lugar, não houve palhas secas e ( já em estado avançado de decomposição pela natureza), eu não tivesse me agarrado naquelas palhas se soltando, mas algumas, ainda presas sob os galhos fininhos de vegetação natural que existia ali, certamente, nesse momento, vocês não estariam lendo esse texto. Eu olhei para aquela água barrenta, – a ponta dos meus dedos, podiam tocá- la. Meu irmão com 7 ou 8 anos de idade me olhando e eu fechei os olhos e disse: ” Deus…Ainda não! ” e, fui milimetricamente puxando com toda vagareza do mundo que pudesse aquelas palhas junto com a vegetação. Sim, uma pegada forte seria fatal ( devido o desespero), o que é normal em momento como esse, arrebentaria aquele suposte…que na verdade era a mão de Deus, segurando a minha para não cair.
Fé é uma coisa incrível, uma experiência única e inexplicável. Só quem vive entende o quanto é grande essa força que ninguém enxerga e qualifica. Mesmo hoje, depois de adulta, eu “já sobrevivi muitos naufrágios!”, tanto quantos vocês que leem esse texto, e digo sem dúvida nenhuma, se nao fosse…o poder desse fio imaginário, o agir de Deus não faria sentido em minha vida.
” Fé é o que nos sustenta em todas as situações. “
Por menor que seja a sua aproximação com Deus, é sobre esse pequeno espaço, essa linha ou fio imaginários, como queira chamar, é que todos os dias damos os nossos passos rumo ao impossível.
Cuidar e descuidar-se, Aceitar ou indignar-se, Diante do tempo que tudo cabe, – e não sabe. Todos nós, chegamos aqui sem saber, sem pressa para muita coisa compreender.
Mas é no itinerário da vida que nos cuidamos e descuidamos, Ficamos afoitos, lentos, vagos…mudos! Às vezes, pensativos, raivosos, amáveis – dormimos com os dois olhos abertos e mesmo assim – caímos em tocaias. É quando todos dizem: ” domistes foi sono profundo ” – perdeu ás rédeas da situação e por isso, caíste do eixo da estrada. Ora, eixo, ora… _ estrada.
– Tempo…quem conta?
Densos de raiva, a gente distorce o caminho Mesmo que se tenha andado quilômetros, _ O que importa é acordar da má sorte, das balas noturnas, das facadas que entram por meio de abraços cheios de anestesias.
É assim que continuamos apressados, Alçando voos, Atravessando léguas! Quando nos deparamos, já estamos carregados de promessas, imagens de Santos! Eita mundo pedidor de esmola! Só nos atente em meio ao justificável.
Pega esta flor! Ela simboliza o que somos. Ora, inteiros…caminhando em direção ao Sol. Ora, desprovidos de Sorte. Mas com uma beleza no coração que, não vale a pena dar esse gosto de deixar nos arrancar uma …pétala a mais – quem quer que seja! Vale sim, sorrir…
” Aprender que a beleza da vida, Dar-se nos pequenos momentos em que, Podemos nos cuidar, Sendo assim generosos conosco, Voltando sempre para casa, Onde ocorre o nosso verdadeiro encontro. É isto. Voltar para casa, acaba com todas as nossas procuras
” Sábio é aquele que aprende com as situações, sem modificá-las. Aliás, ninguém as modifica. Mas, se aprende a conviver com elas. Ora, o passado e o presente nos acompanham o tempo inteiro, – um reside no outro. É por isso, que constantemente, estamos em contato com as coisas que nos aflige, e que não aprendemos com elas, tornando a repeti- las em muitas ocasiões. Mas, chega um ponto em que, o ser humano tira uma lição positiva de todas as suas experiências. E uma vez; ciente do que não pode modificar, ele passa a se relacionar melhor consigo e com essas coisas, ou seja há uma forma de aprendizado ali, onde se compreende que, se pode buscar vários subterfúgios para viver, mas no final, não podemos fugir de nós mesmo.
O direito da mulher deve ser respeitado todos os dias, e não somente em datas e meses específicos do ano, como é março – mês em que ocorre uma importância maior em relação ao combate à violência. Precisamos falar de violência todos os dias, porque o problema ocorre o ano inteiro. Mas, por conta de campanhas com discursos fortemente acolhedores, ao mesmo tempo que fala de enfrentamento à violência, a televisão, a Internet, entre outros, acaba dando uma ênfase maior ao problema, assim como à mulher em nosso país.
” Março não deve ser lembrado como, o único mês, onde homens e mulheres têm os mesmos direitos. “
Apesar de uma explosão de informações, precisamos compreender que a importância dada à violência contra a violência, é algo que deve ser levado à sério, e precisa ir além de uma data, além de ações que tenta nos convencer do óbvio: A vida é um direito, e as nossas atitudes no sentido de combater o problema deve ser uma constante. Ainda que haja um grande empenho nisso tudo -, como debates e outras ações que procura promover o conhecimento e a segurança da mulher, bem como o caminho para o enfrentamento da questão, precisamos trabalhar essa realidade todos juntos. E isso começa pelas nossas escolhas como não promover discursos agressivos, criar situações que inferiorizam a imagem da mulher, não a objetificar, diminuir as suas qualidades. Mas, cria diálogos para espaços mais seguros, começando pelo lar, já que é nele onde ocorre as maiores angústias.
Creio que toda sociedade ganha quando ela de fato, assume esse compromisso. Do contrário, os números em relação à violência vão mostrar exatamente o mesmo resultado, ou seja ” um resultado negativo “, o que faz com que, entre outras coisas, a mulher continue reivindicando seus direitos em relação a essa situação emblemática que, infelizmente, se esconde por trás de suas dores. O feminicídio nos chama atenção todos dias! Quantas mulheres são mortas por questão de gênero ou por ter nascido mulher? Quanto corpos sem vozes! Você compreende a complexidade do problema? O exercício pela vida é diário num país que ocupa o 5⁰ lugar no Ranking Mundial de mortes de mulheres. Há uma insegurança que a própria sociedade reproduz ao compartilhar fotos de nossos corpos, criar discurso que relativiza àquilo que é importante para nós, e em muitas situações, não respeita o que pensamos. O problema não é só dentro de casa, mas fora dela.
A construção para uma sociedade mais justa e igualitária, é respeitando o que nos assegura a lei, bem como nos enxergando e dando voz.
Você precisa fazer login para comentar.