Aqui morava um rei quando eu menino Vestia ouro e castelo no gibão, Pedra da Sorte sobre meu Destino, Pulsava junto ao meu, seu coração. Para mim, o seu cantar era Divino, Quando ao Som da viola e do bordão, Cantava com voz rouca, o Destino, O Sangue, o riso é as mortes do Sertão.Continuar lendo “Ariano Suassuna”
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Milton Nascimento
Por tanto amor Por tanta emoção A vida me fez assim Doce ou atroz Manso ou feroz Eu, cacador de mim Preso a canções Entregue as paixões Que nunca tiveram fim Vou me encontrar Longe do meu lugar Eu, cacador de mim Nada a temer senão o correr da luta Nada a fazer senão esquecerContinuar lendo “Milton Nascimento”
Pessoas rígidas
Dificilmente vemos uma pessoa rígida desarmada. Em geral só as crianças e os animais conseguem extrair um gesto de bondade vindo delas. Não se sabe exatamente porque, elas não costumam reagir a estímulos. Elas só são inteiras para aquilo que se mostra inteiro, verdadeiro, puro, genuíno consigo mesmo. Pessoas rígidas, só conseguem impor as suasContinuar lendo “Pessoas rígidas”
Mário de Andrade
O passado é lição para se meditar, não para eproduzir. ” E tu che sè costí, anima viva, Pàrtiti da cotesti che son morti “ Mário de Andrade. Textos Selecionados . Versos de Dante. ” E tu que estás aqui, ó alma viva,/ De entre estes que são mortos, já te ausenta!”. ( Divina Comédia,Continuar lendo “Mário de Andrade”
Resposta
É comum vermos muitas pessoas tentando vender fórmulas mirabolantes para que o outro tenha sucesso no amor. Em geral, se encontra por aí ” receitinhas prontas” que ensinam as pessoas, melhor, os casais serem felizes. Com isso, alguns conseguem outros, não. Então, o que acontece? Será que essas receitas funcionam mesmo? A resposta é aContinuar lendo “Resposta”
Mário de Andrade
” Que a arte não seja porém limpar ve4sos de exageros coloridos. Exagero: símbolo sempre novo da vida como do sonho. Por ele vida e sonho se irmanam. E, consciente, não é defeito, mas meio legítimo de expressão. “ Mário de Andrade. Literatura Comentada: Textos Selecionados. São Paulo, 1990 Imagem: Miró- O Carnaval Do Arlequim.Continuar lendo “Mário de Andrade”
Carlos Drummond de Andrade
É certo que me repito é certo que me refuto e que, decido, hesito no entra- e sai de um minuto. É certo que irresoluto entre o velho e o novo rito, atiro à cesto o absoluto Como inútil papelito. É tão certo que me aperto numa tenaz de mosquito Como é trinta vezes certoContinuar lendo “Carlos Drummond de Andrade”
Mario Quintana
É preciso que a saudade desenhe tuas curvas perfeitas, teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento das horas ponha um frêmito em teus cabelos.. . É preciso que a tua ausência trescale sutilmente, no ar, a trevo machucado, as folhas de alecrim desde há muito guardadas não se sabe por quem nalgum móvelContinuar lendo “Mario Quintana”